André Viana reúne sindicatos da Vale de todo o Brasil para unificar pautas

André Viana • 23 de fevereiro de 2024

Sindicalistas de sete unidades operacionais da Vale em todo o país, que representam cerca de 45 mil trabalhadores da mineradora, se reuniram ontem em Itabira para discutir a pauta de reivindicações conjunta da categoria. O encontro foi organizado pelo presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, e teve presença também de dirigentes da Associação dos Aposentados, Viúvas e Pensionistas da Vale (Aposvale).

O encontro nacional é o primeiro de uma série que será realizada “como parte da luta pelo retorno de direitos que foram subtraídos na última reforma previdenciária, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro [PL] depois de aprovada pelo Congresso Nacional, em outubro de 2019”, segundo explicou André Viana. “As reformas de Michel Temer [2016-2018] e de Jair Bolsonaro foram impostas de cima para baixo e cortaram direitos adquiridos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Agora, com as mudanças que o presidente Lula vai enviar ao Congresso, esperamos ser ouvidos como representantes da classe trabalhadora”, afirmou o presidente do Metabase, que representa também os empregados no Conselho de Administração da Vale.


 "As reformas de Michel Temer [2016-2018] e de Jair Bolsonaro foram impostas de cima para baixo e cortaram direitos adquiridos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Agora, com as mudanças que o presidente Lula vai enviar ao Congresso, esperamos ser ouvidos como representantes da classe trabalhadora".

André Viana Madeira, presidente do Sindicato Metabase de Itabira e região


O outro objetivo foi discutir mudanças na política de complementação das aposentadorias e pensões pela Valia, além das mudanças nos critérios para distribuição do superávit por meio de bônus, o que já vem ocorrendo no governo Lula, a partir do expurgo dos empecilhos que dificultavam a distribuição desses direitos pecuniários adicionais, pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão regulador e fiscalizador das operadoras de previdência privada, como é a Valia. Segundo André Viana, entre as mudanças previdenciárias prejudiciais aos trabalhadores que os sindicalistas da Vale esperam alterar está a que estabelece atualmente a idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos para ambos os sexos. “Outro dano ao trabalhador com a reforma de Bolsonaro, e que também precisa ser revertido, está na fórmula de cálculo do benefício previdenciário, que passou a considerar a média de todos os salários de contribuição – e não apenas os 80% maiores, como era anteriormente. O benefício passou a ser também de 60% da média salarial, o que arrocha a renda do aposentado e pensionista, aviltando a sua qualidade de vida”, destacou o presidente do Metabase. Conforme o sindicalista, outra mudança necessária está na regra de transição que define como os trabalhadores ainda na ativa irão se adaptar às novas regras previdenciárias, levando em conta a idade, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. “Essa alteração, se mantida, com toda certeza, ocasionará grandes perdas nos vencimentos, deteriorando também a qualidade de vida de quem se aposenta com o passar dos anos”, destacou. Está na pauta dos sindicalistas da Vale também a mudança dos artigos que tratam sobre a pensão por morte, que passou a ser de 50% do benefício do falecido, mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Além disso, como está na legislação atual, a pensão deixa de ser vitalícia para cônjuge ou companheiro jovem, passando a ter duração variável conforme a idade do beneficiário. “Esses são alguns dos itens que estamos discutindo, mas a ideia é avançar com esse debate para que possamos apresentar mudanças no conjunto da reforma previdenciária antes mesmo de o projeto começar a tramitar no Congresso Nacional e que iremos acompanhar de perto”, disse André Viana, que espera mobilizar os demais sindicatos representativos dos empregados da Vale, que não puderam comparecer à reunião de ontem. O presidente do Metabase disse considerar “imprescindível manter a unidade na luta por uma nova previdência social, justa e necessária sob o ponto de vista da classe trabalhadora – e não dos interesses empresariais e do mercado”. “A luta na unidade sindical garante conquistas trabalhistas no presente e um futuro previdenciário saudável e seguro aos empregados ativos e assistidos. Vamos seguir juntos unidos nesta luta”. Valia - Na reunião de ontem, os sindicalistas estabeleceram um plano de ação para a atuação conjunta em relação à Valia. “Recentemente, uma importante vitória foi obtida com a eleição de um representante dos trabalhadores para o seu conselho fiscal”, frisou André Viana. Os sindicatos vão apresentar 10 propostas de melhorias, inclusive com relação ao pagamento dos abonos do superávit, “sobre os quais já foram obtidos importantes benefícios com a unidade sindical, juntamente com a participação da Aposvale e da Associação dos Benefícios Proporcionais”. Foi o que possibilitou o pagamento de 5,1 abonos aos aposentados e pensionistas do Plano de Benefício Definido (BD), em novembro do ano passado – e de em torno de 9 suplementações a serem pagas em março, a cerca de 4 mil aposentados e pensionistas, como resultado dos novos critérios negociados com a Valia para a distribuição do superávit. “São ganhos obtidos com as nossas campanhas e mobilizações para que os direitos dos aposentados e pensionistas fossem enfim reconhecidos. Temos muito que avançar nessa luta, unidos por novas conquistas”, destacou André Viana. “Vamos aproveitar esse momento histórico com o novo governo para também criar uma cultura previdenciária que recupere direitos adquiridos e que foram perdidos com as reformas de Temer e Bolsonaro. Isso para que sejam asseguradas plenas condições de vida aos aposentados e pensionistas, pelo muito que já contribuíram para a economia do país e que não podem continuar sendo prejudicados”, afirmou o presidente do Metabase.


