Vale e Metabase de Itabira fazem acordo histórico e antecipam jornada de 40 horas semanais

Comunicação Metabase • 11 de maio de 2026

Acordo coletivo extingue a escala 6x1, antecipa o regime 5x2 em acordo com validade nacional nas relações de trabalho


Em solenidade realizada na Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, nesta quinta-feira (7), foi assinado um acordo coletivo entre a Vale e o Sindicato Metabase de Itabira e Região que estabelece a jornada de 40 horas semanais e extingue definitivamente a escala 6x1 em todas as unidades da mineradora.


A decisão, considerada histórica, contou com a presença de dirigentes sindicais, representantes da empresa e autoridades do Ministério do Trabalho.


Com a negociação trabalhista, fica antecipado o regime administrativo 5x2 e definido que os turnos de revezamento não poderão ultrapassar 40 horas semanais, salvo nos casos de horas extras devidamente compensadas conforme previsto em acordo coletivo.


Pioneirismo

O superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, ressaltou o caráter inovador da decisão.


“Com muito orgulho estou recebendo a Vale, o sindicato e o presidente estadual da CUT para homologar este acordo que tem validade para todas as unidades da empresa”, disse ele, ressaltando que a partir dessa negociação, a Vale adota as 40 horas semanais para todos os seus empregados e elimina a escala 6x1.


“É a primeira grande empresa do Brasil a adotar esse modelo, que melhora o ambiente de trabalho e antecipa uma decisão que certamente será debatida e aprovada no Congresso Nacional para ser sancionada pelo presidente Lula”, enfatizou.


Protagonismo sindical

Na sequência, André Viana, presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região – e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale, reforçou o papel de vanguarda da negociação trabalhista.


Segundo ele, com o acordo fica consolidada a jornada de trabalho de 40 horas semanais, que certamente servirá de referência para outras empresas.


“A força da negociação coletiva demonstra que o negociado pode prevalecer sobre o legislado, como já reconheceu o Supremo Tribunal Federal”, afirmou, sublinhando que o acordo consolida um direito consuetudinário na relação trabalhista com a Vale.


Diálogo permanente

Representando a mineradora, o diretor de Relações Trabalhistas da Vale, João Franceschini, destacou o fortalecimento da relação entre empresa e sindicato.


“Quero agradecer ao Carlos (Calazans) e ao André (Viana) por promoverem o diálogo permanente entre empresa e sindicato e pelo fortalecimento da negociação coletiva, que é um grande ganho tanto para a empresa quanto para os trabalhadores”, salientou.


Impacto nacional e relação com a NR-1

A assinatura do acordo marca um avanço sem precedentes nas relações de trabalho no Brasil.

Ao oficializar a jornada de 40 horas semanais e extinguir a escala 6x1, a Vale se torna referência nacional, antecipando debates legislativos e reforçando a prevalência da negociação coletiva.


O acordo também dialoga diretamente com a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes de segurança e saúde no trabalho.

Com isso, a partir de 2026, incluirá na relação trabalhista a obrigatoriedade de gestão de riscos psicossociais, como estresse e burnout.


“Por meio de negociações com o Metabase de Itabira, a Vale já vinha aplicando cláusulas relacionadas à NR-1 desde o ano passado, demonstrando protagonismo sindical e compromisso empresarial com a saúde mental dos empregados”, afirmou.


Metabase reafirma papel de vanguarda

Não é a primeira vez que o Sindicato Metabase de Itabira assume o papel de vanguarda nas negociações com a Vale.


André Viana lembrou que, um ano antes da pandemia de Covid-19, o sindicato já havia incluído em acordo coletivo uma cláusula de teletrabalho (home office), sem imaginar que a medida se tornaria essencial para preservar empregos durante a crise sanitária.


De acordo com ele, essa cláusula assegurou milhares de postos de trabalho na Vale em todo o Brasil.


“Também conquistamos a licença-paternidade de 30 dias, quando a lei previa apenas 20. E desde o ano passado já aplicamos a NR-1 na empresa, mesmo antes de sua obrigatoriedade entrar em vigor. São pautas que muitas vezes extrapolam o Congresso positivamente, definidas pela força da negociação coletiva”, destacou Viana.


Com este histórico de conquistas, o Metabase de Itabira reafirma sua posição de liderança sindical e de antecipação de pautas que moldam o futuro das relações de trabalho no Brasil, consolidando o acordo como referência nacional no mundo do trabalho no país.


