Assembleia com aposentados da Vale lota auditório da Aposvale

Tonny Morais • 2 de agosto de 2022

Metabase Itabira, Aposvale e Sindfer ES/MG realizaram o evento.



 A assembleia convocou os aposentados, pensionistas e aposentáveis para um debate sobre a atual situação destes assistidos frente ao Plano da Valia – Benefício Proporcional, conhecido como BP. Na abertura da Assembleia Sebastião Deiró, presidente nacional da Aposvale explicou algumas ações que estão sendo realizadas, entre elas, a contratação de dois atuários, que à época eram funcionários da Valia e participaram da criação do Vale Mais e hoje, também prejudicados pelo Plano Proporcional. “Sem culpa alguma, até mesmo por serem funcionários da Valia, eles têm a experiência, afinal, participaram do plano que hoje somos contra e pela análise, reconheceram que a reivindicação da Aposvale e Metabase Itabira tem razão em seus argumentos. Nossa ideia inicial é a cisão imediata já que o BP não tem regulamento próprio e retirá-lo do Vale Mais. É necessário criar este regulamento para que os assistidos – cerca de 7.000 entre assistidos e aposentáveis – tenham “vida própria”, já que a Vale jogou este pessoal dentro do Vale Mais e pronto. Esta “submassa” acreditou na Vale que disse à época que em 20 anos iria repor toda receita do BD no BP e ao contrário disso, apresentou na Previc uma proposta de prorrogação para mais 10 anos, o que foi feito”. Ainda de acordo com Deiró a empresa “passa a mão nesse dinheiro sempre que precisa” e completa: “Será uma briga complicada, já que a empresa sequer participou das discussões da cisão pretendida”, disse Deiró. André Viana, presidente do Sindicato Metabase Itabira, também discursou: Estamos iniciando neste dia o resgate da dignidade não apenas das pessoas que estão aqui neste encontro, mas também dos 4.764 assistidos pelo BP, dos 2.139 que ainda irão se aposentar e por aqueles que não estão conosco, pois faleceram e não tiveram a justa reparação deste plano que aterroriza toda uma classe. Estamos preparados para buscar uma solução, seja pelo administrativo, seja pela justiça. A Vale tem usado os valores devidos destes assistidos em outras ações, seja patrocinando carnaval, seja em eventos culturais, nada contra, mas reparar os responsáveis pela sua grandeza ela não olha, não cuida, não está nem aí. Não basta o assédio moral por meio da imposição há 22 anos atrás quando literalmente obrigou a todos assinarem essa transição para o Vale Mais sobre a ameaça de demissão imediata”, bradou o sindicalista. De acordo com André, as instituições à frente deste processo demonstraram sua força, junto aos assistidos, quando aprovaram com mais de 90% de aprovação a redução de 60 para 48 meses, o que vai garantir abonos maiores, equivalentes a três vezes o valor mensal do benefício líquido de contribuição. 

 

Ações

Maria Socorro Castro, da Associação dos Participantes do Benefício Proporcional da Valia, informou as diversas ações que são necessárias: “Além da necessidade da cisão com o Benefício Definido, precisamos criar o regulamento próprio; recuperar todo o patrimônio do BP, desde o início. Levantar informações do contrato da dívida da Vale com a Valia, já que foi proposto pagar em 20 anos e depois prorrogado por mais 10 anos. Qual retorno houve? Como que foi feito? Está sendo pago? Existe uma cláusula sobre revisão atuarial, qual a garantia da Vale se o plano der errado? Como ficaremos? A Vale vai garantir nossos pagamentos? Vamos esmiuçar este contrato e conhecer a fundo todo o processo”, disse Socorro.

André Viana informou que a partir de 11 de julho, próxima segunda-feira, o Metabase irá recolher, com os assistidos, toda a documentação necessária para iniciar os trabalhos para mais um estudo/cálculo jurídico atuarial. Ainda discursaram Vagner Cabeludo, presidente do Sindfer ES/MG e o advogado do departamento jurídico do Metabase, Henrique Nery.