Presenças no encontro - Participaram da reunião de ontem em Itabira o presidente do Sindicato Metabase de Carajás (PA), Raimundo “Macarrão” Amorim, e os diretores Erica Sarges e Edmilson da Silva; o presidente do Metabase BH, Márcio “Mineirão” Melo, e Braz Custódio de Abreu e Luiz Conegundes, diretores; do Metabase Mariana vieram Josimar Alcântara e Emerson Moreira. Além do presidente do Sindifer do Espírito Santo, Wagner Xavier, e os diretores Maninho Pacheco, Itamar Firmino e Washington Primo; Marina Chaves, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas dos Estados do Amapá e Pará (Stieapa); e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem), Washington Trindade, com os diretores Novark Oliveira e Júlio Menezes. 


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Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!
Por Comunicação Metabase 16 de junho de 2026
Por Comunicação Metabase 10 de junho de 2026
Presidente do Metabase destaca modernidade da nova planta 100% digitalizada da Vale, mas ressalta que inovação só se consolida com investimento contínuo em capacitação e respeito ao trabalhador. Na apresentação à imprensa da Usina Modelo Conceição II, em Itabira, nesta quarta-feira (10), o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e da Região, André Viana Madeira, afirmou que a cidade que viu nascer a Vale há 84 anos agora testemunha o futuro da mineração. A nova usina modelo Conceição II é a primeira no país a operar de forma totalmente automatizada, integrando automação, inteligência artificial e análise de dados. Com capacidade de 11,2 milhões de toneladas por ano, o investimento foi de R$ 200 milhões. Para André Viana, a modernidade da nova planta é um avanço importante, mas deve acontecer acompanhada de respeito ao trabalhador e preservação dos empregos em novos postos de trabalho, como de fato está ocorrendo com diálogo e entendimento com a mineradora. “É o futuro da mineração acontecendo aqui agora, em Itabira, berço da Vale que continua apresentando inovações tecnológicas e avançando nesse novo modelo de mineração circular e sustentável”, disse. Itabira conectada às mudanças globais André Viana ressaltou ainda que a inovação não significa exclusão de trabalhadores, mas sim adaptação e qualificação.  “A empresa está inovando sem perder a essência e também preservando os postos de trabalho. A ampla maioria das pessoas que estão operando remotamente hoje são aquelas que antes trabalhavam manualmente. Foram treinadas para isso. Melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a saúde e a segurança”, disse. Ele lembrou que a tecnologia não pede licença e exige adaptação: “Ou você se adapta ou está fora. Precisamos estar preparados para os tempos que virão”, recomenda. O sindicalista também chamou atenção para o papel de Itabira no cenário internacional, lembrando que a cidade foi pioneira na concentração de itabiritos na década de 1970, com a usina Cauê, que também será modernizada, e no aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado rejeito. Para ele, esse histórico de inovação agora se conectar às novas demandas globais. “Itabira não poderia ficar fora da roda do futuro, como sempre esteve atenta. Mas não é só a usina que tem que passar por esse processo de inovação. A ferrovia tem que