Vale se prepara para novo ciclo de mineração em Itabira com novas readequações das usinas; sindicato negocia manutenção de empregos

Comunicação Metabase • 4 de dezembro de 2025

Vale se prepara para novo ciclo de mineração em Itabira com novas readequações das usinas; sindicato negocia manutenção de empregos

Empresa projeta 16 anos de produção em Itabira e garante compromisso com trabalhadores durante período de transição

 

A Vale se prepara para dar início, a partir de 2026, a um novo ciclo de mineração em Itabira, com previsão de duração de 16 anos, até 2041. O anúncio marca mais uma etapa na longa história da atividade mineral na cidade, que já passou por diferentes fases desde o início da exploração de hematita, passando pela exaustão da histórica mina Cauê no início deste século.

 

Segundo o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, também representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale, para esse próximo ciclo a empresa fará adequações nas plantas de beneficiamento, inicialmente da usina Cauê – e posteriormente também em uma das usinas de Conceição.

 

As adequações são necessárias para que sejam realizados novos processos de concentração de minério de ferro de baixo teor no Complexo Minerador de Itabira até a exaustão das atuais reservas medidas, prevista para 2041.

 

Para isso, já no segundo semestre de 2026, a usina Cauê entrará em fase de “hibernação” para reformas e modernização. Durante esse período, a produção local será concentrada nas duas usinas de Conceição.


Com isso, a arrecadação municipal não sofrerá queda, afirma o presidente do Metabase. “Com a produção sendo mantida na média concentrada nas duas plantas de Conceição, mantém-se no mesmo patamar atual a arrecadação com a Cfem”, informa o sindicalista.

 

Pela mesma razão, diz, será mantido também o índice VAF (Valor Adicionado Fiscal) do município, apurado pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, com base no qual é feito o rateio do ICMS entre os municípios mineiros.

 

Desafios técnicos

 

De acordo com André Viana, a usina Cauê enfrenta limitações por ser uma planta fora dos padrões atuais, com desafios relacionados à reutilização de água, necessidade de reagentes e gestão de rejeitos.

 

“A Vale já estuda e viabiliza soluções como o empilhamento a seco e novas formas de disposição de estéril, além de adequações em barragens e cavas. Esses ajustes são considerados fundamentais para assegurar a qualidade do minério e a sustentabilidade do processo produtivo no complexo de Itabira”, explica.

 

Compromisso com os trabalhadores

 

Em reunião realizada nessa segunda-feira (1) entre o Sindicato Metabase e a diretoria operacional da Vale em Itabira, a empresa se comprometeu a manter os postos de trabalho durante o processo de adequação.

 

Para o seu cumprimento, segundo Viana, haverá fiscalização mensal para garantir que não haja aumento no número de demissões, exceto em casos de justa causa, desligamentos voluntários e aposentadorias.

 

Ele explica que será respeitada a estabilidade do chamado turnover, indicador que mede a relação entre admissões e demissões.

Entre os pontos defendidos pelo sindicato para a manutenção dos empregos está a realocação de trabalhadores para outras áreas operacionais em Itabira, seja em estruturas do próprio complexo Cauê (oficinas de manutenção ou mesmo no serviço de adequação), como também em transferências para o complexo Conceição.

 

“Outro ponto discutido com a empresa para assegurar a empregabilidade é a primarização de serviços terceirizados”, defende o presidente do Metabase.

 

Mobilização sindical

 

Viana reforça que o momento exige união e vigilância de todos os trabalhadores. “Queremos que a Vale faça essa necessária adequação, mas sem prejudicar os seus empregados. É fundamental que todos estejam mobilizados em torno do sindicato, acessando informações oficiais e evitando cair em fake news que podem gerar insegurança”, afirmou.

 

O presidente lembra que o sindicato já atuou em crises anteriores, como em 2009, na queda do preço do minério em 2015 e durante a pandemia de Covid-19, buscando assegurar a manutenção dos empregos.

 

“Mais do que nunca, o trabalhador precisa estar conectado ao sindicato, fortalecendo a entidade para que possamos continuar lutando pelos direitos de todos”, conclama.

 

Esse novo ciclo da mineração em Itabira, que se estende até 2041, representa não apenas um desafio técnico e operacional para a Vale, mas também um momento decisivo para os trabalhadores, que terão de se preparar para uma realidade marcada por mudanças e adaptações constantes.

