“A mineração do futuro nasce em Itabira na Usina Modelo Conceição II”, celebra André Viana, que pede qualificação e preservação dos empregos

Comunicação Metabase • 10 de junho de 2026

Presidente do Metabase destaca modernidade da nova planta 100% digitalizada da Vale, mas ressalta que inovação só se consolida com investimento contínuo em capacitação e respeito ao trabalhador.


Na apresentação à imprensa da Usina Modelo Conceição II, em Itabira, nesta quarta-feira (10), o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e da Região, André Viana Madeira, afirmou que a cidade que viu nascer a Vale há 84 anos agora testemunha o futuro da mineração.


A nova usina modelo Conceição II é a primeira no país a operar de forma totalmente automatizada, integrando automação, inteligência artificial e análise de dados. Com capacidade de 11,2 milhões de toneladas por ano, o investimento foi de R$ 200 milhões.


Para André Viana, a modernidade da nova planta é um avanço importante, mas deve acontecer acompanhada de respeito ao trabalhador e preservação dos empregos em novos postos de trabalho, como de fato está ocorrendo com diálogo e entendimento com a mineradora.


“É o futuro da mineração acontecendo aqui agora, em Itabira, berço da Vale que continua apresentando inovações tecnológicas e avançando nesse novo modelo de mineração circular e sustentável”, disse.


Itabira conectada às mudanças globais

André Viana ressaltou ainda que a inovação não significa exclusão de trabalhadores, mas sim adaptação e qualificação.

“A empresa está inovando sem perder a essência e também preservando os postos de trabalho. A ampla maioria das pessoas que estão operando remotamente hoje são aquelas que antes trabalhavam manualmente. Foram treinadas para isso. Melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a saúde e a segurança”, disse.


Ele lembrou que a tecnologia não pede licença e exige adaptação: “Ou você se adapta ou está fora. Precisamos estar preparados para os tempos que virão”, recomenda.


O sindicalista também chamou atenção para o papel de Itabira no cenário internacional, lembrando que a cidade foi pioneira na concentração de itabiritos na década de 1970, com a usina Cauê, que também será modernizada, e no aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado rejeito.

Para ele, esse histórico de inovação agora se conectar às novas demandas globais.


“Itabira não poderia ficar fora da roda do futuro, como sempre esteve atenta. Mas não é só a usina que tem que passar por esse processo de inovação. A ferrovia tem que passar, o porto tem que passar. Isso não é uma questão de escolha, é de sobrevivência”, afirmou.


Viana citou exemplos de países que avançam em minerais críticos, investindo na produção de insumos estratégicos para baterias, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono – e que estão na linha de frente da transição energética.


“O Brasil precisa também avançar nesse segmento, porque o mundo está mudando rápido e não podemos ficar para trás”, completou.


Três grandes notícias para Itabira

Ao falar sobre os avanços recentes, André Viana destacou três notícias que considera fundamentais para o município em 2026: a anuência para o reúso de rejeitos, o aumento da vida útil das reservas minerais da Vale em Itabira e a inauguração da Usina Modelo Conceição II.


Segundo ele, são conquistas importantes, mas que dependem de investimentos contínuos e de cautela. “É um salto significativo. Essa usina veio para ajudar a beneficiar o itabirito, e agora Itabira está estartando um projeto que será disseminado para outras unidades da Vale”, disse, reforçando que o progresso corporativo precisa se transformar também em progresso social e trabalhista.


Tecnologia e segurança na operação

Para o diretor de Operações do Complexo de Itabira, Diogo Monteiro, os ganhos da modernização já são evidentes. “É mais segurança, eficiência, bem adaptado para todos os casos que a gente tem. Conseguimos tomar decisões em tempo real, com menor intervenção humana, deixando os dados trabalharem e corrigirem”, afirmou.


