Anglo American anuncia pagamento de PLR

10 de fevereiro de 2022

Empresa diz que pagará 3,3 salários de gratificação

Metabase: Anglo American anuncia pagamento de PLR

Empresa diz que pagará 3,3 salários de gratificação. Cerca de 500 itabiranos serão beneficiados.


A mineradora Anglo American, com uma de suas sedes na cidade de Conceição de Mato Dentro (170 km de Itabira) apresentou na tarde desta quinta-feira (28) o resultado dos cálculos da Participação nos Lucros e Resultados de seus funcionários. Bruno Gomes, diretor do Metabase Itabira e membro da Comissão de PLR da empresa, esclareceu os cálculos para o resultado: “Tivemos uma pequena perda na produção de “pellet feed” (fino do minério de ferro). A previsão era uma produção de 24,3 milhões de toneladas, mas infelizmente, a marca ficou em 24,1 milhões de toneladas. A boa notícia é que houve uma boa recuperação no custo unitário de produção, promovendo uma melhora no resultado em relação ao mês de novembro”. Bruno alertou sobre a nota no quesito “gratificação de segurança”: “Uma outra baixa foi a nota: zero. Este resultado possivelmente vai retirar do bolso dos trabalhadores algo em torno de 0,7 salários. Em tempos de crise financeira, devido a pandemia, não é um bom negócio, infelizmente, nem tudo são flores”. Ele continuou: “A PLR para os funcionários será de 3,322 salários. A empresa concedeu adiantamento de um salário a cada trabalhador no mês de julho do ano passado, já é tradicional esta ação. Por causa dos tempos difíceis devido a pandemia, solicitamos à empresa que não descontasse este adiantamento, mas, infelizmente, a empresa não se sensibilizou à causa e manterá o desconto”, finalizou Bruno Gomes, Diretor de Comunicação do Metabase.


André Viana, presidente do Sindicato, confessou que não era o esperado: “A nota zero no item “segurança” foi crucial para o resultado. Alguns acidentes e afastamentos aconteceram e realmente atrapalhou” e salientou: ''Apesar de termos um representante na Comissão de PLR da Anglo, o sindicato é totalmente contrário a este modelo. Ele tolhe a vontade do trabalhador em aprovar ou não o modelo de PLR. A assembleia com os guerreiros seria o correto, a forma democrática de decisão. Mas a empresa insiste neste modelo arcaico e reprovável em todos os sentidos. Acredito que o trabalhador é que escolhe o que é melhor para categoria e ponto final”, finalizou o presidente. 


SAIBA MAIS


A empresa irá pagar a PLR dia 29 de março. O salário-base será do mês de dezembro/20. A empresa emprega cerca de 2.000 trabalhadores, sendo 500 trabalhadores itabiranos e 300 em empresas terceirizadas. Cerca de R$15 milhões devem ser pagos e R$4 milhões injetados na economia Itabirana.

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026