André Viana reeleito para o Conselho Administrativo da Vale

Comunicação Metabase • 13 de fevereiro de 2023

O presidente do Sindicato Metabase de Itabira, André Viana Madeira, o Pato Roco, juntamente com o seu companheiro da chapa 5, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Vale no Espírito Santo e em Minas Gerais (Sindfer ES/MG), Wagner Xavier, foram eleitos para representar os trabalhadores de todo o país no Conselho de Administração da mineradora Vale.


A chapa 5, numa disputa histórica que aconteceu entre os dias 6 e 9 deste mês, obteve 6.697 votos (48,8%) em um colégio eleitoral que contou com 13.682 votantes em todo Brasil.


Foi uma votação histórica em uma eleição que teve 19 chapas inscritas, muitas formadas por gerentes e candidatos avulsos. A chapa que ficou em segundo lugar obteve 762 votos.


A larga vantagem é resultado de um consenso articulado por Viana em nível nacional, uma demonstração inédita de unidade sindical nessa disputa desde a criação do conselho, em 2005.


Viana e Xavier agora têm a responsabilidade de representar os mais de 65 mil empregados da Vale nas minas, usinas de pelotização, portos e ferrovias, de Minas Gerais, Espírito Santo, Pará e Maranhão, em um conselho com 13 cadeiras – as outras são ocupadas por representantes dos acionistas majoritários e minoritários.


Vitória em todas as áreas


A chapa vitoriosa teve uma expressiva votação em Itabira, base principal do sindicato Metabase, o que demonstra a forte liderança de André Viana, que trabalha há 18 anos na empresa.


No complexo de Itabira, berço da Vale, nascida por decreto de Getúlio Vargas, em 1942, a chapa vitoriosa (chapa 5) obteve 1.374 votos. Representam mais de 90% dos votantes nesse colégio eleitoral.


Em Minas a chapa 5 obteve mais de 77% dos votos válidos, com expressiva votação também em Nova Lima, Itabirito, Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Rio Piracicaba, no porto de Tubarão, Espírito Santo, ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas – e nos complexos mineradores de Carajás (Parauapebas e Canaãs de Carajás), nos estados do Pará e Maranhão.


“Essa expressiva votação nos dá mais representatividade no conselho para lutar por melhores salários, condições de trabalho com mais segurança e saúde, como também na defesa dos territórios impactados pela mineração e apoio às suas lutas por diversificação econômica, como meio de diminuir a dependência à monoatividade extrativista”, salienta André Viana, que atribui a sua votação ao movimento sindical nacional, que ganha força em todas as áreas da Vale.


Municipalismo


“Vamos atuar na defesa dos territórios minerados, alinhados com as lideranças políticas locais, pela reforma da Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (Cfem), os royalties do minério, como também pela revisão da Lei Kandir, que isenta a commodity do pagamento de ICMS, o que prejudica os municípios minerados”, adianta André Viana como algumas das reivindicações que pretende apresentar no Conselho de Administração.


Viana pretende também atuar em favor dessas reformas junto ao Congresso Nacional, somando força com a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig), entidade representativa dos territórios minerados – e que apoiou a chapa 5 nessa disputa eleitoral. “A lei Kandir fragiliza os municípios e precisa ser revista, para que se faça justiça tributária”, ele defende.


Nessa luta participativa e representativa, o sindicalista itabirano espera contribuir para que se tenha no país uma mineração mais responsável, que respeita os seus trabalhadores e os municípios onde mantém os seus complexos produtivos e portuários.


“Defendemos um novo modelo de mineração, que respeita o meio ambiente, a segurança e a saúde dos trabalhadores, e que assegure às gerações futuras um desenvolvimento sustentável em todos os territórios minerados”, ressalta o sindicalista, que foi vereador atuante em Itabira na legislatura passada.


“Lutaremos por investimentos para eliminar as condições insalubres e perigosas de trabalho, por vitórias expressivas nos acordos coletivos e pelo pagamento de uma justa participação nos lucros e resultados (PLR) para todos os trabalhadores, pelo fim da mineração predatória que infelizmente ainda observamos em muitas áreas da Vale”, ele acrescenta.


União dos sindicatos


Nessa luta, André Viana espera contar com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à qual são filiados o Metabase de Itabira e o Sindfer, como também das demais centrais sindicais que apoiaram a chapa vitoriosa.

