André Viana: “Apesar do aumento da produção, pode faltar minério”.

10 de fevereiro de 2022

Empresa precisa investir nas minas de Itabira

André Viana: “Apesar do aumento da produção, pode faltar minério”.


Empresa precisa investir nas minas de Itabira


A Vale divulgou ao mercado os resultados da produção do primeiro trimestre de 2021. Comparando com o de 2020, percebe-se um aumento de 14.2% na produção. Porém, ao comparar este mesmo trimestre com o último trimestre de 2020, há uma queda na produção de 19.5%. De acordo com André Viana, presidente do Sindicato Metabase Itabira, estes dados têm provocado aumento inédito no preço do minério no mundo, ultrapassando patamares acima de U$200 a tonelada. O sindicalista acredita que o mercado internacional vê risco na demanda mundial não ser atendida: “Se de um lado há uma escalada do preço do minério, por outro há uma queda nos valores da ação da Vale, a despeito da oferta de minério que teve déficit no ano passado e corre risco de ter novamente”. André cita que a imprensa recentemente publicou queda na produção das minas itabiranas, devido à disposição de rejeito, aliada à menor produção de pellet feed em Itabira e Brucutu: “Destaco três pontos de extrema importância nesta informação: o primeiro é a resolução dos problemas relacionados a disposição de rejeito em nossas minas. A barragem do Itabiruçu e seu alteamento já foram liberados pelas autoridades. Importante frisar também o projeto PDE Canga Sudeste, que teve avanços positivos e ajuda também na disposição de rejeito. O segundo ponto é o avanço em investimento nas minas de Itabira, com vistas ao minério de fora, a exemplo da Serra da Serpentina e o incentivo à tecnologia da mineração a seco, crucial para sustentabilidade das nossas reservas e capacidade produtiva, e por último, o painel de metas (um dos índices da PLR) que impacta diretamente os empregados e que deve ser debatido e esclarecido constantemente”. André informa que o Metabase irá solicitar da empresa os relatórios e notas (parciais) deste Painel, bem como, o acesso dos trabalhadores a estes indicadores: “Não queremos surpresas, muito menos desrespeito nos cálculos da PLR como foi este ano em alguns setores”. Ainda sobre a disposição de rejeito, ele afirma que os funcionários não podem ser culpados pela menor produção: “Não é atribuição do trabalhador e sim da empresa. Ela deve garantir as condições para que as metas sejam atingidas. Disposição e braços para produzir nunca faltaram, porém, onde depositar rejeito é responsabilidade da Vale”. A empresa manteve a faixa de meta para o ano de produção de 315 milhões a 355 milhões de toneladas. Ele completa: “Como conselheiro dos trabalhadores no conselho de administração da Vale, levarei estas e outras demandas para o alto comando da empresa na busca de soluções. Inclusive já tenho uma reunião solicitada com a vice-presidente de recursos humanos Marina Quental, para encaminhar os assuntos pertinentes”, finalizou.


Postado em 22/04/21

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026