Metabase e Vale: Fórum de Discussão Permanente

Tonny Morais • 14 de março de 2023

O Fórum promete desburocratizar o processo de atendimento as demandas

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (13), o Metabase Itabira e a empresa Vale S/A acordaram na criação do Fórum de Discussão Permanente. Sindicato e mineradora já discutiam em reuniões anteriores o aspecto segurança e devido aos bons entendimentos que as instituições estavam conseguindo, decidiram avançar nas resoluções de conflitos com a criação deste Fórum. O entendimento é que o Metabase levante todas as necessidades dos trabalhadores e faça parte do processo, acompanhando todo desenrolar dos problemas identificados até a plena resolução. Divino Andrade, Relações Trabalhistas da empresa, comentou a iniciativa: “Acredito na exposição positiva do sindicato, em especial junto aos trabalhadores da empresa, já que haverá transparência na condução e resolução dos casos apresentados. A empresa, assim como o sindicato, tem interesse em tomar conhecimento e resolver conflitos que surgirem. Vejo este projeto de forma satisfatória e acredito ser o início de ações que irão trazer benefícios aos trabalhadores e mais qualidade na realização das tarefas nas nossas minas”. André Viana, presidente do Metabase Itabira, também comentou: O nome é claro: Fórum de Discussão Permanente, ou seja, não há periodicidade de encontros, já que estaremos constantemente em contato, sempre no interesse de resolver e não procrastinar. Todos os assuntos serão discutidos neste fórum permanente: minas, áreas de usina, oficinas, segurança, relacionamento interpessoal e empresas terceirizadas”. Já nesta primeira reunião foram apresentados problemas em áreas da empresa, identificados pelos diretores. A empresa se colocou à disposição e iniciou a resolução de algumas demandas apresentadas. Divino Andrade disse que “haverá sim devolutivas após análise dos problemas apresentados o mais breve possível” e completou: “A empresa não tem interesse em problemas e sim, em resolvê-los e assim será”. André Viana viu com bons olhos essa primeira reunião: “Queremos mostrar aos nossos representados o que fazemos em sua defesa. Com este fórum poderão perceber a importância do sindicato na vida laboral dos empregados. Vamos dar mais força aos nossos diretores que estão nas minas, em contato direto com o “chão de fábrica”. Os trabalhadores irão acompanhar o passo a passo de suas solicitações, de uma forma tranquila e responsável. Este Fórum surge como prova das reuniões propositivas que tivemos em outras ocasiões e veio para ficar”, finalizou o presidente André Viana.

Participantes:
Pela Vale: Os relações trabalhistas Denis Pedrosa, Aldo Lima, João Franceschini e Divino Andrade.
Pelo Metabase: O presidente André Viana, o vice-presidente Flávio do Carmo, o secretário-geral Jhony Lelis, dentre outros. 
 

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026