Segundo ele, toda a equipe, que antes operava a produção presencialmente, foi capacitada para atuar no novo modelo. “O time que estava no dia a dia agora trabalha na sala remota, com mais segurança e conforto. A Usina Modelo é um exemplo claro de uma empresa mais segura, mais eficiente e mais sustentável.”


Ele contou que em menos de dois anos de projeto piloto, a usina aumentou a produtividade em 25%, atingindo sua capacidade nominal de 11,2 milhões de toneladas.

“Houve crescimento de 40% nos produtos premium, como o pellet feed de redução direta, estratégico para a descarbonização da siderurgia. A modernização reduziu em 26% o teor de ferro nos rejeitos e ampliou o reaproveitamento de recursos naturais, com 92% da água utilizada sendo recirculada”, acentuou.


Formação da força de trabalho do futuro

Todos os 122 operadores, instrumentistas e líderes da usina foram capacitados, somando mais de 2.800 horas de treinamento. A Vale utilizou simuladores e realidade virtual para preparar os empregados.


A implantação do novo modelo digitalizado contou com a parceria da ABB, referência global em automação e eletrificação. É assim que o programa Usina Modelo posiciona a Vale na vanguarda da mineração global, incorporando tecnologias de automação, eletrificação e digitalização, integrando todo o processo por meio da sala de controle.


Satisfeito por conhecer e acompanhar o novo padrão de operação industrial no Brasil, implantado pioneiramente em Itabira, André Viana disse que é hora de celebrar esse momento com humildade e cautela.


“Queremos que o avanço corporativo se transforme também em progresso para aqueles que fazem esta empresa ser a gigante global que nasceu em Itabira para se tornar uma das maiores mineradoras do mundo”, é o que espera o presidente do Metabase.


