PLR Vale garantida

10 de fevereiro de 2022

Metabase vai insistir na discussão sobre notas, metas e Parâmetros

Com a divulgação do Fator Vale, último item que faltava, a Vale apresentou os valores da Participação nos Lucros e Resultados aos trabalhadores para o ano de 2021: de 3,7 a 5,1 salários. Esta variação é graças aos diferentes setores da empresa e ao Painel de Metas. “Respeitamos os trabalhadores que foram alcançados por um valor melhor. Apesar de nossa luta ser em defesa de todos, temos uma visão “especial” àqueles menos favorecidos”, disse André Viana Madeira, presidente do Metabase Itabira, o maior sindicato do Médio Piracicaba e um dos maiores de Minas Gerais. O sindicalista não concorda com os indicadores do Painel, por isso, solicitou uma reunião com os representantes da empresa para a próxima semana. “Sempre defendemos que a empresa pratique justiça social, com uma PLR igual para todos os trabalhadores, praticando o sentimento de igualdade. É fato que a empresa precisa melhorar a comunicação (sobre PLR) com seus funcionários. A transparência dos itens que compõem o cálculo da PLR também precisa ser reavaliada, principalmente o Painel de Metas, principalmente nas áreas. O Metabase quer acesso aos relatórios do Painel. Uma análise criteriosa vai esclarecer-nos os pontos obscuros e este é nosso foco.


Lucros


André ressalta que a empresa tem demonstrado uma lucratividade exorbitante apesar do tempo pandêmico: “Reconheço que a Vale teve um aumento com as despesas por ocasião do crime socioambiental em Brumadinho, mas ainda assim ela registrou um lucro líquido de R$ 4,071 bilhões no quarto trimestre do ano passado, e mais, vai distribuir agora em março uma remuneração aos acionistas, referente ao segundo semestre de 2020. O pagamento dos dividendos, devem somar R$ 22,5 bilhões. Essa semana o preço de referência da tonelada do minério de ferro encerra em US$ 177,10, uma alta de alta de 0,17%. Um dos maiores valores dos últimos 6 anos. Afinal, ela tem ou não lucros?”, desabafou o presidente do Metabase.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026