Metabase move mais uma ação contra a Vale

10 de fevereiro de 2022

Mecânicos de equipamentos de grande porte serão beneficiados

Metabase move mais uma ação contra a Vale


O Metabase Itabira está recebendo nomes de funcionários da empresa Vale para propor mais uma ação judicial contra a empresa. Desta vez, o sindicato reivindica a reparação por danos causados devido a periculosidade e insalubridade de atividades praticadas pelos mecânicos de equipamentos de grande porte (caminhões fora de estrada, tratores, pás carregadeiras, perfuratriz e escavadeira). O presidente André Viana vê com bons olhos essa ação judicial: “Iniciamos os estudos ainda em 2020, mas “seguramos” a ação, pois, devido a pandemia, a empresa restringiu o acesso às áreas, o que inviabilizaria a perícia. A empresa realiza alguns procedimentos quando ingressamos as ações visando “aliviar a barra dela”, um exemplo foi a troca imediata das luvas dos mecânicos, assim que ela tomou conhecimento da ação”. Ela foi distribuída neste ano e já teve a perícia favorável. A coordenadora do departamento jurídico Dafne Andrade explica a motivação da ação proposta: “Tivemos informações pelo canal de denúncias do sindicato da situação destes mecânicos e iniciamos uma investigação. Percebemos que os trabalhadores ficam expostos à graxa e óleos minerais e apesar da empresa fornecer o equipamento de proteção individual – EPI, identificamos, e a perícia confirmou, que são insuficientes para proteção daqueles mecânicos, uma vez que eles (EPI) não neutralizam esses agentes nocivos”. Ainda de acordo com a coordenadora, o macacão usado pelos funcionários, confeccionado em tecido de algodão, não evita a penetração dos óleos e graxas, e consequentemente o contato com a pele. Um creme fornecido pela empresa, a título de proteção destes agentes nocivos, também não impede o contato com o corpo dos trabalhadores. Usado apenas nas mãos e pulsos, não evita o contato com outros membros do corpo. André Viana destaca que os mecânicos exercem função aleatória ao cargo, já que manuseiam materiais inflamáveis no momento da manutenção: “Os trabalhadores retiram óleo diesel dos tanques das máquinas. Depois reabastecem ao término da manutenção, ou seja, trabalham também com combustíveis. A Vale reconhece o manuseio destes componentes por seus funcionários quando o próprio assistente técnico da empresa apresenta estes riscos em seu laudo técnico, porém, ela (Vale) insiste na afirmação que seus EPIs protegem o trabalhador”. Questionado sobre valores, André Viana diz que a perícia reconheceu a insalubridade e periculosidade em grau máximo, sendo 40% sobre o piso da categoria em razão de acordo coletivo e 30% sobre o salário base do trabalhador, respectivamente, não podendo serem cumulativos, optando pelo maior valor, no caso, 30% da periculosidade. “O processo iniciou recentemente, faltando a sentença e a fase recursal, mas acreditamos em mais um bom resultado, com excelentes benefícios aos nossos representados”, finalizou o presidente, André Viana.


Postado em 06/07/21

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Decisão reconhece despesas escolares como parte do tratamento e determina restituição de valores pagos a maior nos últimos cinco anos Uma decisão da Justiça Federal da Paraíba reconheceu o direito de pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de deduzirem integralmente do Imposto de Renda os gastos com a escola da filha , considerando essas despesas como parte do tratamento médico. A sentença foi proferida pelo juiz federal Henrique Jorge Dantas da Cruz, da 10ª Vara Federal da Paraíba. O entendimento é de que, no caso analisado, os gastos escolares não possuem apenas natureza educacional, mas também caráter médico e terapêutico , por serem indispensáveis ao desenvolvimento e ao tratamento da criança. Despesas acima do limite Segundo o processo, a criança possui TEA nível 3 de suporte , associado à deficiência intelectual e ao TDAH, necessitando de acompanhamento contínuo e multidisciplinar, incluindo terapias baseadas na metodologia ABA. Até então, as despesas com a escola eram declaradas como gastos com educação, categoria que possui limite para dedução no Imposto de Renda. Os pais buscaram na Justiça o reconhecimento de que esses valores deveriam ser enquadrados como despesas médicas , permitindo a dedução integral. O juiz considerou que os laudos apresentados comprovaram a necessidade do tratamento e a importância da estrutura escolar para o desenvolvimento da criança. Restituição do Imposto de Renda Além de reconhecer o direito à dedução integral, a sentença determinou que a União restitua os valores de Imposto de Renda pagos indevidamente , observada a prescrição de cinco anos. A decisão também determinou que a Receita Federal deixe de aplicar o limite de dedução às despesas abrangidas pela sentença. Outro ponto destacado pelo magistrado é que a legislação brasileira reconhece a pessoa com Transtorno do Espectro Autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais . Atenção A decisão é referente a um caso concreto e não significa, automaticamente, que todas as famílias de pessoas com TEA tenham o mesmo direito reconhecido sem análise individual. O caso, porém, reforça a importância de os contribuintes conhecerem seus direitos e avaliarem, com orientação jurídica e documentação médica adequada, a possibilidade de buscar o reconhecimento de despesas relacionadas ao tratamento de pessoas com TEA. Fonte: Migalhas
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O crescimento do número de pessoas com problemas relacionados às apostas esportivas e jogos online levou o Ministério da Saúde a ampliar o atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde esta semana, o serviço passou a oferecer até 100 mil teleatendimentos para pessoas que precisam de apoio para enfrentar o vício em apostas.  Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital , o atendimento é gratuito, sigiloso e realizado por profissionais de saúde. Além do acolhimento inicial, o serviço orienta os pacientes e, quando necessário, faz o encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A ampliação foi motivada pelo aumento da procura. Dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a autoexclusão de sites e aplicativos de apostas. Desse total, 35% afirmaram ter perdido o controle sobre o hábito de apostar . Fique atento aos sinais de alerta O vício em apostas pode afetar a saúde mental, a vida familiar, o trabalho e a situação financeira. Entre os principais sinais estão: Alterações no sono, alimentação e humor; Mentiras para esconder o hábito de apostar; Ansiedade, irritação ou inquietação quando não consegue jogar; Dificuldade para reduzir ou interromper as apostas; Problemas financeiros e endividamento; Prejuízos nas relações familiares e no ambiente de trabalho; Uso do jogo como forma de aliviar estresse ou frustrações. Saúde mental também é direito do trabalhador O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que a saúde mental deve ser tratada com seriedade. O vício em apostas é um problema de saúde que pode comprometer a qualidade de vida, o orçamento familiar e o desempenho profissional. Se você ou alguém próximo está enfrentando dificuldades com apostas online, procure ajuda. O atendimento pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital , de forma gratuita e com total sigilo. Cuidar da saúde mental é cuidar da vida, da família e do futuro.