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Mineração confirma demissões em Minas

Mineração confirma demissões em Minas

Ferrous afasta 200. Vale dá licença remunerada a 300
Demissões nas minas e escritórios da Ferrous Brasil, mineradora que tem como acionistas investidores de fundos internacionais, e a ampliação das licenças remuneradas concedidas pela Vale agravam o ajuste de pessoal nas empresas do setor mineral, apesar de alguns sinais de recuperação das compras da China e dos preços de metais no primeiro trimestre. Em nota distribuída ontem, a Ferrous confirmou a dispensa de 200 trabalhadores nas minas de Brumadinho e Itatiaiuçu, na Grande Belo Horizonte, e Congonhas, na Região Central do estado, na sede em BH e no escritório em Vitória (ES). A Vale comunicou aos sindicatos de trabalhadores de Mariana e Congonhas que concederá licença remunerada a cerca de 300 empregados de 4 de maio ao fim do mês que vem, quando vence o acordo firmado pela mineradora para ajustar o nível de emprego, sem demissões.

O maior número de trabalhadores a ser dispensados pela Vale será de 160 na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, segundo José Horta, presidente do sindicato dos trabalhadores na indústria de extração do ferro e metais básicos (Metabase) de Mariana. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Vale informou que a licença faz parte do balanço já divulgado semana passada pela companhia de 730 trabalhadores no país envolvidos. O número não é divulgado por estados e nem por minas. A mineradora confirmou, também, que seus representantes vão se reunir de 11 a 15 de maio com dirigentes de sindicados de trabalhadores de todos os estados onde a empresa opera para discutir as medidas que estão sendo tomadas para fazer frente aos efeitos da crise financeira mundial.

“Queremos renovar o acordo para garantir empregos e vamos pedir um PDV (programa de demissão voluntária) à companhia, já que não temos perspectiva de uma recuperação no curto prazo”, afirmou José Horta. Em Congonhas, Valério Vieira dos Santos, presidente do sindicato local, diz que o temor é de demissões em massa depois de 31 de maio.

Marta Vieira
Estado de Minas