Encontro com Agência Nacional de Mineração e Previdência Social

Tonny Morais • 26 de agosto de 2022

Encontro promete retomada de reuniões sobre “Anistiados da Vale”

O Presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região de Itabira e Região, André Viana Madeira, promoveu um encontro, por videoconferência, entre os conhecidos “Anistiados da Vale” com os representantes da Agência Nacional da Mineração – ANM. Na reunião, André Viana demonstrou sua preocupação com o tratamento que está sendo dado aos anistiados: “Considero-os “escravos federais”, literalmente. São ex-funcionários da empresa Vale, demitidos injustamente, de forma arbitrária e que após vinte anos tiveram uma expectativa em retornar à empresa e foram enfiados em um canto qualquer pela ANM, já que ela é responsável direta por eles. Alguns estão como vigilantes, outros como atendentes, nada parecido com o trabalho exercido na empresa e pior, sem plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte ou outro benefício. Muitos destes que estão em outras cidades sequer tiveram auxílio para mudança, sem levar em conta aqueles que praticamente abandonaram seus familiares”.

Previdência Social
Em seguida, o presidente do Metabase participou de uma outra reunião, desta vez com representantes da Previdência Social. Acompanhado pelo presidente da Associação Regional dos Aposentados e Pensionistas do Sistema Beneficiário Público e Privado de Itabira – Asprev, Carlos Madeira, ele também demonstrou sua insatisfação com o que ele considerou como falta de respeito: “O processo está sendo conduzido de maneira absurda. Prova disso são as mortes de alguns anistiados, que acreditaram na promessa de uma reintegração digna e faleceram decepcionados, acreditando em falsas ilusões”, desabafou o sindicalista. Os representantes dos órgão federais prometeram uma nova agenda, dia 27 de agosto, para finalmente iniciarem os trabalhos de reparação dos erros cometidos. O Metabase Itabira irá denunciar a situação ao Ministério Público Federal, acreditando que com este apoio “a situação se resolverá".

Memória
Estas ações visam a retomada de negociações com estes órgãos federais iniciadas ainda em 2019, antes do período pandêmico. Na ocasião, André Viana promoveu uma caravana a Brasília que resultou em diversas reuniões e, devido a pandemia, foram interrompidas. André salienta que eles são os filhos abandonados pela Vale, pela União e pela sociedade itabirana: “Um dos direitos que estão sendo descumpridos é a falta da identificação funcional do anistiado. “Hoje, na carteira de trabalho deles não tem nada, nenhuma identificação de onde eles trabalham. E todos, oficialmente, são funcionários da ANM”, explicou o presidente do Metabase, André Viana Madeira. “É direito do trabalhador ter a sua carteira corretamente preenchida. Eles não têm como provar, se for preciso uma prova imediata, que estão empregados, porque isso não está discriminado no documento do trabalhador, que é a carteira de trabalho. É só um dos problemas que precisamos corrigir”, disse o sindicalista. Além disso, os anistiados também vão cobrar a elaboração de uma progressão salarial específica. “Hoje, não há a progressão definida adequadamente. São servidores públicos federais que não se enquadram em nenhuma categoria prevista na legislação e, por isso, vamos exigir que eles também possam contar com uma tabela de progressão salarial”, destacou André Viana.

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Decisão reconhece despesas escolares como parte do tratamento e determina restituição de valores pagos a maior nos últimos cinco anos Uma decisão da Justiça Federal da Paraíba reconheceu o direito de pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de deduzirem integralmente do Imposto de Renda os gastos com a escola da filha , considerando essas despesas como parte do tratamento médico. A sentença foi proferida pelo juiz federal Henrique Jorge Dantas da Cruz, da 10ª Vara Federal da Paraíba. O entendimento é de que, no caso analisado, os gastos escolares não possuem apenas natureza educacional, mas também caráter médico e terapêutico , por serem indispensáveis ao desenvolvimento e ao tratamento da criança. Despesas acima do limite Segundo o processo, a criança possui TEA nível 3 de suporte , associado à deficiência intelectual e ao TDAH, necessitando de acompanhamento contínuo e multidisciplinar, incluindo terapias baseadas na metodologia ABA. Até então, as despesas com a escola eram declaradas como gastos com educação, categoria que possui limite para dedução no Imposto de Renda. Os pais buscaram na Justiça o reconhecimento de que esses valores deveriam ser enquadrados como despesas médicas , permitindo a dedução integral. O juiz considerou que os laudos apresentados comprovaram a necessidade do tratamento e a importância da estrutura escolar para o desenvolvimento da criança. Restituição do Imposto de Renda Além de reconhecer o direito à dedução integral, a sentença determinou que a União restitua os valores de Imposto de Renda pagos indevidamente , observada a prescrição de cinco anos. A decisão também determinou que a Receita Federal deixe de aplicar o limite de dedução às despesas abrangidas pela sentença. Outro ponto destacado pelo magistrado é que a legislação brasileira reconhece a pessoa com Transtorno do Espectro Autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais . Atenção A decisão é referente a um caso concreto e não significa, automaticamente, que todas as famílias de pessoas com TEA tenham o mesmo direito reconhecido sem análise individual. O caso, porém, reforça a importância de os contribuintes conhecerem seus direitos e avaliarem, com orientação jurídica e documentação médica adequada, a possibilidade de buscar o reconhecimento de despesas relacionadas ao tratamento de pessoas com TEA. Fonte: Migalhas
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O crescimento do número de pessoas com problemas relacionados às apostas esportivas e jogos online levou o Ministério da Saúde a ampliar o atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde esta semana, o serviço passou a oferecer até 100 mil teleatendimentos para pessoas que precisam de apoio para enfrentar o vício em apostas.  Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital , o atendimento é gratuito, sigiloso e realizado por profissionais de saúde. Além do acolhimento inicial, o serviço orienta os pacientes e, quando necessário, faz o encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A ampliação foi motivada pelo aumento da procura. Dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a autoexclusão de sites e aplicativos de apostas. Desse total, 35% afirmaram ter perdido o controle sobre o hábito de apostar . Fique atento aos sinais de alerta O vício em apostas pode afetar a saúde mental, a vida familiar, o trabalho e a situação financeira. Entre os principais sinais estão: Alterações no sono, alimentação e humor; Mentiras para esconder o hábito de apostar; Ansiedade, irritação ou inquietação quando não consegue jogar; Dificuldade para reduzir ou interromper as apostas; Problemas financeiros e endividamento; Prejuízos nas relações familiares e no ambiente de trabalho; Uso do jogo como forma de aliviar estresse ou frustrações. Saúde mental também é direito do trabalhador O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que a saúde mental deve ser tratada com seriedade. O vício em apostas é um problema de saúde que pode comprometer a qualidade de vida, o orçamento familiar e o desempenho profissional. Se você ou alguém próximo está enfrentando dificuldades com apostas online, procure ajuda. O atendimento pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital , de forma gratuita e com total sigilo. Cuidar da saúde mental é cuidar da vida, da família e do futuro.