METABASE EM BRASÍLIA

8 de fevereiro de 2022

Caravana da Luta é recebida pelo Deputado Federal Lincoln Portela

Caravana da Luta do Metabase Itabira – 46 integrantes estão em Brasília – continua cumprindo sua agenda de reuniões. Aposentados, pensionistas e anistiados da Vale participam de reuniões com políticos e representantes de instituições públicas, discutindo soluções para diversas situações: Planos de saúde com preço altos e reajustes abusivos, planos de aposentadoria inconsistentes e situação dos “Anistiados Vale”. Terça-feira (22) André Viana, presidente do Metabase expôs ao deputado federal Lincoln Portela a situação dos anistiados da Vale: “Os pontos que preocupam são a idade avançada de muitos anistiados, a diferença salarial, a realocação destes trabalhadores, plano de saúde e aposentadoria complementar”. Com relação aos aposentados da Vale, as reclamações são os vários benefícios irregulares, a demora para sentença e execução da sentença proferida. “Quando decidiu-se que os processos trabalhistas fossem encaminhados à área cível, a situação ficou insustentável. Nenhum processo foi vitorioso depois da mudança e temos caso que a execução da sentença está em trâmite há 29 anos. Há muitos casos que o autor da sentença faleceu, restando a esposa e/ou filhos continuar aguardando receber o que é de direito”, completou André. Já o deputado federal Lincoln Portela, conhecido por defender a causa da segurança pública, ressaltou que trabalha com diversos órgãos, entre eles a Defensoria Pública, Ministério Público, Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajuf, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra e Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB. O parlamentar disse também que conhece bem a realidade da justiça brasileira: “O excesso de demanda dentro do sistema judiciário com certeza é a grande causa da morosidade. No entanto, não quer dizer que os juízes brasileiros são ineficientes. Como exemplo, cada juiz e desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG solucionou, em média, 1.984 processos em 2018. Isso significa uma baixa de cerca de 7,5 processos por magistrado a cada dia, sem descontar o período de férias e excluindo apenas sábados e domingos”. O deputado federal sugeriu a realização de uma audiência pública por meio da Comissão de Legislação Participativa – CLP, da Câmara dos Deputados: “A CLP é uma maneira de facilitar a participação da sociedade no processo de elaboração legislativa. Pela CLP, o Metabase poderá apresentar à Câmara dos Deputados suas propostas, que podem ser leis complementares e ordinárias até sugestões de emendas ao Plano Plurianual - PPA e à Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO”. André Viana sentiu-se empolgado com a possibilidade da audiência pública: “É uma excelente oportunidade de podermos expressar ao Congresso Nacional a realidade de nossos representados e apresentar leis que realmente trazem benefícios. Estas leis foram criadas por pessoas que não conhecem essa realidade, que não vivem, que não sentem na pele o que esse povo passa. A audiência na Comissão de Legislação Participativa será, sem dúvida, um grande trunfo. A CLP é um portal de acesso ao sistema de produção das normas que integram o ordenamento jurídico do País.” finalizou André Viana.


VISITA


Em julho o deputado federal Lincoln Portela esteve reunido com André Viana para definir, entre outros assuntos, a situação de diversos aposentados e pensionistas da empresa Vale e dos trabalhadores que foram demitidos na década de 90 conhecidos como “Anistiados Vale.” À época o deputado tomou conhecimento que os aposentados e pensionistas estavam passando por uma situação extremamente difícil, já que os preços das mensalidades do plano Pasa ultrapassavam, em muitos casos, o valor que do salário e também da situação dos planos de aposentadoria da Valia. À época André disse: “A intervenção do Deputado Lincoln Portela junto a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e também na Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc vai facilitar a discussão para rever essa situação”. Naquele encontro foi discutido também a ida a Brasília em busca de apoio das autoridades para solução de diversos problemas causados aos “Anistiados Vale” pela demissão em massa dos trabalhadores durante o governo Collor de Melo. 


POSTADO EM 23/10/19

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026