Metabase intensifica campanha contra Covid-19

10 de fevereiro de 2022

Empresas mineradoras explicam procedimentos

O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira disse que está intensificando, junto às empresas mineradoras, as ações de prevenção ao contágio do Covid-19, tendo em vista o aumento dos casos em toda a região. A fiscalização realizada pelo sindicato é constante, “mas outras ações são necessárias”. André tem se reunido constantemente por meio de videoconferências com as empresas para tomar ciência de todas as ações aplicadas e o cumprimento das acordadas. “Recentemente a Vale, Bemisa e Belmont/Canaã atenderam, em dias diferentes, uma convocação do sindicato para esclarecer os itens que estava adotando com os trabalhadores. Os representantes das empresas apresentaram relatório de todas as ações que, como eu disse, são intensamente fiscalizadas pelos diretores que estão na ativa, nas minas e participam presencialmente dos procedimentos. As denúncias que chegam até nós, relatam sobre aglomerações na chegada e saída dos trabalhadores e até cobrança excessiva por desempenho. Essa cobrança é devida aos trabalhadores que estão em casa por pertencerem ao grupo de risco. A chefia cobra insistentemente pela manutenção da produção, fazendo com que o trabalhador tenha que se desdobrar, levando-o ao cansaço extremo”.


Empresas terceirizadas

O presidente do maior sindicato da região ponderou sobre as diversas denúncias que a instituição vem recebendo por desobediências aos protocolos de prevenção ao contágio: “Infelizmente há um desleixo por parte de algumas empresas terceirizadas (contratadas). Defendemos que as ações implantadas pelas empresas contratantes, sejam acatadas pelas empresas que prestam serviços terceirizados. Dentro das minas não existe cor de camisa, de uniforme. Dentro das minas são todos trabalhadores, pais de famílias, infelizmente expostos aos riscos do contágio e o pessoal das terceirizadas não podem estar ainda mais expostos que outros, por causa da ingerência de sua empresa”. André lembra que a responsabilidade pelos atos das terceirizadas vem de quem contrata: “A função do gestor de contratos é, entre outras atribuições, verificar o devido cumprimento das cláusulas contratuais e obviamente, zelar para que o risco de contágio entre trabalhadores seja o menor possível”. O Metabase Itabira criou um departamento exclusivo para receber denúncias, desta maneira há um controle dos problemas apresentados pelos funcionários e um cronograma de resolução a ser seguido, não deixando o denunciante sem resposta.


Vacinas

Ainda sobre as vacinas, o presidente continua na defesa pela compra de vacinas para proteção dos trabalhadores. “A Câmara aprovou recentemente o texto-base de uma nova proposta que permite às empresas comprarem vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS). O texto facilita a vacinação, já que antes primeiro doava-se 100% aos SUS, agora não, a vacinação dos funcionários já pode ser feita imediatamente”. A aquisição das vacinas poderá ser feita pelas pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio. Poderão ser vacinados ainda outros trabalhadores que prestem serviços a elas, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas.

André completa: “Ela (vacinação) irá acelerar a imunização dos trabalhadores e salvar vidas. Por que esperar se podemos adiantar o processo de vacinação, ou seja, as empresas têm capital para comprar o material, mais barato que os testes de identificação do vírus. Elas (empresas) poderão adquirir, respeitando as regras da lei e garantir tranquilidade, não apenas aos funcionários, mas aos seus familiares e até amigos”. O presidente lembra que é mais uma etapa na luta contra o vírus, pois, “além de cooperar com o governo federal, vai possibilitar a entrada de mais imunizantes no país”.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026