BANDEIRA PELA LUTA PREVIDENCIÁRIA NA VALE S/A

Tonny Morais • 20 de abril de 2023

André Viana pede à Vale que interceda para a Valia revisar critérios de complementação das aposentadorias atuais e futuras


Em carta aberta dirigida aos trabalhadores e à mineradora Vale S.A, o presidente do sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, pede a abertura de diálogo, franco e respeitoso em torno dos critérios estabelecidos para as futuras aposentadorias de seus empregados, como também dos proventos que a Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social (Valia) paga aos seus aposentados, viúvas e pensionistas.

Segundo ele, o apelo à alta direção da mineradora ocorre por ser a criadora da Valia, “com participação clara em sua gestão e administração, inclusive, em sua diretoria e conselhos deliberativos e fiscais.” Viana é também representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa.

O sindicalista e conselheiro entende que a empresa tem plena condição de interceder junto à Valia para que ocorra “o bom diálogo e o equilíbrio com uma relação honesta, transparente e madura que devemos sempre perseguir na incessante busca pela importante plenitude da transformação cultural que a companhia Vale tem se obstinado neste tempo”.

Além disso, ele entende que a revisão se faz necessária diante das perdas econômicas ocorridas com a reforma da previdência social, o que também acarretou mudanças nos planos da Valia, todas com impacto direto nos proventos recebidos pelos aposentados – e que podem impactar negativamente a subsistência futura dos mais de 64 mil empregados “que sonham com uma aposentadoria socialmente digna e inclusiva”.

Compromissos

Como a Vale está comprometida com as práticas do ESG (Environmental, Social and Governance), que visam uma relação saudável e sustentável com as sociedades envolventes, nas quais incluem os seus empregados, aposentados e pensionias, André Viana vê como sendo fundamental abrir essa negociação com a Vale, tendo essa interveniência da empresa.

Isso, para que sejam revistos critérios e políticas no sentido de assegurar uma complementação justa aos aposentados, pensionistas e viúvas.

E, também, aos empregados que se aposentarem daqui para frente, como meio de manter a mesma qualidade de vida que atualmente têm na ativa, assim como também aos que ajudaram – e ainda ajudam – construir e tornar grande a empresa de mineração que é respeitada no país e no mundo.

Revisão necessária e justa

O pedido de interseção da empresa se dá também por ser a Vale a principal mantenedora da Valia. O fundo de pensão foi fundado em 2 de abril de 1973, tendo em sua composição diversas gerações de trabalhadores da mineradora, sua patrocinadora, entre ativos, aposentados e pensionistas. A Valia é hoje o quinto maior fundo de pensão do país.

Na carta aberta, Viana clama por justiça também aos empregados que trabalharam na empresa antes da criação da Valia – e que por isso mesmo não gozam de seus benefícios por meio da complementação da justa e merecida aposentadoria.

Nesses casos, esses aposentados estão com as suas complementações de proventos ainda mais defasadas. “Muitos desses aposentados se encontram em difíceis situações de fragilidade econômica e social”, afirma Viana.

As revisões, segundo o sindicalista, fazem-se necessárias também em relação à complementação em todos os níveis, como dos que recebem o Plano Benefício Definido (BD), do Benefício Proporcional (BP), o que engloba os participantes do plano BD, que migraram para o Vale Mais em abril do ano 2000, como também para os aposentados do Plano Benefício Vale Mais, que é o atual plano dos empregados admitidos após abril de 2000.

Perdas históricas

Ressalta o sindicalista que esses planos sofreram perdas em decorrência de diversas alterações ao longo dos anos, mesmo tendo ocorrido distribuição de superávit – e que cujos critérios também precisam ser revistos.

Diante da atual conjuntura econômica, social e política que passa o país, e também diante das mudanças estratégicas que ocorrem na empresa, visando a sua modernização e contemporaneidade, o sindicalista acredita ser possível manter uma agenda interativa junto à Vale sobre esses temas relativos ao seu fundo de pensão.

Para isso, reivindica a criação de um comitê representativo para discussões e soluções, “haja vista a complexidade do tema e as diversas regiões em que a mineradora atua, com unidades de operação e legados previdenciários em diversas regiões do país”.


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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
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Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!