BARRAGENS: CONTAGEM DE TEMPO PARA A APOSENTADORIA ESPECIAL

Tonny Morais • 16 de agosto de 2023

Metabase prepara ação coletiva que poderá beneficiar milhares de trabalhadores.

Já com precedente judicial vitorioso, de um trabalhador das minas de Itabira que ingressou com ação na Justiça do Trabalho, por meio do sindicato, obtendo o direito de contagem de tempo especial para aposentadoria por trabalhar em áreas de risco de risco de rompimento de barragens de rejeitos, o sindicato Metabase convoca os trabalhadores que utilizam o dispositivo Smart Bdge e crachá inteligente a participarem de uma ação coletiva visando o mesmo reconhecimento.

Há, ainda, súmula do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconhecendo esse direito. Os trabalhadores associados ao sindicato Metabase terão prioridade no encaminhamento da ação.

O dispositivo Smart Bdge, assim como o crachá inteligente, que tem mapeamento via satélite, são meios que a empresa dispõe para localizar trabalhadores ilhados ou mesmo soterrados pela lama em caso de rompimento de uma das suas inúmeras barragens de rejeitos.

Ou seja, é a própria Vale reconhecendo o risco que essas barragens carregadas de milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro representam para a segurança e a vida desses trabalhadores.

Posteriormente, serão convocados também os que trabalham nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) e Zonas de Segurança Secundária (ZSS) da mineradora Vale – e também de outras empresas de mineração na área de representação do sindicato Metabase.

Como também serão convocados os que trabalham em áreas de operação e infraestrutura de mina, que não possuem o crachá inteligente, mas que precisam ter passaportes e permissões para acessar as áreas de barragens.

O sindicato calcula em mais de 1,5 mil trabalhadores da Vale nessas condições de trabalho em situação de risco. E estuda como incluir os trabalhadores terceirizados na ação coletiva.

Para aderir a ação, é preciso encaminhar o nome completo, informando a área de trabalho, ligando para o sindicato (3831 5521) ou endereçando os dados por e-mail (juridico@metabase.com.br).

“Já com o precedente vitorioso, e com a súmula do TRT, com o reconhecimento desse direito, como também por se tratar de ação coletiva, não há como o trabalhador sofrer qualquer retaliação por parte das empresas mineradoras”, assegura o presidente do sindicato Metabase de Itabira, André Viana Madeira.

Áreas de risco

Para que ocorra esse reconhecimento, a ação coletiva visa considerar a situação de periculosidade que vivem esses trabalhadores em suas atividades laborativas.

“A ação coletiva é parte de nossa luta pela plenitude da cultura previdenciária, tanto em relação ao complemento da Valia (Vale Mais), como também alterando o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) para os trabalhadores e trabalhadoras em decorrência das condições de insegurança no trabalho, pelo risco de morte em decorrência da ameaça dessas estruturas de contenção de rejeitos”, defende André Viana.

A ação coletiva busca o direito de o trabalhador nessas condições ter inserido o código 2.3.3, do decreto 53.831/64, que trata de condições de trabalho de risco em edifícios, barragens, pontes, para efeito da contagem de tempo especial para as aposentadorias de quem executa as suas funções nessas condições.

De acordo com o sindicalista, posteriormente serão convocados a partir da ação coletiva também os que trabalham em áreas de riscos de rompimento de barragens chamadas manchas de inundação, tanto nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) como também nas Zonas de Segurança Secundária (ZSS).

Em Itabira, por exemplo, estão nessas condições quem trabalha no complexo Conceição, abaixo da barragem homônima, também conhecida como Zé Cabrito. Essa estrutura dispõe de dois diques alteados a montante, considerados inseguros, mesmo estando em vias de ser descaracterizados.

Entretanto, ainda que essa descaracterização desses diques reduza os riscos de rompimento da barragem, certamente o tempo já trabalhado nessas condições de risco deve ser reconhecido pela Justiça do Trabalho como tempo especial para a aposentadoria.

Estão também nessas condições todas as pessoas que receberam treinamento especial para executar as suas funções em áreas que a própria empresa reconhece como sendo de risco por situarem abaixo das barragens.

Especial significado

O sindicato Metabase é pioneiro nessa ação – e já tem servido de exemplo para outras entidades representativas de mineiros e mineiras de todo o país que estejam trabalhando nessas mesmas condições, devendo também ingressar com ação coletiva na justiça reclamando pelo reconhecimento desse direito trabalhista e previdenciário.

Esse reconhecimento, segundo André Viana, assim que obtido reverte de especial significado em uma nova conjuntura de luta pela reversão de perdas passadas em decorrência das reformas previdenciária e trabalhista, promovidas contra os interesses dos trabalhadores pelos governos Temer e Bolsonaro.

“A convocação é justamente para reduzir parte das perdas passadas e conquistar novos direitos para a subsistência do trabalhador e por justiça previdenciária”, diz o presidente do sindicato, que relaciona ganhos diversos já conquistados e ainda por conquistar por justiça, por grupos sociais, governos e prefeituras que foram atingidos pelos trágicos e criminosos rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho.

“Que os trabalhadores das minas e demais áreas sob risco de barragem tenham esse direito de contagem de tempo especial para aposentarem, com o reconhecimento pelo INSS e pela Valia, como também pela empregadora”, defende André Viana.