passar, o porto tem que passar. Isso não é uma questão de escolha, é de sobrevivência”, afirmou. Viana citou exemplos de países que avançam em minerais críticos, investindo na produção de insumos estratégicos para baterias, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono – e que estão na linha de frente da transição energética. “O Brasil precisa também avançar nesse segmento, porque o mundo está mudando rápido e não podemos ficar para trás”, completou. Três grandes notícias para Itabira Ao falar sobre os avanços recentes, André Viana destacou três notícias que considera fundamentais para o município em 2026: a anuência para o reúso de rejeitos, o aumento da vida útil das reservas minerais da Vale em Itabira e a inauguração da Usina Modelo Conceição II. Segundo ele, são conquistas importantes, mas que dependem de investimentos contínuos e de cautela. “É um salto significativo. Essa usina veio para ajudar a beneficiar o itabirito, e agora Itabira está estartando um projeto que será disseminado para outras unidades da Vale”, disse, reforçando que o progresso corporativo precisa se transformar também em progresso social e trabalhista. Tecnologia e segurança na operação Para o diretor de Operações do Complexo de Itabira, Diogo Monteiro, os ganhos da modernização já são evidentes. “É mais segurança, eficiência, bem adaptado para todos os casos que a gente tem. Conseguimos tomar decisões em tempo real, com menor intervenção humana, deixando os dados trabalharem e corrigirem”, afirmou. Segundo ele, toda a equipe, que antes operava a produção presencialmente, foi capacitada para atuar no novo modelo. “O time que estava no dia a dia agora trabalha na sala remota, com mais segurança e conforto. A Usina Modelo é um exemplo claro de uma empresa mais segura, mais eficiente e mais sustentável.” Ele contou que em menos de dois anos de projeto piloto, a usina aumentou a produtividade em 25%, atingindo sua capacidade nominal de 11,2 milhões de toneladas. “Houve crescimento de 40% nos produtos premium, como o pellet feed de redução direta, estratégico para a descarbonização da siderurgia. A modernização reduziu em 26% o teor de ferro nos rejeitos e ampliou o reaproveitamento de recursos naturais, com 92% da água utilizada sendo recirculada”, acentuou. Formação da força de trabalho do futuro Todos os 122 operadores, instrumentistas e líderes da usina foram capacitados, somando mais de 2.800 horas de treinamento. A Vale utilizou simuladores e realidade virtual para preparar os empregados. A implantação do novo modelo digitalizado contou com a parceria da ABB, referência global em automação e eletrificação. É assim que o programa Usina Modelo posiciona a Vale na vanguarda da mineração global, incorporando tecnologias de automação, eletrificação e digitalização, integrando todo o processo por meio da sala de controle. Satisfeito por conhecer e acompanhar o novo padrão de operação industrial no Brasil, implantado pioneiramente em Itabira, André Viana disse que é hora de celebrar esse momento com humildade e cautela. “Queremos que o avanço corporativo se transforme também em progresso para aqueles que fazem esta empresa ser a gigante global que nasceu em Itabira para se tornar uma das maiores mineradoras do mundo”, é o que espera o presidente do Metabase.