Força coletiva garante conquista histórica: Vale paga 5,5 salários de PLR a trabalhadores nesta sexta-feira (27)

Comunicação Metabase • 26 de fevereiro de 2026

Reconhecimento ao esforço coletivo nas assembleias sindicais garante injeção de R$ 130 milhões na economia de Itabira e região

A Vale realiza nesta sexta-feira (27) o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026, referente ao desempenho da empresa em 2025.


Cada trabalhador receberá, em média, o equivalente a 5,5 salários adicionais, fruto de acordo coletivo exclusivo aprovado em assembleia pelos empregados das minas de Cauê, Conceição e Periquito, em Itabira.


O valor global dessa conquista para os trabalhadores da empresa em Itabira corresponde cerca de R$ 130 milhões, com reflexos diretos na renda das famílias, no comércio local e na economia regional.

Pelo acordo coletivo aprovado, gestantes, assim como trabalhadores afastados por acidente de trabalho ou doença ocupacional terão direito ao recebimento integral da PLR, assegurando que todos sejam contemplados de forma justa.

O acordo também garantiu o pagamento proporcional aos demitidos sem justa causa, que receberão os valores referentes ao período efetivamente trabalhado. Nesse caso, o pagamento da PLR será realizado no mês de abril.


Mobilização e negociação

O resultado é fruto da mobilização e da negociação conduzida pelo Sindicato Metabase de Itabira e Região, que promoveu assembleias e manteve-se firma na defesa dos interesses de seus associados nas negociações com a empresa.


“É fruto de negociação e do acordo coletivo exclusivo votado em assembleia pelos trabalhadores”, salienta o presidente do sindicato, André Viana.


“Trata-se de um reconhecimento pelo empenho de todos os trabalhadores que tanto contribuem para o crescimento da empresa e para o lucro dos acionistas.”


Em 2025, a Vale registrou lucro líquido de R$ 13,8 bilhões, mesmo após prejuízo de R$ 21 bilhões no quarto trimestre, influenciado por provisões e compromissos ambientais.


O desempenho anual positivo foi sustentado por produção recorde e alta no Ebitda, confirmando o papel decisivo da força de trabalho na geração de resultados.


Cuidado e planejamento garantem segurança

O Sindicato Metabase alerta os trabalhadores para que redobrem a atenção diante do aumento de golpes e fraudes digitais, que têm se multiplicado em aplicativos, mensagens e plataformas online.


A recomendação é para não acessar links suspeitos, conferir a autenticidade de aplicativos bancários e desconfiar de comunicações que possam comprometer o benefício recém-conquistado.


Além da proteção contra fraudes, o sindicato orienta que cada empregado planeje com responsabilidade o uso desse recurso extraordinário.


A PLR, fruto da luta coletiva, deve ser aproveitada de forma consciente, transformando-se em melhorias para a vida dos trabalhadores e de suas famílias, além de contribuir para maior segurança financeira no futuro.


Reflexos além da mineração

O programa de PLR da Vale contempla diretrizes e métricas com metas globais e regionais, reforçando a integração entre capital e trabalho.


Para os trabalhadores, o pagamento representa não apenas valorização profissional, mas também impacto social e econômico.


A injeção de recursos em Itabira fortalece o comércio, dinamiza serviços e amplia o consumo, com reflexos que se estendem ao próprio país.


Pautas nacionais

O Sindicato Metabase de Itabira e Região também atua em pautas nacionais, como a luta pela isenção do Imposto de Renda sobre a PLR.

Para isso, acompanha a tramitação do Projeto de Lei 581/19, já aprovado no Senado, e que agora tramita na Câmara dos Deputados, aguardando análise pelas comissões de Finanças e de Constituição e Justiça antes de ir ao plenário.


A proposta busca dar aos trabalhadores o mesmo tratamento fiscal dos acionistas, cujos dividendos não são tributados.



Para André Viana, “é um absurdo que os acionistas não têm seus dividendos tributados e os trabalhadores têm o imposto de renda retido na fonte”.


PLR é conquista dos trabalhadores na Constituição de 1988

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é uma das mais importantes conquistas dos trabalhadores brasileiros, assegurada pela Constituição Federal de 1988, que incluiu no artigo 7º, inciso XI, o direito de empregados urbanos e rurais participarem dos resultados das empresas.


A conquista trabalhista foi resultado da intensa mobilização sindical durante a Assembleia Constituinte. Foi quando entidades representativas pressionaram para que o texto garantisse mecanismos de valorização do trabalho e de integração com o capital.


Mas não bastou ter esse dispositivo constitucional aprovado em 1988. É que, apesar de prevista na Constituição, a PLR só se tornou realidade em 2000, com a aprovação da Lei nº 10.101, que regulamentou o benefício.


E estabeleceu que sua implementação depende de negociação entre empresas e sindicatos, por meio de acordos coletivos.


Desde então, a PLR consolidou-se como instrumento de reconhecimento do esforço dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que estimula a produtividade e fortalece o vínculo entre empregados e empregadores.


Ao longo das últimas décadas, sindicatos de diversas categorias desempenharam papel decisivo na efetivação da PLR, garantindo que os acordos refletissem a justa valorização da força de trabalho.


Essa conquista, que hoje movimenta bilhões de reais na economia nacional, é resultado direto da organização coletiva e da luta sindical, que transformaram um direito constitucional em realidade concreta para milhões de brasileiros.


“É uma conquista nacional que só foi possível com a união e mobilização de todos os trabalhadores brasileiros lideradas pelos sindicatos”, acrescenta André Viana, reforçando a importância das entidades sindicais na defesa dos interesses da classe trabalhadora.


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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!