CIDADES MINERADORAS NO INTERIOR CRESCEM, DE ACORDO COM IBGE.

Tonny Morais • 3 de julho de 2023

Itabira tem taxa de crescimento populacional em 3,24%

O resultado do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 28 de junho, revelou que percentual significativo da população de boa parte das capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, migrou para o interior do país. A tendência se verifica nas principais cidades mineradoras da região Central de Minas, onde se concentram grandes empreendimentos, especialmente em Itabira, berço da Vale, Conceição do Mato Dentro e no Quadrilátero Ferrífero.

Entre 10 cidades analisadas pelo CidadesMineradoras.com.br a partir do Censo 2022, Conceição do Mato Dentro, na microrregião do Médio Espinhaço, foi o município que apresentou, desde de 2010, a maior taxa de crescimento populacional: 29,36%. A população saltou de 17.905 habitantes, em 2010, para 23.162, em 2022.

A cidade é sede do Projeto Minas-Rio, da Anglo American. O empreendimento tem o maior mineroduto do mundo, com 529 km de extensão, levando minério extraído do Médio Espinhaço até o Porto de Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro.

Com atuação marcante das mineradora Vale e Samarco, Mariana também apresentou crescimento expressivo. O município saltou de 54.219 habitantes em 2010 para 61.387 em 2022, o que corresponde a uma taxa de crescimento populacional de 13,25%.

Portagonista da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a Samarco voltou a operar no final de 2020. Neste mês de junho a companhia atingiu a marca de 20 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro produzidas. Saiba mais.

Redução

Contrariando a tendência das cidades mineradoras da Região Central, Caeté teve perda de população, segundo o Censo 2022. A cidade passou de 40.750 habitantes, em 2010, para 38.776 em 2022. Assim, a taxa de crescimento populacional ficou negativa: -4,84%.

O resultado do Censo na Íntegra, que apontou crescimento de 6,5% na população do Brasil de 2010a 2022, pode ser analisado no site do IBGE.

 

Veja o resultado do Censo 2022 em relação à população de algumas cidades mineradoras:

 

Itabira – 109.783 (2010) / 113.343 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 3,24%

Conceição do Mato Dentro – 17.905 (2010) / 23.162 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 29,36%

Caeté – 40.750 (2010) / 38.776 (2022) – Taxa de crescimento populacional: -4,84%

Catas Altas – 4.846 (2010) / 5.473 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 12,94%

Barão de Cocais – 28.241 (20120) / 30.788 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 8,99%

Santa Bárbara – 28.077 (2010) / 30.466 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 8,51%

Mariana – 54.219 (2010) / 61.387 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 13,25%

Ouro Preto– 70.721 (2010) / 74.824 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 6,46%

Congonhas – 48.519 (2010) / 52.890 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 9,019%

Conselheiro Lafaiete– 116.512 (2010) / 131.621 (2022) – Taxa de crescimento populacional: 12,97%.

Fonte: IBGE/Site Cidades Mineradoras

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Por Comunicação Metabase 23 de maio de 2026
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Por Midia Metabase 21 de maio de 2026
METABASE ITABIRA PRESENTE APOIANDO A PARALIZAÇÃO EM PROL DOS METALÚRGICOS DA ARCELORMITTAL O Sindicato Metabase de Itabira e Região está presente, na manhã desta quinta-feira, apoiado a mobilização do Sindmon-Metal, que representa os trabalhadores da ArcelorMittal, em João Monlevade. A paralisação pacífica realizada nas portarias da empresa reforça a luta dos metalúrgicos por mais respeito, dignidade e melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações da categoria está a implantação de uma escala mais humana, modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no país, além da melhoria das condições de trabalho dentro da empresa. A empresa adota melhores escalas em outras unidades no Brasil, exceto em João Monlevade. Os trabalhadores defendem jornadas mais justas, qualidade de vida e o respeito à vontade da categoria, reafirmando a necessidade de avanços nas relações de trabalho. O movimento demonstra a união, a força e o compromisso das entidades sindicais na defesa dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos da região, com a presença de vários sindicatos da região e da CUT Vale do Aço.
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