Injustiça da Vale e Valia com aposentados será debatida em assembleia

Tonny Morais • 2 de agosto de 2022

Assembleia com aposentados, pensionistas e aposentáveis da Vale promete movimentar assistidos

Será realizada hoje (06) uma assembleia com aposentados, pensionistas e aposentáveis da Vale, pertencentes ao plano Benefício Proporcional - BP, que foram admitidos antes do ano 2000 e passaram pela migração do BD para o Vale Mais. Nesta assembleia serão abordados temas pertinentes ao benefício, bem como esclarecimento e plano de ações futuras em defesa dos interesses destes assistidos. Em uma ação conjunta do Metabase Itabira, Aposvale e Sindfer ES/MG, o presidente do Metabase, André Viana esclarece que a migração ocorrida à época é um “calcanhar de aquiles” destes aposentados: “Estes assistidos empurrados para o plano Benefício Proporcional ainda no ano 2.000 é uma ação vergonhosa institucionalizada. O famigerado BP/Vale Mais é o grande terror, também, dos trabalhadores ativos hoje, que são aposentáveis e obviamente os futuros aposentados. Queremos reforçar uma discussão séria com a Valia para que possamos elaborar o regulamento próprio do BP e buscar a cisão deste plano, exigência feita há anos e ainda sem resposta. Estudos jurídicos já foram realizados e teremos todos os cálculos, análises de riscos e estatísticas elaboradas por um grupo de respeitáveis atuários. Este trabalho realizado cria nos aposentados e pensionistas a esperança de que a Valia possa finalmente rever este processo e iniciar uma discussão desta situação tão difícil que os assistidos estão passando. Não podemos esquecer que a dona Vale empurrou goela abaixo dos nossos aposentados e aposentáveis este plano. A empresa não vai passar despercebida, como não tivesse nada com isso. Pelo contrário, a Vale é a principal causadora desse desastre que há mais de 20 anos causa danos irreparáveis aos nossos assistidos”, disse o presidente. Ainda de acordo com André, “a Vale recebe em seus pomposos cofres todo superávit do plano BP, isso mesmo, ela abocanha esses valores que deveriam ir para os nossos assistidos, inclusive os trabalhadores da ativa, que têm direito. A pergunta que não quer calar: A Vale e a Valia reconhecidas mundialmente pelos seus lucros em bilhões de dólares a cada ano, precisa do superávit dos aposentados? Ela realmente precisa onerar pessoas com 60, 70, 80 anos de idade?? Ela precisa causar temor por um futuro incerto a tantas pessoas? A Vale consegue prejudicar até seus ex-funcionários, ou seja, depois de 30, 40 anos de empresa, o trabalhador aposentado sofre as consequências de uma empresa insensível, desumana e focada em seus lucros”. O presidente do Metabase cita um exemplo: “A nossa ação que pede a Valia a retirada do BP do regulamento do Vale Mais, depende da boa vontade da empresa para autorizar, portanto, causa-nos dificuldades imensas para melhorarmos a situação desse pessoal”. André Viana disse que reconhece a administração que a Valia realiza no plano previdenciário: “Não seremos irresponsáveis em atacar levianamente a gestão que é realizada. Hoje são mais de 300 planos de previdência privada no Brasil e somos o único que gera superávit. Parabenizamos por isto, porém, existem realidades que necessitam um olhar mais humano e menos institucional”. 

José Basílio, integrante da Comissão de Aposentados e Pensionistas da instituição, diz ser tudo isso uma triste lembrança: “...sim, triste lembrança em saber que à época não tiveram opção de escolha e hoje recebem menos e sequer têm direito ao superávit. Uma injustiça que entristece milhares de aposentados e claro, os que ainda irão se aposentar. A Valia no próximo ano completa 50 anos e acreditamos que será um excelente presente reconhecer que foram esses homens e mulheres que contribuíram para a construção do plano Benefício Definido (BD), que hoje paga superávit, Chega de submassa”, disse Basílio. O plano BP abrange cerca de 9000 aposentados e aposentáveis, espalhados em todo o Brasil.


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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026