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Por Comunicação Metabase 31 de maio de 2026
Metabase Itabira realiza Dia de Lazer e Voluntariado no Bairro Fênix O Sindicato Metabase de Itabira e Região realizou, na tarde deste sábado (30), uma grande ação social na quadra do Bairro Fênix, reunindo centenas de famílias para uma tarde de lazer, integração e solidariedade. A programação integrou as atividades da Semana do Trabalhador 2026 e marcou mais uma edição do tradicional Dia do Voluntariado promovido pela entidade. Crianças e adultos participaram de diversas atrações, como brincadeiras recreativas, distribuição de picolés, algodão-doce e pipoca, além de apresentações musicais que animaram o público presente. O evento proporcionou momentos de alegria, convivência e fortalecimento dos laços comunitários, levando entretenimento gratuito para moradores do bairro e regiões próximas. Realizado anualmente, o Dia do Voluntariado do Metabase percorre diferentes bairros de Itabira, com o objetivo de promover ações sociais, incentivar a participação cidadã e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com a comunidade, ampliando sua atuação para além da defesa dos direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. A edição de 2026 contou com o apoio de importantes parceiros como a Prefeitura Municipal de Itabira, Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e APAE, além de grandes patrocinadores como Special, Bemisa, Metabase Farma, Anglo American, Grupo Belmont, Grupo MaterDei, Santa Fé, Laboratório Duarte, Mineração Positiva, SM Metais, MIG Mineração, Minas Mineração, Serra Leste, Hospital Orizonti, LTC Contabilidade, Nova Luz, PASA, Valia, Serra Verde, CEAD, Instituto Alcântara, Jhony Frances Produções e Internet ULTRA. Além disso, o Sindicato Metabase de Itabira e Região agradece a todos os associados, diretores e à Comissão de Aposentados e Pensionistas, que fazem parte deste grande projeto.
Por Comunicação Metabase 28 de maio de 2026
Após muita luta, mobilização popular e pressão do movimento sindical em todo o país, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, colocando fim à escala 6x1. A aprovação da proposta representa uma importante vitória da classe trabalhadora brasileira, construída através da organização, da resistência e da cobrança permanente dos sindicatos, centrais sindicais e da população que foi às ruas, pressionou parlamentares e levantou o debate sobre qualidade de vida, saúde mental e valorização do trabalho. No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. Já no primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. Agora, a proposta segue para análise e votação no Senado Federal. O movimento sindical destaca que a mobilização dos trabalhadores continuará sendo fundamental para garantir a aprovação definitiva da PEC. O texto aprovado prevê uma transição gradual até chegar às 40 horas semanais sem qualquer redução salarial. Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores regidos pela CLT passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo prazo, a jornada semanal será reduzida para 42 horas. Após 14 meses da promulgação, a jornada passará oficialmente para 40 horas semanais. A PEC também garante que a redução da jornada não poderá provocar diminuição de salários ou dos pisos salariais das categorias. Luta histórica da classe trabalhadora A redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro e internacional. A conquista aprovada pela Câmara reforça que nenhum direito surge de forma espontânea: cada avanço é resultado da união, organização e luta dos trabalhadores. A luta continua no Senado, e a participação da classe trabalhadora será decisiva para transformar essa conquista em realidade. Fonte: Agência Câmara dos Deputados
Por Comunicação Metabase 26 de maio de 2026
Assédio moral cresce: mais de 600 mil ações foram registradas desde 2020 na justiça do trabalho O combate ao assédio moral no ambiente de trabalho segue como um dos grandes desafios das relações trabalhistas no Brasil. Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho mostram que, entre 2020 e 2025, a Justiça do Trabalho recebeu mais de 601 mil ações envolvendo pedidos de indenização por danos morais relacionados ao assédio moral. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 30 mil novos processos foram registrados. As denúncias envolvem situações como cobranças abusivas, humilhações, ameaças, intimidações, perseguições, exclusão de trabalhadores e tratamento agressivo dentro das empresas. Para especialistas da Justiça do Trabalho, o crescimento dos casos demonstra tanto a persistência do problema quanto o aumento da conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos. Segundo o ministro Agra Belmonte, coordenador-geral do Programa Trabalho Seguro, as campanhas de conscientização e o fortalecimento dos canais de denúncia têm sido fundamentais para que mais trabalhadores reconheçam situações de violência psicológica no ambiente profissional. O magistrado destacou que a atuação da Justiça do Trabalho tem papel importante em três frentes: reconhecer a violência sofrida, reparar os danos causados às vítimas e promover um efeito pedagógico para impedir que práticas abusivas continuem acontecendo. Ambiente saudável é direito do trabalhador O assédio moral pode provocar sérios impactos na saúde física e emocional dos trabalhadores, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão, estresse e adoecimento mental. Entre os exemplos mais comuns estão: sobrecarga excessiva de tarefas; punições vexatórias; isolamento do trabalhador; desrespeito às condições de saúde; controle abusivo; cobranças humilhantes; regras diferenciadas aplicadas de forma persecutória. A Justiça do Trabalho reforça que exigir produtividade e metas não caracteriza, por si só, assédio moral. O problema ocorre quando há abuso, humilhação, constrangimento ou perseguição sistemática. Sindicato tem papel fundamental na defesa dos trabalhadores O apoio sindical é apontado como uma das ferramentas mais importantes para acolher denúncias, orientar trabalhadores e fortalecer o combate às práticas abusivas. O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que nenhum trabalhador deve se calar diante de situações de humilhação, perseguição ou violência psicológica no ambiente de trabalho. Procurar orientação, registrar provas e denunciar são passos fundamentais para garantir dignidade, respeito e condições saudáveis de trabalho. Além dos canais internos das empresas, o trabalhador pode buscar apoio junto ao sindicato, ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.  Cartilhas orientam prevenção O Conselho Superior da Justiça do Trabalho e o TST lançaram materiais educativos voltados à prevenção do assédio, da discriminação e da violência no trabalho. As cartilhas orientam trabalhadores, lideranças e empresas sobre como identificar, prevenir e enfrentar situações abusivas. Fonte: Tribunal Superior do Trabalho