Metabase critica pontos da reforma tributária.

10 de fevereiro de 2022

Vale Alimentação e Fundos de Pensão correm risco.

Metabase critica pontos da reforma tributária.

Vale Alimentação e Fundos de Pensão correm risco.


O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira vê com preocupação alguns pontos do projeto de reforma tributária proposta pelo governo federal em trâmite no Congresso Nacional. De acordo com ele, os trabalhadores poderão ser afetados de forma negativa, inclusive aposentados e pensionistas. No caso dos trabalhadores, entre os pontos da reforma tributária ela traz o encerramento da isenção para as empresas que custeiam os benefícios do Vale Refeição/Alimentação para seus funcionários. Desse modo, o trabalhador poderá ficar sem ajuda de custo na alimentação. “Esse abono concedido às empresas facilita o benefício do cartão alimentação e refeição já que garante que as empresas tenham descontos na declaração do Imposto de renda, contribuindo para que os tributos fiquem mais em conta. Sabemos que estes vales não são obrigatórios, ou seja, o empregador dá este benefício por sua livre vontade como uma espécie de incentivo aos funcionários. Se o incentivo para o custeio realmente for encerrado, com certeza o empregador irá cortar os vales, trazendo um enorme prejuízo, pois muitos funcionários complementam sua renda com o cartão, já que ele pode ser utilizado para compras em supermercado, neste caso, o cartão alimentação.” O presidente do Metabase disse que tomou conhecimento da “garantia” do deputado Celso Sabino, relator da proposta do Imposto de Renda de que o Vale Refeição/Alimentação será preservado, ou seja, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT, ao qual os Vales Refeição/Alimentação fazem parte não serão encerrados. “É ver para crer”, disse ressabiado o sindicalista.


Fundos de Pensão.

Uma outra preocupação do presidente do Metabase Itabira é a isenção de Imposto de Renda das entidades de previdência fechada e aberta, os conhecidos fundos de pensão. De acordo com o artigo 43 do projeto (PL 2337/21), os rendimentos de aplicações de renda fixa e variável, auferidos por qualquer beneficiário, inclusive por pessoa jurídica isenta, ficarão sujeitos à incidência do Imposto de Renda, o que pode trazer sérios prejuízos, já que a proposta tira a possibilidade de investimentos financeiros pelo Fundos. “Não concordo com a possibilidade de taxação da rentabilidade dos Fundos de Pensão. Os trabalhadores fazem um sacrifício tremendo para economizar durante sua vida laboral e poderem ter uma aposentadoria melhor. Temos de manter esta isenção tributária, ela é uma colaboração muito grande para a poupança a longo prazo.” Recentemente a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP recentemente realizou uma reunião de emergência para avaliar os impactos que os fundos terão. Em nota, a entidade disse que “afetarão a rentabilidade dos planos previdenciários e, consequentemente, reduzirão os benefícios a serem pagos no futuro aos aposentados, além de originarem possíveis déficits que merecerão aportes adicionais de patrocinadores e trabalhadores. Com isso o País poupará menos, com impacto não apenas sobre a renda futura de quem vai se aposentar, mas também sobre a vitalidade da economia no presente”.


André Viana disse que é chegado o momento de o povo fiscalizar: “É necessário que as pessoas cobrem de seus deputados os resultados que queremos. Não podemos aceitar que empurrem goela abaixo da gente aquilo que eles acham ser o certo. Cortes nos benefícios dos trabalhadores e piora na aposentadoria futura são inaceitáveis. “É preciso sim, ficarmos atentos.” finalizou André Viana.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026