GRUPO COM LIDERANCAS COBRA SOLUÇÕES PARA BR 381
Tonny Morais • 24 de julho de 2023
O presidente André Viana Madeira esteve na manhã desta segunda-feira em reunião com o secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Pedro Bruno Barros de Souza. O encontro que contou com a presença de outras lideranças representativas de classe, teve como destaque a busca de soluções para a BR 381. “Os municípios mineradores, em especial Itabira, tem plenos interesses para que haja melhorias de acesso às cidades, levando dignidade e segurança aos que ali transitam. A rodovia impulsiona a necessária diversificação econômica da região e é de vital importância àqueles que a utilizam para o lazer e o trabalho”, disse André Viana.
O Movimento
O Movimento Pró-Vidas BR-381 reúne prefeituras, câmaras municipais, associações comerciais, Câmara de Dirigentes Lojistas, associações de municípios do Médio Piracicaba, Vale do Aço, Vale do Rio Doce, Região Metropolitana de Belo Horizonte, FIEMG, Regional do Vale Do Aço e Sindicatos com o objetivo de unificar as ações dos diversos segmentos para um resultado melhor e mais rápido em relação à duplicação da BR-381 e fomentar ações que amenizem os transtornos causados pelas obras de sua duplicação.
Mais
O TCU aprovou no início do mês o prosseguimento do processo de desestatização da rodovia federal BR-381 no trecho entre Belo Horizonte, capital mineira, e Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. O relator do processo na Corte e ex-governador do Estado, ministro Antonio Anastasia, declarou em seu voto que a concessão é “histórica e revolucionária” para o Estado, e pediu pequenos ajustes por parte da ANTT quando houver redação do edital de privatização. Ele estabeleceu 60 dias de prazo para retorno dos questionamentos feitos. As propostas de intervenção na estrada foram encaminhadas pela agência ao tribunal em setembro do ano passado para avaliação de aspectos legais que precisam ser validados antes do leilão que selecionará as empresas responsáveis pelas obras. O projeto prevê o investimento de R$ 5,5 bilhões pela inciativa privada em intervenções como duplicação das faixas de tráfego, além da construção de túneis e passarelas.
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Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.

Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos!