 

Ciclos da mineração em Itabira

 

Desde 1942, quando tiveram início as atividades minerárias da Vale em Itabira, a empresa passou por vários ciclos.

 

O primeiro ciclo começou com a extração e britagem da hematita, seguido, na década de 1970, pela concentração do itabirito friável.

 

Já na década passada, a Vale inaugurou o terceiro ciclo, com o aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado estéril, construindo uma nova planta de concentração em Conceição e modernizando as que já existiam.

 

Outros ciclos certamente ainda virão, como, por exemplo, o reaproveitamento no processo produtivo do minério de ferro contido nos rejeitos das barragens – o que pode, inclusive, juntamente com a viabilização de outros recursos, prolongar a vida útil do complexo de Itabira para além de 2041, que é o atual horizonte previsto de exaustão mineral no município.


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Por Comunicação Metabase 10 de junho de 2026
Presidente do Metabase destaca modernidade da nova planta 100% digitalizada da Vale, mas ressalta que inovação só se consolida com investimento contínuo em capacitação e respeito ao trabalhador. Na apresentação à imprensa da Usina Modelo Conceição II, em Itabira, nesta quarta-feira (10), o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e da Região, André Viana Madeira, afirmou que a cidade que viu nascer a Vale há 84 anos agora testemunha o futuro da mineração. A nova usina modelo Conceição II é a primeira no país a operar de forma totalmente automatizada, integrando automação, inteligência artificial e análise de dados. Com capacidade de 11,2 milhões de toneladas por ano, o investimento foi de R$ 200 milhões. Para André Viana, a modernidade da nova planta é um avanço importante, mas deve acontecer acompanhada de respeito ao trabalhador e preservação dos empregos em novos postos de trabalho, como de fato está ocorrendo com diálogo e entendimento com a mineradora. “É o futuro da mineração acontecendo aqui agora, em Itabira, berço da Vale que continua apresentando inovações tecnológicas e avançando nesse novo modelo de mineração circular e sustentável”, disse. Itabira conectada às mudanças globais André Viana ressaltou ainda que a inovação não significa exclusão de trabalhadores, mas sim adaptação e qualificação.  “A empresa está inovando sem perder a essência e também preservando os postos de trabalho. A ampla maioria das pessoas que estão operando remotamente hoje são aquelas que antes trabalhavam manualmente. Foram treinadas para isso. Melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a saúde e a segurança”, disse. Ele lembrou que a tecnologia não pede licença e exige adaptação: “Ou você se adapta ou está fora. Precisamos estar preparados para os tempos que virão”, recomenda. O sindicalista também chamou atenção para o papel de Itabira no cenário internacional, lembrando que a cidade foi pioneira na concentração de itabiritos na década de 1970, com a usina Cauê, que também será modernizada, e no aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado rejeito. Para ele, esse histórico de inovação agora se conectar às novas demandas globais. “Itabira não poderia ficar fora da roda do futuro, como sempre esteve atenta. Mas não é só a usina que tem que passar por esse processo de inovação. A ferrovia tem que passar, o porto tem que passar. Isso não é uma questão de escolha, é de sobrevivência”, afirmou. 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Essa usina veio para ajudar a beneficiar o itabirito, e agora Itabira está estartando um projeto que será disseminado para outras unidades da Vale”, disse, reforçando que o progresso corporativo precisa se transformar também em progresso social e trabalhista. Tecnologia e segurança na operação Para o diretor de Operações do Complexo de Itabira, Diogo Monteiro, os ganhos da modernização já são evidentes. “É mais segurança, eficiência, bem adaptado para todos os casos que a gente tem. Conseguimos tomar decisões em tempo real, com menor intervenção humana, deixando os dados trabalharem e corrigirem”, afirmou. Segundo ele, toda a equipe, que antes operava a produção presencialmente, foi capacitada para atuar no novo modelo. “O time que estava no dia a dia agora trabalha na sala remota, com mais segurança e conforto. A Usina Modelo é um exemplo claro de uma empresa mais segura, mais eficiente e mais sustentável.” Ele contou que em menos de dois anos de projeto piloto, a usina aumentou a produtividade em 25%, atingindo sua capacidade nominal de 11,2 milhões de toneladas. “Houve crescimento de 40% nos produtos premium, como o pellet feed de redução direta, estratégico para a descarbonização da siderurgia. A modernização reduziu em 26% o teor de ferro nos rejeitos e ampliou o reaproveitamento de recursos