 

Entenda

Em 2016 o BP tinha uma reserva (superávit) em torno de R$256 milhões. Para cumprir algumas resoluções exigidas pelo órgão fiscalizador e algumas legislações, o plano tinha que gerar mais dois anos de superávit, chegando em 2018 com uma reserva em torno de R$500 milhões reais. Apesar da Vale ser a garantidora do Plano, por regulamentação, e o superávit ser da empresa, a Vale usou estes recursos em outros projetos. Isto preocupa os assistidos com relação ao futuro de seus benefícios. 



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Decisão reconhece despesas escolares como parte do tratamento e determina restituição de valores pagos a maior nos últimos cinco anos Uma decisão da Justiça Federal da Paraíba reconheceu o direito de pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de deduzirem integralmente do Imposto de Renda os gastos com a escola da filha , considerando essas despesas como parte do tratamento médico. A sentença foi proferida pelo juiz federal Henrique Jorge Dantas da Cruz, da 10ª Vara Federal da Paraíba. O entendimento é de que, no caso analisado, os gastos escolares não possuem apenas natureza educacional, mas também caráter médico e terapêutico , por serem indispensáveis ao desenvolvimento e ao tratamento da criança. Despesas acima do limite Segundo o processo, a criança possui TEA nível 3 de suporte , associado à deficiência intelectual e ao TDAH, necessitando de acompanhamento contínuo e multidisciplinar, incluindo terapias baseadas na metodologia ABA. Até então, as despesas com a escola eram declaradas como gastos com educação, categoria que possui limite para dedução no Imposto de Renda. Os pais buscaram na Justiça o reconhecimento de que esses valores deveriam ser enquadrados como despesas médicas , permitindo a dedução integral. O juiz considerou que os laudos apresentados comprovaram a necessidade do tratamento e a importância da estrutura escolar para o desenvolvimento da criança. Restituição do Imposto de Renda Além de reconhecer o direito à dedução integral, a sentença determinou que a União restitua os valores de Imposto de Renda pagos indevidamente , observada a prescrição de cinco anos. A decisão também determinou que a Receita Federal deixe de aplicar o limite de dedução às despesas abrangidas pela sentença. Outro ponto destacado pelo magistrado é que a legislação brasileira reconhece a pessoa com Transtorno do Espectro Autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais . Atenção A decisão é referente a um caso concreto e não significa, automaticamente, que todas as famílias de pessoas com TEA tenham o mesmo direito reconhecido sem análise individual. O caso, porém, reforça a importância de os contribuintes conhecerem seus direitos e avaliarem, com orientação jurídica e documentação médica adequada, a possibilidade de buscar o reconhecimento de despesas relacionadas ao tratamento de pessoas com TEA. Fonte: Migalhas
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O crescimento do número de pessoas com problemas relacionados às apostas esportivas e jogos online levou o Ministério da Saúde a ampliar o atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde esta semana, o serviço passou a oferecer até 100 mil teleatendimentos para pessoas que precisam de apoio para enfrentar o vício em apostas.  Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital , o atendimento é gratuito, sigiloso e realizado por profissionais de saúde. Além do acolhimento inicial, o serviço orienta os pacientes e, quando necessário, faz o encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A ampliação foi motivada pelo aumento da procura. Dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a autoexclusão de sites e aplicativos de apostas. Desse total, 35% afirmaram ter perdido o controle sobre o hábito de apostar . Fique atento aos sinais de alerta O vício em apostas pode afetar a saúde mental, a vida familiar, o trabalho e a situação financeira. Entre os principais sinais estão: Alterações no sono, alimentação e humor; Mentiras para esconder o hábito de apostar; Ansiedade, irritação ou inquietação quando não consegue jogar; Dificuldade para reduzir ou interromper as apostas; Problemas financeiros e endividamento; Prejuízos nas relações familiares e no ambiente de trabalho; Uso do jogo como forma de aliviar estresse ou frustrações. Saúde mental também é direito do trabalhador O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que a saúde mental deve ser tratada com seriedade. O vício em apostas é um problema de saúde que pode comprometer a qualidade de vida, o orçamento familiar e o desempenho profissional. Se você ou alguém próximo está enfrentando dificuldades com apostas online, procure ajuda. O atendimento pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital , de forma gratuita e com total sigilo. Cuidar da saúde mental é cuidar da vida, da família e do futuro.