Metabase Itabira retorna filiação à Central Única dos Trabalhadores.

Tonny Morais • 23 de dezembro de 2022

Assembleia lotou auditório da Instituição.

Em cerimônia que contou com diversas lideranças sindicais, o Metabase Itabira realizou nesta tarde (22) sua Assembleia para filiação à Central Única dos Trabalhadores - CUT/MG. O retorno, aprovado por unanimidade, à maior organização sindical do país se deu pela necessidade de se filiar a uma entidade de luta aguerrida à defesa dos direitos dos trabalhadores, premissa que o presidente André Viana sempre defendeu. Assim como a própria CUT, essa filiação “representa mais do que um instrumento de luta e de representação real da classe trabalhadora, mas também um desafio de dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras em luta de um mesmo ideal”, disse o presidente.

Wagner Xavier, presidente do Sindfer ES/MG (Ferroviários da Vale) comentou a importância do retorno do Metabase: “Nós, cutistas, temos diversas responsabilidades, diversas pautas. Muitas vezes discutimos apenas o acordo coletivo, mas devemos discutir sim, previdência, medidas provisórias de interesse da classe e com o apoio da CUT podemos politizar ainda mais os nossos associados, aumentando as chances de êxito em nossas exigências junto aos patrões. Parabéns ao amigo André, pois isso demonstra que cabe a nós apoiarmos a sindicalização de nossos trabalhadores. A cada dia devemos mostrá-los a importância do fortalecimento dos sindicatos”. Entre diretores do Metabase Itabira e representantes de entidades de classe, o presidente da CUT/MG, Jairo Nogueira Filho disse que a CUT/MG representa a unidade de várias categorias, seja do serviço público, ou privado. Tudo isso nos faz pensar em como construir tudo aquilo que é o melhor pra gente. O empresariado se junta constantemente e nós precisamos nos juntar também. Eles (empresariado) não têm nenhum pudor em se reunirem e decidirem o que é melhor para eles. A CUT/MG é para decidirmos o que é melhor para os trabalhadores. Por isso a importância de o Metabase estar em uma Central do tamanho do porte da CUT/MG. O Metabase com toda sua história vem para contribuir e muito com a nossa Central. Recebemos os Metabase de portas e braços abertos. No próximo ano completamos 40 anos e o Metabase se filiar é um grande presente que recebemos”, disse Jairo Nogueira. Já André Viana ressaltou a importância de olhar para o futuro não se esquecendo do passado: “Estamos agindo com maturidade, preservando o passado de luta da nossa instituição e com essa filiação, garantido, no futuro, a sustentação de lutas mais aguerridas, sempre com muita responsabilidade. Portanto, a maturidade e a responsabilidade andam juntas em nossa gestão”. André ainda destacou dizendo que estamos fazendo a curva na história do sindicato, colocando-o onde ele precisa estar, seja politicamente, sindicalmente e partidariamente falando. "Vamos convocar essa juventude que representamos a literalmente acordar desta letargia que estão vivendo. Vendo a perda de direitos e “dando milhos aos pombos”. Vamos acordar esse povo e chamá-los à unidade. Unidade que sempre defendi: de trabalhadores e sindicatos". Ele ainda lembrou que se identifica com os princípios da Central Única dos Trabalhadores: “Como disse Paulo Soares em 2013: nós conhecemos a história, as raízes da CUT. Somos um Sindicato historicamente CUTista. Esperamos contribuir para uma revitalização de todo o processo político, para lutar pelas reformas política, tributária e sindical. Queremos ajudar a CUT a cumprir seu papel de organizar a classe trabalhadora." André finalizou dizendo que celebra com muita alegria o momento tão especial da instituição.

 

A CUT
Presente em todos os ramos de atividade econômica do país, a CUT se consolida como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo, com 3. 806 entidades filiadas, 7.847.077 trabalhadoras e trabalhadores associados e 23.981.044 trabalhadoras e trabalhadores na base. De acordo com o site da instituição, desde sua fundação, a CUT tem atuação fundamental na disputa da hegemonia e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial. Os avanços obtidos na proposta de um Sistema Democrático de Relações de Trabalho e a eleição de um operário à presidência da República em 2002, são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável pela garantia e ampliação de direitos da classe trabalhadora.


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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026