naturais, com 92% da água utilizada sendo recirculada”, acentuou. Formação da força de trabalho do futuro Todos os 122 operadores, instrumentistas e líderes da usina foram capacitados, somando mais de 2.800 horas de treinamento. A Vale utilizou simuladores e realidade virtual para preparar os empregados. A implantação do novo modelo digitalizado contou com a parceria da ABB, referência global em automação e eletrificação. É assim que o programa Usina Modelo posiciona a Vale na vanguarda da mineração global, incorporando tecnologias de automação, eletrificação e digitalização, integrando todo o processo por meio da sala de controle. Satisfeito por conhecer e acompanhar o novo padrão de operação industrial no Brasil, implantado pioneiramente em Itabira, André Viana disse que é hora de celebrar esse momento com humildade e cautela. “Queremos que o avanço corporativo se transforme também em progresso para aqueles que fazem esta empresa ser a gigante global que nasceu em Itabira para se tornar uma das maiores mineradoras do mundo”, é o que espera o presidente do Metabase.
Por Comunicação Metabase 31 de maio de 2026
Metabase Itabira realiza Dia de Lazer e Voluntariado no Bairro Fênix O Sindicato Metabase de Itabira e Região realizou, na tarde deste sábado (30), uma grande ação social na quadra do Bairro Fênix, reunindo centenas de famílias para uma tarde de lazer, integração e solidariedade. A programação integrou as atividades da Semana do Trabalhador 2026 e marcou mais uma edição do tradicional Dia do Voluntariado promovido pela entidade. Crianças e adultos participaram de diversas atrações, como brincadeiras recreativas, distribuição de picolés, algodão-doce e pipoca, além de apresentações musicais que animaram o público presente. O evento proporcionou momentos de alegria, convivência e fortalecimento dos laços comunitários, levando entretenimento gratuito para moradores do bairro e regiões próximas. Realizado anualmente, o Dia do Voluntariado do Metabase percorre diferentes bairros de Itabira, com o objetivo de promover ações sociais, incentivar a participação cidadã e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com a comunidade, ampliando sua atuação para além da defesa dos direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. A edição de 2026 contou com o apoio de importantes parceiros como a Prefeitura Municipal de Itabira, Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e APAE, além de grandes patrocinadores como Special, Bemisa, Metabase Farma, Anglo American, Grupo Belmont, Grupo MaterDei, Santa Fé, Laboratório Duarte, Mineração Positiva, SM Metais, MIG Mineração, Minas Mineração, Serra Leste, Hospital Orizonti, LTC Contabilidade, Nova Luz, PASA, Valia, Serra Verde, CEAD, Instituto Alcântara, Jhony Frances Produções e Internet ULTRA. Além disso, o Sindicato Metabase de Itabira e Região agradece a todos os associados, diretores e à Comissão de Aposentados e Pensionistas, que fazem parte deste grande projeto.
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Após muita luta, mobilização popular e pressão do movimento sindical em todo o país, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, colocando fim à escala 6x1. A aprovação da proposta representa uma importante vitória da classe trabalhadora brasileira, construída através da organização, da resistência e da cobrança permanente dos sindicatos, centrais sindicais e da população que foi às ruas, pressionou parlamentares e levantou o debate sobre qualidade de vida, saúde mental e valorização do trabalho. No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. Já no primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. Agora, a proposta segue para análise e votação no Senado Federal. O movimento sindical destaca que a mobilização dos trabalhadores continuará sendo fundamental para garantir a aprovação definitiva da PEC. O texto aprovado prevê uma transição gradual até chegar às 40 horas semanais sem qualquer redução salarial. Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores regidos pela CLT passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo prazo, a jornada semanal será reduzida para 42 horas. Após 14 meses da promulgação, a jornada passará oficialmente para 40 horas semanais. A PEC também garante que a redução da jornada não poderá provocar diminuição de salários ou dos pisos salariais das categorias. Luta histórica da classe trabalhadora A redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro e internacional. A conquista aprovada pela Câmara reforça que nenhum direito surge de forma espontânea: cada avanço é resultado da união, organização e luta dos trabalhadores. A luta continua no Senado, e a participação da classe trabalhadora será decisiva para transformar essa conquista em realidade. Fonte: Agência Câmara dos Deputados