Acordo com a Vale é aprovado por 93% dos trabalhadores.

Tonny Morais • 2 de agosto de 2022

As assembleias foram realizadas nas minas da empresa durante dois dias.

“Venceu a democracia”, assim resumiu André Viana, presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, depois da última assembleia, realizada na noite desta quinta-feira (7) na Mina Conceição. O Acordo Coletivo Específico é realizado anualmente visando os interesses dos funcionários da empresa na região. Cada região demanda uma necessidade diferente. “Os assuntos que são discutidos aqui são diferentes dos que são discutidos em Carajás, por exemplo. As necessidades dos trabalhadores variam de região para região e por isso realizamos um intenso trabalho em ouvir as necessidades, colher as informações pertinentes e apurar para apresentar à empresa em mesa de discussão e negociação”. As assembleias servem para esclarecer aos trabalhadores todos os benefícios conquistados pelo Metabase. Com as informações eles votam, optando por aceitar ou rejeitar. Este ano, o Metabase negociou e apresentou aos funcionários os seguintes benefícios: Cartão lanche, passagens de trem gratuitas para funcionários e dependentes, turnos de trabalho, compensações de dias úteis e feriados, ponto opcional, teletrabalho, parcelamento de férias, banco de horas (positivo e negativo), reembolso educacional, adiantamento de auxílio doença, auxílio creche/maternal e adicional noturno. André Viana destacou alguns pontos nas negociações: O plano de saúde manteve-se inalterado, inclusive para as negociações do Acordo Geral no final do Ano; mantivemos o benefício de reembolso educacional sem nenhuma alteração para os empregados que atualmente o usufruem. Para os novos pedidos (empregados com salário menor do que R$4 mil reais a Vale irá reembolsar 70% das despesas referente aos cursos de graduação (nível superior), respeitando-se o limite legal de reembolso mensal. Para empregados com salários superiores a R$4 mil, nada mudou. Negociamos também uma maior flexibilidade para a contratação de ex-empregados - caso seja interesse do ex-empregado - com a aprovação do Metabase e do RH da Vale, de comum acordo, o ex-funcionário da Vale poderá ser contratado em empresas terceiras que prestam serviço à empresa.

APURAÇÃO
A contagem dos votos foi realizada no auditório do Metabase Itabira e contou com a presença de representantes da empresa e dos diretores do sindicato. Os 1493 trabalhadores que votaram decidiram por aprovar a proposta com 1386 favoráveis, 101 contra e ainda 8 brancos nulos e abstenções.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026