Metabase reúne anistiados

Agencia Vista • 8 de fevereiro de 2022

A dívida da Vale e do Governo Federal com os anistiados é eterna

A dívida da Vale e do Governo Federal com os anistiados é eterna”, diz André Viana.


O Sindicato Metabase Itabira realizou reunião com as pessoas demitidas pela empresa Vale no período do governo Collor, quando o então presidente determinou que as estatais enxugassem o quadro de funcionários. Em 1994, por meio da lei 8.878/94 estes mesmo trabalhadores foram anistiados, ou seja, a lei visava corrigir as demissões ilegais, reconduzindo-os aos seus cargos. Mas o efeito da lei não foi imediato, demorou 20 anos para serem reintegrados. Apesar do Metabase Itabira não representar esses trabalhadores, “é uma luta social por uma dívida deixada pela empresa, afinal, são ex - trabalhadores da Vale que foram demitidos por questões puramente políticas”.


Os pontos que preocupam são a idade avançada de muitos anistiados e a diferença salarial. De acordo com André, os trabalhadores que foram realocados em Itabira e em outras cidades “tomaram um enorme prejuízo”. A diferença salarial, a perda de plano de saúde e vale-alimentação, a distância dos trabalhadores da família e de Itabira são exemplos dessa perda. “Encontrar mecanismos que permitam que eles (anistiados) voltem para o município é uma das prioridades deste movimento, afinal, muitos tem de manter suas vidas fora e manter as famílias que estão aqui na cidade. Outra reivindicação é uma indenização do Governo Federal pelo tempo que ficaram sem remuneração, mas o artigo 6º da lei 8.878/94 diz: “A anistia a que se refere esta Lei só gerará efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo”. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN está em estudo pelo Departamento Jurídico do Metabase para confrontar essa lei e recuperar, financeiramente, os 20 anos que passaram até serem contratados - as realocações foram a partir de 2011. Carlos Estevam “Cacá”, vice-presidente do Metabase convidou os anistiados para a caravana que será realizada pela Metabase Itabira a Brasília e reivindicar ações às autoridades. “É uma luta que está apenas iniciando, uma jornada difícil”, salientou o sindicalista.


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Entre março de 1990 e setembro de 1992 durante o Governo Collor cerca de 300 itabiranos foram demitidos da empresa Vale que à época era estatal. Em 1994, por meio da Lei Federal 8.878 os demitidos foram anistiados e em 2011 retornaram às empresas, porém, a Vale já não era governamental e por isso muitos foram para outras instituições federais. Em torno de 60 pessoas ficaram em Itabira e restante foram realocados em Outro Preto, Mariana, Belo Horizonte, Ipatinga e João Monlevade, São João Evangelista e São João Del Rey. A mesa foi composta por Ceomar de Paula Santos – ex-assessor de imprensa Vale. Carlos Madeira - presidente da ASPREV. Carlos Estevam - Vice Presidente Metabase. Júlio Magalhães - Advogado. André Viana - Presidente Metabase. Luís Catumbi – Representante dos anistiados.


Postado em 21/07/19




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APÓS MOBILIZAÇÃO DO SINDMON-METAL COM APOIO DO METABASE ITABIRA, ARCELOR MITTAL PEDE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TURNO! A força da união dos trabalhadores voltou a fazer história em João Monlevade. Após a grande mobilização promovida pelo movimento sindical, com participação ativa e apoio firme do Sindicato Metabase de Itabira e Região, a ArcelorMittal recuou e pediu a reabertura das negociações sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade. O movimento, marcado pela união, organização e demonstração de força da classe trabalhadora, reuniu diversas entidades sindicais da região e do estado, na manhã da última quinta-feira (21) reforçando a luta dos 684 homens e mulheres que atuam diretamente no regime de turno da empresa e reivindicam uma jornada mais humana, digna e alinhada ao modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, esteve presente ao lado da diretoria da entidade para fortalecer o ato e cobrar da empresa respeito aos trabalhadores.  “Os trabalhadores querem um turno digno. Das quatro unidades da empresa no Brasil, três já adotam o modelo quatro por quatro. Aqui em João Monlevade, a empresa insiste em impor o seis por dois sem diálogo. O trabalhador precisa de qualidade de vida, precisa descansar, estudar, conviver com a família, praticar sua fé, ter lazer. Ninguém vive para trabalhar. As pessoas trabalham para viver e querem viver com dignidade” , destacou André Viana durante a mobilização. Viana também reforçou o apoio incondicional do Metabase à luta dos metalúrgicos de João Monlevade: “O Metabase e toda a categoria dos mineradores declaram total apoio aos metalúrgicos da ArcelorMittal nessa batalha por uma jornada justa. Estamos juntos nessa caminhada por dignidade e respeito aos trabalhadores.” O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Flávio Paiva, enalteceu a presença de André Viana que é hoje uma das maiores lideranças da região, com grande capacidade de articulação. Flávio também ressaltou a dimensão da mobilização construída pelo movimento sindical: “Estamos aqui com a CUT Regional Vale do Aço, Federação Estadual dos Metalúrgicos, Metabase Itabira, companheiros de Timóteo, sindicatos dos servidores públicos e diversas entidades parceiras. Isso aqui é uma mobilização pacífica, mas extremamente forte. É a demonstração clara de que os trabalhadores estão unidos e não aceitarão retrocessos.” Após a manifestação realizada nesta quinta-feira (21/05), a ArcelorMittal recuou e pediu ao sindicato a retomada das negociações em reunião marcada para o próximo dia 26 de maio. O Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade destacou que a reabertura das negociações representa um importante avanço conquistado através da mobilização da categoria, reforçando que o diálogo sempre será o melhor caminho para a construção de soluções equilibradas e justas. Entretanto, a entidade sindical também deixou claro que a retomada das conversas não altera a convocação da assembleia que irá deliberar sobre o estado de greve e sobre o legítimo direito constitucional de mobilização dos trabalhadores. A categoria já demonstrou, de maneira democrática e massiva, sua insatisfação com a postura adotada pela empresa até aqui. Por isso, os trabalhadores seguem exigindo avanços concretos que atendam efetivamente ao pleito da categoria. O movimento sindical permanece unido, vigilante e preparado para ampliar as ações caso não haja avanços reais nas negociações, sempre dentro da legalidade, da responsabilidade e da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A luta continua. E a união da classe trabalhadora mais uma vez prova que quando os sindicatos caminham juntos, a voz do trabalhador ecoa mais forte.
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