METABASE E APOSVALE UNEM FORÇAS

Tonny Morais • 3 de dezembro de 2021

A luta é pelo Superávit dos aposentados e pensionistas

O Metabase e a Aposvale reforçaram os trabalhos que visam a proteção do superávit para os aposentados e pensionistas. Alertados sobre a recomendação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, para a redução da taxa de juros, as instituições enviaram ofício à Valia solicitando ações que visam não prejudicar os seus representados. “A redução das taxas de juros vai prejudicar e muito a rentabilidade no superávit dos aposentados do plano BD (Benefício Definido). A queda de 4,70 para 4,04 vai impactar em cerca de R$685 milhões, com a necessidade de aumento da reserva matemática. Uma diminuição inesperada pelos nossos aposentados”, disse André Viana, presidente do Metabase Itabira. A solução foi solicitar que a Valia reveja os valores de seus títulos: “Solicitamos que seja feita a remarcação dos títulos públicos em poder da Valia, ou seja, atualização no valor destes ativos. Acreditamos que esta atualização poderá levar ao pagamento de um novo superávit por parte da Valia e compensar a alteração na taxa de juros”. Esta ação, apesar de complexa, fará com que o patrimônio da instituição aumente; com novos preços, atualizados, a tendência natural do patrimônio é aumentar e consequentemente suprir o “rombo” realizado pela baixa dos juros. Sebastião Deiró, Diretor Regional da Aposvale, aposta na parceria das instituições: “Não há nada definido ainda. Aguardamos com expectativa a resposta do ofício enviado. Mas adianto que esta nossa ação demonstra que estamos atentos às movimentações realizadas entre os fundos de pensão e que podem trazer danos aos aposentados e as pensionistas”. André Viana completou: “É legal, dentro da lei, alterar a taxa de juros para se calcular a reserva matemática da Valia, mas também é legal a Valia estudar nossa sugestão. Os aposentados e pensionistas podem ter a certeza de que estamos “ligados” em tudo que se passa”. Deiró finalizou: “Vamos continuar conversando com a Valia; sabemos que todo final de ano os títulos são negociados, por isso, a nova precificação de preços aumentará a reserva do nosso fundo de pensão”.

JUROS, ENTENDA.
Os planos de pensão têm de manter uma “reserva matemática” que garanta o pagamento de todas as complementações de aposentadoria e pensão. É esta complementação que garante as complementações de aposentadoria. O ganho definido em 4,04% é menor que o anterior praticado em 4,7%, por isso a preocupação das instituições.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026