“Que possamos manter essa unidade sindical que nos deu essa expressiva vitória, para que a nossa luta possa ganhar força e sair vitoriosa em outros embates trabalhistas e sociais em todo o país”, é o que espera André Viana depois dessa vitória histórica da unidade sindical.


“Os trabalhadores deram um recado claro nas urnas. Demonstraram que confiam no movimento sindical e repudiaram as candidaturas avulsas divisionistas”, enfatiza o sindicalista.


“Nossa candidatura foi referendada pelos trabalhadores da Vale, aposentados e pensionistas de todo o país para representá-los na alta direção da mineradora, por não fugir da luta em defesa dos interesses de todas as categorias que trabalham na empresa.”


Representatividade


O sindicato Metabase de Itabira representa também os trabalhadores da Anglo American, em Conceição do Mato Dentro, que desfruta da terceira arrecadação nacional da Cfem, só perdendo para Parauapebas e Canaãs dos Carajás, no Pará. “A nossa luta no Congresso Nacional visa beneficiar todos os mineiros, não só os que trabalham na Vale”, faz questão de frisar André Viana.


“Já estamos fazendo contatos com o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o ex-ministro Raul Jungmann, e com o governador do Pará, Jader Barbalho”, relaciona o sindicalista “Queremos somar forças por uma mineração menos predatória, por um novo modelo de mineração que respeita as comunidades e contribui para o desenvolvimento sustentável dos territórios minerados”, volta a enfatizar André Viana, feliz com a vitória expressiva da unidade sindical.


Conquista


A representação dos empregados no Conselho Administrativo da Vale é uma conquista de todos os trabalhadores que lutaram por esse direito por meio de seus sindicatos, o que é hoje válido para todas as grandes corporações, privadas e estatais.

O que começou como uma “concessão” das grandes corporações brasileiras, com a edição da Lei 10.303/2001, quando se admitiu essa participação de representantes dos empregados.


Mas foi somente a partir da promulgação, pelo então presidente Lula, da Lei 12.353, em 28 de dezembro de 2010, que a participação dos trabalhadores nos Conselhos de Administração se tornou obrigatória.


“É uma conquista que devemos valorizar cada vez mais, que foi reforçada com a expressiva votação que tivemos”, reconhece André Viana, para quem a representação das diferentes categorias de trabalhadores no Conselho de Administração é de grande relevância por ser o órgão máximo da definição das políticas e das diretrizes gerais da empresa, análise de planos e projetos estratégicos.


São políticas que podem atingir, positivamente e mesmo negativamente, os interesses dos trabalhadores e dos territórios onde a empresa opera as suas instalações de extração e processamento de minérios, assim como nas ferrovias e portos.


André Viana entende que com a unificação, as diferentes categorias estarão em melhores condições para encaminhar as suas reivindicações nas negociações dos acordos coletivos anuais, com a firme defesa das pautas comuns e específicas. “Sem isso, a empresa joga com a nossa divisão, enfraquecendo as nossas lutas e diluindo as nossas conquistas”, diz ele, que defende a manutenção da unidade sindical em todo o país.


Territórios minerados


Outra pauta importante que os sindicalistas defendem diz respeito aos interesses dos territórios ocupados pelas atividades da mineradora, sejam nas minas, nos portos e por todas as cidades cortadas pelas ferrovias.



“Como trabalhadores somos parte da sociedade. E tudo que é de interesse dessa coletividade nos diz respeito e lutaremos para que seja respeitado” Segundo ele, sobretudo em Minas Gerais onde a mineração da Vale teve início, de forma mais imediata em Itabira, as cidades mineradas vivem o fantasma da exaustão de suas minas.


“Precisamos nos unir também em torno dessas pautas, por um novo modelo de mineração sustentável, que respeite o meio ambiente e as comunidades em seus territórios, contribuindo com projetos concretos para diversificar as suas bases econômicas”, reforça o sindicalista itabirano ao defender, mais uma vez, um novo modelo de mineração, sustentável, democrático e inclusivo.


“Só assim as cidades mineradas conseguirão ser sustentáveis após a exaustão. Essa é também outra de nossas bandeiras que vamos defender no Conselho de Administração da Vale”, compromete-se André Viana como forma de atuação junto ao órgão máximo deliberativo dessa importante multinacional brasileira.


“Nossa atuação será firme também no Congresso Nacional, pressionando deputados e senadores pelas reformas necessárias, de interesse da classe trabalhadora e dos municípios minerados”, afirma o sindicalista.


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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!