METABASE COBRA EXPLICAÇÕES DA VALE

8 de fevereiro de 2022

Sindicato Metabase quer saber quais riscos os frequentadores correm

O Metabase Itabira enviou ofício à mineradora Vale cobrando explicações sobre a situação do Clube Campestre e a barragem de Itabiruçu. De acordo com André Viana, presidente do maior sindicato da região do Médio Piracicaba, ele tem sido questionado pelos associados e visitantes do Clube, em caso de rompimento da barragem, a quais perigos estariam expostos: “Devido ao presídio ser próximo do Clube e consequentemente sua interdição parcial pela juíza Cibele Mourão, devido a paralisação da Itabiruçu pela Vale, algumas pessoas me procuraram para tirar dúvidas. São questionamentos que temos de dar uma resposta e somente a Vale poderá responder”. José Alberto Miguel “Negão” é diretor social, responsável pela administração do Clube: “Depois que a empresa paralisou as operações na barragem, elevando o risco de rompimento para o nível 1 e a descoberta de trincas na estrutura pela Aecom, os frequentadores do clube ficaram apreensivos, é natural.” O Metabase Itabira enviou solicitação a Rodrigo Chaves, gerente-geral da Vale em Itabira cobrando explicações sobre a situação do Clube que está na zona de autossalvamento da barragem do Itabiruçu. A zona de autossalvamento é a região que está até 10 quilômetros ou 30 minutos do ponto de rompimento de uma barragem. É a região que a própria pessoa tem que providenciar o seu salvamento. Ela por conta própria tem que sair do local e ir para a zona segura. Não há tempo de nenhum órgão público fazer intervenção para salvar a vida desta pessoa. André Viana lembra que a elevação do risco para o nível 1 não requer nenhum alarde e principalmente deslocamento das pessoas: “Conhecemos o níveis de risco e sabemos que a população não preciso ficar alarmada, mas precisamos de um laudo técnico, uma informação oficial da empresa para tranquilizar as pessoas que nos procuram”.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026