CARAVANA DA LUTA

Agencia Vista • 8 de fevereiro de 2022

Metabase vai a Brasília

O Metabase Itabira iniciou na noite desta segunda-feira a sua jornada em Brasília visando buscar apoio às causas dos aposentados, pensionistas e anistiados da Vale. “É em Brasília que estão os deputados, senadores e instituições como INSS, Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc, Supremo Tribunal Federal, Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, órgãos diretamente responsáveis pelos interesses de nossos associados” diz André Viana, presidente da instituição. “Não vamos ficar sentados, esperando que alguma ação caia milagrosamente no colo da gente. O movimento é legítimo, a causa é nobre e vamos levar essas questões a quem tem poder para resolver”. O sindicalista diz que os aposentados e pensionistas estão passando por uma situação extremamente difícil, já que os preços das mensalidades do plano Pasa ultrapassam em muitos casos o valor que recebem de aposentadoria. Ainda segundo ele, as ações do sindicato têm surtido efeito: “A resistência do Metabase Itabira aos valores de reajuste do plano está dando resultado, afinal, ano passado foi o menor dos últimos cinco anos, este ano, foi o menor reajuste dos últimos oito anos. Ainda está longe do que queremos, ou seja, nenhum reajuste, ou se houver, ainda menor. Apesar de contribuírem por décadas, ao final da vida os aposentados não podem usufruírem do benefício devido aos altíssimos valores”. Com relação aos Anistiados Vale, André explica que entre março de 1990 e setembro de 1992 durante o Governo Collor, cerca de 300 itabiranos foram demitidos da empresa Vale que à época era estatal. Em 1994, por meio de Lei Federal os demitidos foram anistiados e em 2011 retornaram à empresa, porém, a Vale já não era governamental e por isso muitos foram para outras instituições federais. Em torno de 60 pessoas ficaram em Itabira e os restantes foram realocados em outra cidades. “Tomaram um enorme prejuízo. A diferença salarial, a perda de plano de saúde e vale-alimentação, a distância dos trabalhadores da família e de Itabira são exemplos desse prejuízo”, disse o presidente do Metabase. “Encontrar mecanismos que permitam que eles (anistiados) voltem para o município é uma das prioridades deste movimento, afinal, muitos têm de manter suas vidas fora e manter as famílias que estão aqui na cidade”, afirmou. Outra reivindicação é uma indenização do Governo Federal pelo tempo que ficaram sem remuneração. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN está em estudo pelo Departamento Jurídico do Metabase para confrontar essa lei e recuperar, financeiramente, os 20 anos que passaram até serem contratados.


Divididas por temas - jurídico, administrativo e previdenciário - as reuniões em Brasília ocorrerão até quarta-feira, quando os 46 integrantes da comitiva retornam a Itabira para uma avaliação dos resultados conseguidos na Capital Federal. 


Postado em 22/10/19

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026