Unidos nessa ação coletiva, o sindicalista afirma que os trabalhadores e as trabalhadoras das minas nada têm a perder aderindo à causa coletiva que é de todos que trabalham nessas condições.

“Podem ter a certeza que venceremos mais essa causa”, é a aposta que Viana faz ao convocar a adesão à ação coletiva. 

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase 22 de maio de 2026
APÓS MOBILIZAÇÃO DO SINDMON-METAL COM APOIO DO METABASE ITABIRA, ARCELOR MITTAL PEDE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TURNO! A força da união dos trabalhadores voltou a fazer história em João Monlevade. Após a grande mobilização promovida pelo movimento sindical, com participação ativa e apoio firme do Sindicato Metabase de Itabira e Região, a ArcelorMittal recuou e pediu a reabertura das negociações sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade. O movimento, marcado pela união, organização e demonstração de força da classe trabalhadora, reuniu diversas entidades sindicais da região e do estado, na manhã da última quinta-feira (21) reforçando a luta dos 684 homens e mulheres que atuam diretamente no regime de turno da empresa e reivindicam uma jornada mais humana, digna e alinhada ao modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, esteve presente ao lado da diretoria da entidade para fortalecer o ato e cobrar da empresa respeito aos trabalhadores.  “Os trabalhadores querem um turno digno. Das quatro unidades da empresa no Brasil, três já adotam o modelo quatro por quatro. Aqui em João Monlevade, a empresa insiste em impor o seis por dois sem diálogo. O trabalhador precisa de qualidade de vida, precisa descansar, estudar, conviver com a família, praticar sua fé, ter lazer. Ninguém vive para trabalhar. As pessoas trabalham para viver e querem viver com dignidade” , destacou André Viana durante a mobilização. Viana também reforçou o apoio incondicional do Metabase à luta dos metalúrgicos de João Monlevade: “O Metabase e toda a categoria dos mineradores declaram total apoio aos metalúrgicos da ArcelorMittal nessa batalha por uma jornada justa. Estamos juntos nessa caminhada por dignidade e respeito aos trabalhadores.” O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Flávio Paiva, enalteceu a presença de André Viana que é hoje uma das maiores lideranças da região, com grande capacidade de articulação. Flávio também ressaltou a dimensão da mobilização construída pelo movimento sindical: “Estamos aqui com a CUT Regional Vale do Aço, Federação Estadual dos Metalúrgicos, Metabase Itabira, companheiros de Timóteo, sindicatos dos servidores públicos e diversas entidades parceiras. Isso aqui é uma mobilização pacífica, mas extremamente forte. É a demonstração clara de que os trabalhadores estão unidos e não aceitarão retrocessos.” Após a manifestação realizada nesta quinta-feira (21/05), a ArcelorMittal recuou e pediu ao sindicato a retomada das negociações em reunião marcada para o próximo dia 26 de maio. O Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade destacou que a reabertura das negociações representa um importante avanço conquistado através da mobilização da categoria, reforçando que o diálogo sempre será o melhor caminho para a construção de soluções equilibradas e justas. Entretanto, a entidade sindical também deixou claro que a retomada das conversas não altera a convocação da assembleia que irá deliberar sobre o estado de greve e sobre o legítimo direito constitucional de mobilização dos trabalhadores. A categoria já demonstrou, de maneira democrática e massiva, sua insatisfação com a postura adotada pela empresa até aqui. Por isso, os trabalhadores seguem exigindo avanços concretos que atendam efetivamente ao pleito da categoria. O movimento sindical permanece unido, vigilante e preparado para ampliar as ações caso não haja avanços reais nas negociações, sempre dentro da legalidade, da responsabilidade e da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A luta continua. E a união da classe trabalhadora mais uma vez prova que quando os sindicatos caminham juntos, a voz do trabalhador ecoa mais forte.
22 de maio de 2026
ACT PLR 2026/2027 – ANGLO AMERICAN Resultado das assembleias. Após três dias de votação da categoria, concluímos a apuração das assembleias. Confira os números finais: 👥 Votantes: 1.424 ✅ Sim: 1.197 ❌ Não: 223 ⚪ Brancos/Nulos: 2 📌 Abstenções: 2 PROPOSTA APROVADA por 84,1% dos votantes! A participação de cada trabalhador e trabalhadora fortalece a luta coletiva e a transparência nas decisões. Seguimos juntos, firmes na defesa dos direitos da categoria!
Por Midia Metabase 21 de maio de 2026
METABASE ITABIRA PRESENTE APOIANDO A PARALIZAÇÃO EM PROL DOS METALÚRGICOS DA ARCELORMITTAL O Sindicato Metabase de Itabira e Região está presente, na manhã desta quinta-feira, apoiado a mobilização do Sindmon-Metal, que representa os trabalhadores da ArcelorMittal, em João Monlevade. A paralisação pacífica realizada nas portarias da empresa reforça a luta dos metalúrgicos por mais respeito, dignidade e melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações da categoria está a implantação de uma escala mais humana, modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no país, além da melhoria das condições de trabalho dentro da empresa. A empresa adota melhores escalas em outras unidades no Brasil, exceto em João Monlevade. Os trabalhadores defendem jornadas mais justas, qualidade de vida e o respeito à vontade da categoria, reafirmando a necessidade de avanços nas relações de trabalho. O movimento demonstra a união, a força e o compromisso das entidades sindicais na defesa dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos da região, com a presença de vários sindicatos da região e da CUT Vale do Aço.