ACT: EM 3ª RODADA DE NEGOCIAÇÕES, VALE CONTINUA SEM PROPOSTA AOS TRABALHADORES

Tonny Morais • 19 de outubro de 2023

Os diretores do Metabase Itabira se reuniram mais uma vez com representantes da mineradora Vale 

Os diretores do Metabase Itabira se reuniram mais uma vez com representantes da mineradora Vale para discutirem, em 3ª rodada de negociações, o acordo coletivo de trabalho dos funcionários. Mediado pelo Sindicato, o acordo visa “revisar” as condições de trabalho dos trabalhadores da empresa por meio de montagem de pauta onde são apresentadas as necessidades de cada lado. Desde a primeira negociação em 3 de outubro, a empresa não apresentou nenhuma proposta, pelo contrário, alegou dificuldades no plano de saúde devido aos aumentos na área de saúde privada; na Participação nos Lucros e Resultados, pois os trabalhadores atingem com frequência a meta, alegando “ter uma frouxidão neste atingimento"; o constante aumento do custeio com os empregados e por fim, o pagamento da insalubridade, onde, na maioria dos casos, as empresas pagam uma porcentagem baseado no salário mínimo e na Vale, é pago baseado em seu piso salarial, que é maior do que o salário mínimo vigente. André Viana, presidente do Metabase Itabira, reafirmou seu descontentamento com a empresa, já que em três encontros a empresa não apresentou uma proposta sequer, apenas reclamações infundadas. “O Metabase apresentou sua pauta de sugestões que centenas de trabalhadores têm apresentado ao sindicato, seja por solicitações, seja por reclamações”. André conclama a união dos trabalhadores: “A diretoria do Sindicato Metabase de Itabira e Região, fiel à sua missão e dever na representação dos trabalhadores, nesta negociação elevou o tom e pautou os principais temas que são de interesse dos trabalhadores. A categoria tem participado ativamente com sugestões e interações e junto ao sindicato, apresentou as suas reivindicações. Isso porque, a Vale, até então, tem tentado prevalecer somente com a sua pauta, na intenção de manter o arrocho e reduzir benefícios. Insisto que não aceitaremos isso”, disse o presidente. Flávio do Carmo, vice-presidente da instituição apresentou os principais pontos enviados pelos trabalhadores: Reajuste Salarial; PLR; discussão da carteira de benefícios; discussão de todas as cláusulas existentes; discussão da pauta geral de reivindicação da categoria; plano de saúde (AMS): manutenção e melhorias novas conquistas, inclusive para tratamento de autismo. “Apesar da atuação e insistência da diretoria, a Vale insistiu em sair da reunião sem nenhuma proposta apresentada, ou seja, lero-lero é mato. Apesar da postura da empresa, o Sindicato fez toda sua defesa e apresentação, que foi encaminhada aos representantes da Vale”. Ainda de acordo com Flávio do Carmo, a próxima rodada de negociações será dia 24, às 09:30h.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026