Superintendência do Cade aprova aquisição de 15% da Anglo American Brasil pela Vale

Alan Henrique • 16 de outubro de 2024

Acordo também envolve uma parceria com a Anglo American, empresa que atualmente detém o complexo Minas-Rio, e os recursos da Vale da Serra da Serpentina

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela Vale (VALE3) de 15% do capital da Anglo American Minério de Ferro Brasil. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).


Como mostrou o Estadão/Broadcast, o acordo também envolve uma parceria com a Anglo American, empresa que atualmente detém o complexo Minas-Rio, e os recursos da Vale da Serra da Serpentina. A Anglo American continuará a controlar, gerenciar e operar Minas-Rio, incluindo qualquer futura expansão.


De acordo com o processo no Cade, além da compra de ações, a Vale, diretamente ou por meio de controladas, adquirirá 15% do saldo em aberto de dívidas intercompany existentes na data de fechamento, tornando-se credora da Anglo American Brasil.


“Em contrapartida à transação primária, a Vale aportará ao capital da Anglo American Brasil um conjunto de imóveis e outros ativos (inclusive direitos minerários, planos, resultados de sondagens e outros ativos correlatos) que compõem o Projeto Serra da Serpentina, um projeto ainda greenfield (não operacional) na região do município de Conceição do Mato Dentro (MG), voltados para a exploração de minério de ferro, bem como realizará, como contrapartida à transação secundária, um desembolso complementar de caixa de US$ 157,5 milhões (sujeito a ajustes de dívida líquida e capital de giro)”, completa o documento.


A operação contempla também a possibilidade de expansão do sistema logístico de escoamento de minério de ferro caso a capacidade de transporte do mineroduto do Sistema Minas-Rio se torne insuficiente para a produção da Anglo American Brasil, assim como desenvolvimento de solução logística adicional para propiciar o escoamento do volume adicional proveniente do Projeto Serra da Serpentina.


Fonte: Estadão Conteúdo



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Para André Viana, a modernidade da nova planta é um avanço importante, mas deve acontecer acompanhada de respeito ao trabalhador e preservação dos empregos em novos postos de trabalho, como de fato está ocorrendo com diálogo e entendimento com a mineradora. “É o futuro da mineração acontecendo aqui agora, em Itabira, berço da Vale que continua apresentando inovações tecnológicas e avançando nesse novo modelo de mineração circular e sustentável”, disse. Itabira conectada às mudanças globais André Viana ressaltou ainda que a inovação não significa exclusão de trabalhadores, mas sim adaptação e qualificação.  “A empresa está inovando sem perder a essência e também preservando os postos de trabalho. A ampla maioria das pessoas que estão operando remotamente hoje são aquelas que antes trabalhavam manualmente. Foram treinadas para isso. Melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a saúde e a segurança”, disse. Ele lembrou que a tecnologia não pede licença e exige adaptação: “Ou você se adapta ou está fora. Precisamos estar preparados para os tempos que virão”, recomenda. O sindicalista também chamou atenção para o papel de Itabira no cenário internacional, lembrando que a cidade foi pioneira na concentração de itabiritos na década de 1970, com a usina Cauê, que também será modernizada, e no aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado rejeito. Para ele, esse histórico de inovação agora se conectar às novas demandas globais. “Itabira não poderia ficar fora da roda do futuro, como sempre esteve atenta. Mas não é só a usina que tem que passar por esse processo de inovação. A ferrovia tem que passar, o porto tem que passar. Isso não é uma questão de escolha, é de sobrevivência”, afirmou. 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