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Trabalhadores da Anglo rejeitam metas de PPR em assembleia

Em assembleia realizada na cidade de Conceição do Mato Dentro na última quarta-feira (5) os trabalhadores rejeitaram as propostas de metas de produção de minério de ferro apresentadas pela Anglo American, que estavam condicionadas ao pagamento do Programa de Participação dos Resultados (PPR). Por 345 votos contrários, 257 a favor e 15 abstenções, os trabalhadores recusaram a proposta da empresa, classificada pelo Sindicato Metabase de Itabira e Região como uma “armadilha”.

A Anglo American condicionou o alcance de metas ao pagamento do PPR/2017. Ou seja, para que trabalhadores recebessem o benefício eles teriam que cumprir as produções, consideradas pelo Metabase como inatingíveis. Depois de três rodadas de negociação com o sindicato, tendo as três propostas negadas ainda durante as reuniões, a Anglo apresentou uma proposta final por e-mail no dia 27 de junho.

A proposta levada em assembleia estipulava a meta mínima de produção para 2017 de 16,8 milhões de toneladas, a meta alvo de 17,4 milhões de toneladas e a máxima de 18,0 milhões de toneladas. Estes números, segundo o diretor tesoureiro do Metabase, Carlos Roberto Assis Ferreira “Carlão” são inalcançáveis. A opinião do sindicalista ficou clara com a rejeição da proposta pelos trabalhadores. Segundo ele, a maioria dos trabalhadores da empresa estão percebendo que a empresa está exagerando ao cobrar metas tão altas.

“Por três rodadas de negociações o Metabase não concordou com as propostas de metas de PPR referente a 2017 e nós não podemos fazer papel de representante e representado ao mesmo tempo, o trabalhador tem livre arbítrio para votar com a sua consciência sobre a proposta, tendo em vista que a empresa tinha passado para todos internamente qual era a sua intenção”, disse o sindicalista.

Ainda de acordo com Carlão, a derrota da empresa foi alertada ainda durante as negociações. Mesmo antes da assembleia, disse o dirigente sindical, a maioria dos trabalhadores já estavam reclamando da dificuldade de alcançar as metas estipuladas pela Anglo.

“Alertamos os representantes da empresa, que as metas eram arrochadas e que os trabalhadores, por estarem atravessando uma situação financeira difícil para se manterem naquela região, corria o risco da proposta não ser aprovada, mesmo assim a empresa insistiu e preferiu consultar os trabalhadores”, disse ele.

Outras propostas reprovadas-  A Anglo propôs também mudanças na forma de pagamento do PPR. Ao invés de ser pelo fluxo operacional de caixa, como é feito atualmente, ela queria passar a pagar de acordo com o menor custo unitário de produção (TN), ou seja, o PPR seria pago se a meta fosse alcançada. Quanto menor o custo de produção, maior seria o valor a ser recebido.

Outra questão proposta pela Anglo, que não houve a concordância do Metabase, foi condicionar a licença ambiental do Step 3 (ampliação da mina, alteamento de barragem e ampliação de cava de mina) ao pagamento do PPR.




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