ENTREVISTA COLETIVA

9 de fevereiro de 2022

Atual cenário dos trabalhadores da empresa Vale frente ao Coronavírus

Reivindicação do Metabase esclarece atual cenário dos trabalhadores da empresa Vale frente ao Coronavírus. Números confirmados ultrapassa 80 casos.


Em entrevista coletiva no final da tarde de hoje, André Viana, presidente do Sindicato Metabase Itabira esclareceu a atual situação do contágio de trabalhadores da Vale em testes realizados na empresa. A coletiva foi necessária tendo em vista as manifestações de diversas pessoas nas redes sociais com números imprecisos e não oficiais. Inicialmente o presidente do sindicato demonstrou como é o fluxo de atendimento nos postos de testagem nas minas da empresa. André relembrou dizendo que “os postos de atendimentos possuem bioquímicos, equipe de enfermagem. Se acontecer de testar positivo, o funcionário será levado em veículo próprio para realizar o exame de Proteína C-Reativa (PCR) que é considerado o “padrão-ouro” no diagnóstico da COVID-19 e se caso confirmado, todo o protocolo será seguido, com o isolamento por 14 dias e providências necessárias em sua área de trabalho. Caso seja negativo, o será caminhado para sua área de trabalho.” Em seguida apresentou os números obtidos até as 13 horas: “A empresa Vale realizou 642 testes nos trabalhadores. Foram verificados que 561 não apresentaram resultados positivos e foram encaminhados para o trabalho. Testaram positivo 81 trabalhadores, entre estes, 8 acusaram anticorpos IgG, ou seja, estão produzindo os anticorpos que conferem imunidade a longo prazo. Temos até agora, em apenas três dias de testes, 12,6% dos trabalhadores infectados com o vírus. Infelizmente, se a projeção continuar, no próximo ciclo de testes deveremos ter, cerca de 900 funcionários da Vale e das empresas terceirizadas infectados. Não quero ser alarmista, apenas precavido”, completou. André frisou que se não fosse a insistência do Metabase exigindo os testes, a cidade poderia entrar numa situação caótica: “Em três dias de testes identificamos 81 pessoas infectadas. Ainda teremos mais de 3.000 pessoas que irão fazer as análises, já imaginou se não houvesse essa ação? Onde iríamos parar?” questionou o sindicalista. Amanhã (22) a empresa vai atualizar as informações ao sindicato, que emitirá uma nova nota. O presidente lembrou que o Metabase Itabira está tomando todas as providências necessárias para assegurar qualidade de vida e saúde aos trabalhadores: “Estamos em parceria com o Ministério Público do Trabalho, com ações coordenadas; garantimos a prestação de assistência à saúde do infectado e sua família; estamos negociando a manutenção dos empregos e dos direitos adquiridos; cobrança incansável às cidades mineradoras; fiscalização intensa da atividade minerária e das bases representadas e cobrança diária do cumprimentos de todas as reivindicações enviadas anteriormente”. André ressalta que está sendo montado pelo sindicato um plano de ações para casos críticos e paralisação de atividades da empresa. “O Metabase ressalta sua preocupação com os assintomáticos e com os aposentados e pensionistas, em sua grande maioria idosos e integrantes do grupo de risco proposto pelos órgãos de saúde, estamos atentos a tudo isso”, finalizou o presidente do Metabase. 


Postado em 22/05/2020

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026