Valia apresenta no Conselho sugestão do Metabase e Aposvale

10 de fevereiro de 2022

Metabase e Aposvale

O presidente do Metabase Itabira André Viana esteve no Rio de Janeiro para cumprir uma intensa agenda de reuniões que visam melhorar a vida de milhares de aposentados e pensionistas da empresa Vale S/A. Nesta manhã (08), acompanhado por diretores e membros da Comissão de Aposentados e Pensionistas - CAP, ele participou de uma reunião com o diretor superintendente da Valia, Edécio Brasil e o diretor de suporte e gestão Rodrigo Carvalho. Em pauta, superávit dos associados do plano Benefício Definido - BD, Plano Vale Mais (BP) e aposentados por invalidez. O ofício enviado à instituição teve atenção especial, já que a baixa de juros instituída pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC pode impactar a “distribuição de excedentes” da previdência complementar. “A reunião foi extremamente proveitosa. Discutimos diversos assuntos e recebemos a resposta do superintendente da Valia que vai levar ao Conselho nosso ofício que propõe solução para o pagamento do superávit. Isso demonstra a nossa importância no cenário atual, onde os aposentados e pensionistas correm um risco grande de ficar novamente sem o superávit”, disse o presidente do Metabase Itabira. No ofício, a Valia diz que está avaliando de forma rápida e com a segurança jurídica necessária, a pertinência da remarcação de títulos de modo a fazer frente ao impacto trazido pelo ajuste implementado na taxa de juros, sempre firme no propósito de prover resultados sustentáveis e ajudar seus participantes na construção de um futuro mais digno. O superintendente Edécio Brasil agradeceu ao presidente André Viana pela sugestão e disse que o “Conselho Deliberativo será o órgão competente para orientar a destinação do superávit técnico após o fechamento contábil de 2021.”

Entenda


Alertados sobre a recomendação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, para a redução da taxa de juros, as instituições Metabase e Aposvale enviaram ofício à Valia solicitando ações que visam não prejudicar os seus representados. A redução das taxas de juros vai prejudicar e muito a rentabilidade no superávit dos aposentados do plano BD (Benefício Definido). A queda de 4,70 para 4,04 vai impactar em cerca de R$685 milhões, com a necessidade de aumento da reserva matemática. Uma diminuição inesperada pelos aposentados. A solução foi solicitar que a Valia reveja os valores de seus títulos foi solicitada a remarcação dos títulos públicos em poder da Valia, ou seja, atualização no valor destes ativos. Esta atualização poderá levar ao pagamento de um novo superávit por parte da Valia e compensar a alteração na taxa de juros. Esta ação, apesar de complexa, fará com que o patrimônio da instituição aumente; com novos preços, atualizados, a tendência natural do patrimônio é aumentar e consequentemente suprir o “rombo” realizado pela baixa dos juros.


Agenda


André Viana e diretores terão ainda encontro marcado com Ricardo Gruba, presidente do Plano de Assistência à Saúde do Aposentado da Vale – Pasa e com advogados relacionados ao processo contra a Investivale.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
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Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026