Vale divulga resultados

10 de fevereiro de 2022

Trabalhadores fazem produção aumentar

A empresa Vale S/A divulgou ontem (20) o seu relatório de produção e vendas relativo ao segundo trimestre de 2021. Na publicação, a empresa informa que completou mais um trimestre de aumento da produção de minério de ferro, produziu 75,7 milhões de toneladas de minério de ferro – cerca de 11% maior - e atingiu a capacidade atual de 330 milhões de toneladas/ano, que, se sustentada, poderá permitir uma produção média de um milhão de tonelada/dia ainda no segundo semestre, devido à “sazonalidade favorável das condições climáticas do período”. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, destacou a produtividade das minas vizinhas, como Brucutu, Timbopeba e Alegria, mas deu ênfase à Itabira pela “virada de jogo” dos trabalhadores: “No primeiro trimestre a produção não foi tão satisfatória, houve menor produtividade pois nosso complexo operou com soluções temporárias de disposição de rejeitos. Já agora tivemos a reavaliação destas soluções de gerenciamento de rejeitos, trazendo maior produção.” O presidente lembra que a responsabilidade da empresa em assegurar a disposição dos rejeitos é de vital importância: “A empresa tem de garantir aos trabalhadores as condições ideais de produzir o que se espera. Mais produção, mais rejeito e onde colocar estes rejeitos? A paralisação da barragem de Itabiruçu, por exemplo, causou a diminuição da produção, sem culpa nenhuma dos funcionários. Temos mão de obra qualificada, temos minas que favorecem, temos a força especializada na extração do minério e cabe a empresa dar as condições necessárias para produzirmos o que é exigido. As minas de Conceição, Cauê e Periquito tiveram um destaque especial no relatório, já que a empresa considerou o “sólido desempenho do sistema sudeste”, contribuindo para a elevada produção.


Números


Em comparação ao primeiro trimestre, os trabalhadores da empresa em Itabira aumentaram em 27% a produção, ou seja, mais de dois milhões de toneladas. Comparado ao segundo trimestre de 2020, a produção foi ainda maior, chegando a 35,9%, o que ajudou a elevar o primeiro semestre em 14% comparado em igual período do ano passado. “Uma vitória do trabalhador pela gana, pela força do seu braço que repercute na empresa. Não saímos da pandemia, trabalhadores da empresa morreram desta terrível doença (Covid-19), mas ainda assim, este pessoal seguiu de cabeça erguida, focado na produção.”


PLR

André disse que o relatório "apenas confirma o já conhecido por este sindicato: a força da mão de obra de Itabira. Eles cumprem fielmente a meta a ser alcançada, a produção programada. Agora esperamos o relatório financeiro da empresa que será divulgado dia 28 de julho, para confirmar mais uma vez a produção perfeita dos nossos operários”. O presidente aguarda uma Participação nos Lucros e Resultados – PLR honesta e justa, já que “a empresa demonstrou que tem totais condições” de apresentar este benefício aos seus funcionários. 


21/07/21

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026