METABASE NEGOCIA ACORDOS PARA TRABALHADORES

Tonny Morais • 2 de novembro de 2023

Proposta Anglo rejeitada e clima esquenta em reunião com a  Vale.

O Sindicato Metabase de Itabira e Região continua em negociação com as principais mineradoras do Brasil, já que a data-base destas empresas vence entre os meses de setembro e novembro. Nesta manhã aconteceu mais uma rodada de negociações, desta vez com a empresa Anglo American, sediada em Conceição do Mato Dentro, distante 170 quilômetros. O Metabase chegou a suspender as negociações com a empresa já que de acordo com o presidente André Viana “Pato Roco”, ela não estava dando o devido respeito às solicitações dos trabalhadores. “A volta da negociação foi depois da garantia que iríamos discutir com detalhes as solicitações que recebemos da classe. Apresentaram uma proposta que rejeitamos, já que ainda não atende nosso desejo”, disse “Pato Roco”.
Principais propostas:
Reajuste salarial em 3,5%; abono de R$1.200; reajuste cartão alimentação em 4,06% - R$885; reajuste no piso salarial em 3,8% - R$2.189. “Sabemos que podemos avançar mais, bem mais, por isso essa proposta, apesar de pequenos avanços, pode crescer ainda mais e vãos atrás disso”, salientou o presidente.

 

Negociações com a Vale têm clima tenso.

 

Ao final da tarde o clima esquentou no auditório do Sindicato Metabase. A proposta da empresa Vale em transferir para a modalidade Enfermaria o plano de saúde dos trabalhadores exaltou os ânimos dos diretores e eles chegaram a levantarem da mesa de negociações demonstrando forte indignação com a empresa. “Em cinco anos e cinco acordos coletivos como presidente desta instituição, junto aos diretores, nunca negociamos nenhum retrocesso nos direitos e benefícios já adquiridos. Estamos dispostos, juntos com a categoria, ir até às últimas consequências, caso a empresa insista neste retrocesso absurdo. Não negociamos com o atraso e retrocesso. Proteger o conquistado e avançar em novas conquistas, isso é o que faremos”, disse o presidente André Viana, que completou: “O Sindicato Metabase de Itabira e Região e sua diretoria exigiu da vale a manutenção integral da proposta com possibilidade de abandono irreversível da mesa e inclusive judicialização das negociações. Insisto: não negociamos com retrocesso; diante da posição firme e disposição de luta, inclusive da paralisação por parte dos trabalhadores, a empresa solicitou uma outra reunião para apresentar nova proposta”. Dia 13 de novembro, sindicato e empresa voltam à mesa de negociações. “Esperamos que a vale retorne com o respeito que os guerreiros e guerreiras merecem. A resistência vai continuar, a luta vai continuar, a coragem vai aumentar. Disse “Pato Roco”


Com lucros no 3º trimestre de R$13,8 bilhões, Vale alega dificuldades

A empresa alegou dificuldades graças aos sucessivos aumentos nas áreas de saúde privada, que consequentemente reflete no plano de saúde (AMS) que a empresa oferece aos seus funcionários. A Participação nos Lucros e Resultados foi outro ponto destacado pela empresa, já que o “gatilho” serve como base para se atingir a nota global do Fator Vale (os trabalhadores precisam atingir as metas determinadas pela empresa). De acordo com a Vale, os trabalhadores atingem com frequência essa meta, com valor máximo, e ela alega “ter uma frouxidão neste atingimento”, facilitando se chegar à meta determinada. Outra alegação da mineradora é o constante aumento do custeio com os empregados. A empresa diz que a cada ano estas despesas em manutenção com pessoal cresce, dificultando ainda mais o processo financeiro. Por último, afirmam que têm sofrem uma desvantagem financeira frente a muitas empresas com relação ao pagamento da insalubridade, já que, na maioria dos casos, as empresas pagam uma porcentagem baseado no salário mínimo e na Vale, é pago baseado em seu piso salarial, que é maior do que o salário mínimo vigente (o pagamento varia de 10% à 40% dependendo do grau de insalubridade).


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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026