Audiência Pública sobre impactos da mineração em Itabira

Agencia Vista • 8 de fevereiro de 2022

Presidente do Metabase André Viana participou do evento na ALMG

André Viana participa de audiência pública sobre impactos da mineração em Itabira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.


Promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a pedido da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) o vereador e presidente do Sindicato Metabase Itabira, André Viana, participou da mesa de trabalhos na reunião que durou cerca de três horas. A audiência teve como principal finalidade “debater os impactos decorrentes das atividades minerárias em Itabira e região, bem como as reiteradas violações de direitos humanos dos atingidos pela mineração nessas localidades”. Na abertura de sua fala, o sindicalista deu o tom do discurso: “Itabira sofre muito mais que outras cidades mineradoras, afinal, de acordo com a própria empresa Vale, estamos próximos do fim da extração de minério e sem diversificação econômica, Itabira vai padecer. Hoje sofremos com os altos índices de doenças respiratórias e dermatológicas, meio ambiente devastado com crateras e barragens que rodeiam o município, lençol freático à mingua, ou seja, cidade seca, sem água. Existe uma questão ambiental sim dos impactos da mineração, mas não para por aí, há a questão financeira. Ainda com relação a isso, (questão financeira) estivemos em Brasília ano passado para reivindicarmos melhorias nos valores da Cefem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais­) É sabido que há países que são taxados em 12% e infelizmente deputados federais defenderam os vergonhosos 3,5%, ou seja, o patrocínio de mineradoras às campanhas de alguns políticos, minimizam a defesa de quem realmente importa, ou seja, as cidades mineradoras. André Viana lembrou da criação da CPI das 52 Condicionantes, que inclui 11 condicionantes permanentes: “...entre elas possuem o monitoramento do ar, o abastecimento de água e o reassentamento de moradores em áreas de risco. Desta última a empresa com certeza vai querer fugir, principalmente por serem cerca de 5.500 famílias atingidas”.


Em resposta aos questionamentos do público, disse que votou favoravelmente, porém com ressalvas, à “possibilidade” da PPP da Água (parceria público-privado para captação de água do Rio Tanque), já que “urge resolver a questão da água em Itabira” e que a “própria prefeitura disse que o tempo de judicialização é muito longo e sabe-se que a justiça, em alguns pontos, é lenta em nosso país”. Disse também que já enviou requerimento à Agência Nacional de Águas - ANA e ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM para discussão do tema. Durante a audiência foram lembradas as ausências de outros vereadores, do prefeito municipal e Ministério Público. Questionado, André disse que “não posso responder por eles. Estou fazendo minha parte, trabalhei o dia inteiro, peguei a BR 381 e estou aqui. Não fujo à luta por Itabira. Eu vim, estou aqui.” Ao final da reunião André Viana, único político presente na audiência, disse estar satisfeito com sua participação. “Tenho plena convicção que os trabalhos realizados, seja como vereador ou como sindicalista, estão sendo realizados de forma que satisfaz o anseio da população Itabira. Essa luta é gratificante". Finalizou... O Presidente do Metabase e vereador retorna à Itabira com pedidos de realização de audiência pública, solicitações à Defesa Civil sobre informações pertinentes às barragens, dentre outros.


Participaram da reunião além de André Viana:


Deputado Beatriz Cerqueira / PT - Substituindo Dep. Andréia de Jesus

Comissão de Direitos Humanos


Padre Marco José de Almeida (representando Dom Marco Aurélio Gubiotti)

Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em João Monlevade


Ana Gabriela Chaves Ferreira.

Membro - Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região


Camilla Brito.

Integrante da Coordenação Estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens.


Maria José Araújo (representando Leonardo Santos Fontes)

Membro do Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026