BARRAGENS, BURACOS E POEIRA...

Agencia Vista • 28 de janeiro de 2022

Esse é o futuro de Itabira?

“Barragens, buracos e poeira. Esse o futuro de Itabira? Questiona Metabase Itabira.


O Metabase Itabira realizou na tarde desta segunda-feira (25) uma passeata que lembrou o acidente em Brumadinho/MG. O evento “30 dias de Brumadinho. Não foi acidente” iniciou com concentração dos manifestantes as 13:30 hs na Rodoviária Genaro Mafra, no centro da cidade e já percebia-se qual seria o tom da manifestação, já que muitos presentes manifestavam-se por meio de faixas e cartazes a sua indignação por estarem na “rota da morte” como dizia uma das faixas.


As 14:45 hs os manifestantes fizeram passeata pela avenida com discursos de protesto pelo carro de som que os acompanhava. O primeiro a falar foi o vice-presidente Carlos Estevam “Cacá”: “Brumadinho não pode cair no esquecimento. Por isso estamos deixando o luto e iniciando a luta. Como itabiranos e sindicalistas temos por obrigação a luta pelos nossos direitos. A comunidade não acredita mais na Vale, por isso estamos aqui para reivindicar. A Vale tem de aprender a discutir com a comunidade e nas cidades que ela atua de forma mais séria. Não é do tipo “falei e vocês acreditam”. Não dá para acreditar mais, pois todas as vezes que a Vale disse alguma coisa sobre barragens, deu errado. “


André Viana também em um discurso forte questionou: A discussão de Itabira passa muito além das barragens de Itabira. Cito um exemplo: A previsão de exaustão do minério em Itabira é para 2028 e o que vai sobrar para Itabira? Barragens como bombas armadas, buracos, poeira, lençol freático meio-ambiente destruídos. Essa é a herança que nossos filhos e netos irão herdar... Triste, dói mas é a pura realidade.” O presidente durante seu discurso foi ainda mais enfático: “A discussão é o futuro de Itabira, quem vai querer morar em uma cidade sem emprego, sem renda, cercada de barragens? Por isso precisamos de respostas independentes da empresa. Queremos sim auditorias, laudos que não tenham vínculo com o dinheiro da Vale. Por isso estamos aqui, manifestando nosso direito em saber sobre a segurança que a empresa providenciou ao longo destes anos para nossas famílias que vivem debaixo de monstros chamados barragens.


O encerramento do protesto foi na Praça Acrísio Alvarenga onde discursaram lideranças de entidades de classe, representantes de Igrejas, sindicalistas e população.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026