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Por Comunicação Metabase • 27 de outubro de 2026
Viagens noturnas entre Minas Gerais e Espírito Santo serão realizadas durante o período de férias. Sistema de vendas passará por modernização em novembro. As passagens para o Trem de Férias da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela Vale, já estão à venda para as viagens previstas em dezembro. A operação especial contará com viagens noturnas entre Minas Gerais e Espírito Santo, sem alterações nos horários regulares do trem de passageiros.  A iniciativa oferece mais uma opção para quem pretende viajar durante as férias, permitindo que os passageiros aproveitem o período noturno para o deslocamento e tenham o dia livre para passeios e outras atividades no destino. A operação especial ocorre tradicionalmente nos meses de dezembro, janeiro e julho, períodos de férias e de maior procura por viagens. As passagens são disponibilizadas gradativamente, com antecedência de até 45 dias da data da viagem. Os valores são os mesmos praticados nas viagens diurnas. SISTEMA DE VENDAS SERÁ ATUALIZADO EM NOVEMBRO A Vale também anunciou mudanças no sistema de gestão e venda de passagens da Estrada de Ferro Vitória a Minas. A nova plataforma entrará em funcionamento no dia 11 de novembro de 2026 , com o objetivo de facilitar a navegação, reforçar a segurança dos dados e centralizar as operações. Durante a migração, a venda de passagens ficará temporariamente indisponível em todos os canais, incluindo a internet, das 22h do dia 10 de novembro até as 6h do dia 11. Com a atualização, todos os usuários precisarão realizar um novo cadastro. A recomendação é utilizar o mesmo endereço de e-mail já registrado, facilitando a associação de passagens compradas e ainda não utilizadas. Quem não se lembrar do e-mail cadastrado poderá consultar a informação em uma bilheteria, em um ponto de venda autorizado ou pelo telefone Alô Vale: 0800 285 7000 , até as 21h59 do dia 10 de novembro. As regras de viagem, gratuidades e benefícios permanecerão inalteradas. A compra continuará disponível pela internet, nas bilheterias e nos pontos de venda autorizados, com até 45 dias de antecedência. Sindicato Metabase de Itabira e Região
Por Comunicação Metabase • 13 de outubro de 2026
Reajuste salarial, cartão-alimentação, melhorias nos benefícios, saúde, previdência e desenvolvimento profissional estão entre os temas prioritários defendidos pelo Sindicato nas negociações. O Sindicato Metabase de Itabira e Região deu início a mais uma etapa importante de diálogo e negociação com a Vale, com foco na construção do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 e nas discussões relativas à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2027/2028. A diretoria sindical recebeu representantes da empresa para apresentar as demandas dos trabalhadores e reforçar a necessidade de avanços concretos nas condições de trabalho e na valorização da categoria. Durante a reunião, o Sindicato apresentou detalhadamente os resultados da pesquisa realizada com os trabalhadores. A consulta, conduzida de forma anônima, reuniu opiniões e percepções sobre temas fundamentais, como salários, benefícios, cartão-alimentação, plano de saúde, previdência e outros aspectos que impactam diretamente a vida profissional e financeira dos empregados. As contribuições recebidas estão sendo consideradas na elaboração da pauta de reivindicações, que será formalmente protocolada junto à Vale para orientar as próximas rodadas de negociação. Valorização econômica é prioridade Entre os principais pontos defendidos pelo Sindicato está a necessidade de recuperar e fortalecer o poder de compra dos trabalhadores. A entidade destaca que a valorização profissional precisa se traduzir em ganhos reais e melhorias concretas, especialmente diante das perdas econômicas acumuladas ao longo dos anos e da insatisfação manifestada por parte da categoria. O reajuste salarial, a atualização dos valores do cartão-alimentação, a melhoria dos benefícios de reembolso e o aperfeiçoamento das condições de assistência à saúde e previdência estão entre os temas que integram o debate. Também fazem parte das discussões questões relacionadas à carreira e à sucessão profissional, além de outras demandas levantadas pelos trabalhadores. Para o Sindicato, a negociação precisa contemplar o conjunto de fatores que contribuem para a qualidade de vida, a segurança financeira e o reconhecimento de quem faz a empresa funcionar diariamente. Pesquisa fortalece a pauta dos trabalhadores A apresentação dos resultados da pesquisa à Vale representa uma etapa importante do processo de negociação. Ao levar para a mesa as opiniões coletadas diretamente da base, o Sindicato busca garantir que as reivindicações reflitam as necessidades e expectativas reais dos trabalhadores. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com uma atuação participativa, baseada na escuta da categoria e na defesa de interesses coletivos. A partir das demandas consolidadas, o Sindicato pretende avançar nas negociações, cobrando respostas concretas da empresa e buscando resultados que representem melhorias efetivas para os empregados. Sindicato não aceitará retrocessos Durante a reunião, a diretoria também deixou clara a posição da entidade em relação aos direitos e benefícios já conquistados. O Sindicato Metabase reafirmou que não aceitará propostas que impliquem cortes ou reduções nas conquistas existentes. A posição da entidade é objetiva: a negociação deve servir para avançar e melhorar o que já existe, e não para retirar direitos ou reduzir benefícios conquistados ao longo dos anos. Para o Sindicato, a construção de um acordo coletivo precisa considerar a importância dos trabalhadores para os resultados da Vale e garantir que essa contribuição seja acompanhada de reconhecimento, melhores condições de trabalho e valorização econômica. Próxima rodada de negociação será no dia 21 de outubro Dando continuidade ao calendário de negociações, uma nova reunião está prevista para quarta-feira, 21 de outubro de 2026 . O encontro será mais uma oportunidade para discutir as reivindicações apresentadas e buscar avanços nas negociações do ACT 2026/2027 e da PLR 2027/2028. O Sindicato Metabase de Itabira e Região seguirá acompanhando cada etapa do processo, mantendo a categoria informada sobre os desdobramentos e defendendo os interesses dos trabalhadores.  A valorização dos trabalhadores deve estar no centro das negociações. O compromisso do Sindicato é lutar por avanços, preservar as conquistas e buscar um acordo que reconheça a importância de cada empregado para a Vale.
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.