Trabalhadores da Vale aprovam proposta.

Tonny Morais • 18 de novembro de 2021

Cerca de 95% dos que votaram aprovaram o acordo coletivo.

A temporada de acordos coletivos iniciada pelo Metabase Itabira em setembro foi encerrada nesta noite de quarta-feira (17). A Vale S/A foi a última empresa a realizar sua assembleia com os seus funcionários com a intermediação do Sindicato. Mais de 2.000 funcionários votaram durante os dois dias; as três minas da empresa (Cauê, Conceição e Periquito) foram preparadas para receber toda a estrutura da eleição, que contou com 30 funcionários do Metabase Itabira e equipamentos necessários para a realização do evento (sonorização, mesas, kits de higienização etc.). André comentou: “Fizemos reuniões importantes com a empresa; ouvimos os trabalhadores por meio de pesquisa e expusemos tudo isso na mesa de negociação. Acho muito válido a realização da assembleia, pois, poderíamos estar discutindo aqui hoje seguro-desemprego, demissões, férias coletivas, redução de jornada. Se discutimos proposta de acordo de trabalho é graças ao trabalho de conscientização de diversos sindicatos, junto com o Metabase da essencialidade do trabalho do setor extrativo da mineração. A mineração vive hoje um momento diferente devido a alta do dólar, que traz lucros para as empresas, mas por outro lado, a queda da venda, principalmente para China e queda no preço do minério, dificulta todo o processo”. Com relação às negociações e o resultado, André ressalta que as empresas nunca facilitam e a Vale não foi diferente: “Construir um acordo coletivo não é fácil, pois nem sempre a relação com a empresa permite apresentarmos uma proposta ideal, mas apresentamos uma opção plausível, que se aproxime ao máximo da vontade dos nossos representados. É necessário muita sabedoria e responsabilidade quando se negocia este acordo, pois ele não termina quando se assina a pauta e sim, começa, pois todos têm de cumprir o acordado e em tempos de pandemia, nem tudo são flores. Este clima de incerteza no Brasil gera problemas para todos nós. Por isso destaco a responsabilidade do sindicato em apresentar uma proposta responsável. Reafirmo: a palavra final é sempre do trabalhador, não cabe aos sindicalistas impor sua vontade, quem manda na decisão do sindicato é o trabalhador. O alto índice de aprovação, em 95%, deixa bem claro a vontade deste trabalhador. O Sindicato vai continuar defendendo os trabalhadores e sendo contra os discursos politiqueiros, oportunistas, ódios pessoais ou finalidade de quem quer que seja, de deturpar o trabalho sério e transparente da nossa instituição.  


A proposta

Os trabalhadores aprovaram o reajuste de 8,8%em seus salários, estendidos às todas as cláusulas econômicas, inclusive beneficiando os novos contratados, já que o piso também foi reajustado, aumentando para R$1.815,70, cabendo à empresa a obrigação de corrigir os salários dos empregados que estiverem abaixo da faixa salarial. Para os funcionários que trabalham em jornadas de trabalho diárias de 8 ou mais horas, o adicional noturno foi mantido em 65% e 45% para os novatos. Já o cartão alimentação passou de 790,00 para R$860,00, com um crédito extra em dezembro; o acordo contempla ainda um abono salarial de R$2.000,00 (R$1.400,00 no contracheque e 600,00 no cartão alimentação). A manutenção de todos os benefícios foi garantida, uma “luta constante, já que não perdemos nenhum em nossa gestão”, disse André Viana.Parágrafo Novo

  • Metabase, acordo, Vale S/A, Itabira

    Título do Slide

    Escreva sua legenda aqui
    Aperte para ver as imagens
  • Título do Slide

    Escreva sua legenda aqui
    Botão
  • Título do Slide

    Escreva sua legenda aqui
    Botão
  • Título do Slide

    Escreva sua legenda aqui
    Botão
  • Título do Slide

    Escreva sua legenda aqui
    Botão
Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026