Acordo Coletivo do Trabalho

10 de fevereiro de 2022

Metabase inicia discussões com empresas

O Sindicato Metabase Itabira iniciou nesta semana as discussões para o acordo coletivo de trabalho com as empresas Vale, Anglo American, Belmont e Bemisa. Essas empresas são responsáveis pelo emprego de 6.000 itabiranos diretos. De acordo com André Viana, presidente da instituição, este período é considerado pelos trabalhadores como o mais importante do ano: “É justamente neste momento que iniciamos as discussões de melhorias salariais, planos de saúde, valores do cartão alimentação etc.” O presidente diz que os trabalhadores esperam com ansiedade este momento, devido a expectativa dos ganhos em seus benefícios, principalmente nos salários: “Também é um momento em que a empresa demonstra o quão ela valoriza seus funcionários. É o tempo de demonstrar que existe uma reciprocidade, já que muitas vezes o suor e até o sangue dos trabalhadores não são reconhecidos pelos patrões”. André Viana diz que devido a pandemia, as empresas iniciam as desculpas de queda na produtividade, baixa lucratividade e posteriormente impossibilidade de reajustes salariais, ou qualquer tipo de melhoria ou oferecer novos benefícios. Ainda de acordo com ele “essa ladainha já é conhecida”. Com experiência na área sindical, o vereador e sindicalista defende acordos coletivos vantajosos para os trabalhadores: “É necessário lembrar que mesmo em tempos de pandemia, nenhuma mineradora parou de produzir, nenhuma empresa parou de vender seus commodities, pelo contrário. Como exemplo temos a Vale que recentemente anunciou Vale anunciou iniciativas para atingir produção de 400 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e reduzir dívidas e há estimativas de que a companhia poderá pagar dividendos equivalentes a cerca de 8% ao ano, para o período 2021/2025”. Disse o presidente.


INOVAÇÃO


O presidente anunciou recentemente que a instituição segue com o “plano democrático” de participação dos trabalhadores nas ações da empresa: “Ano passado resolvemos ouvir ainda mais os funcionários das empresas. Por meio de sugestões colhidas nas minas, pautamos a nossa sugestão para o acordo coletivo daquela época, ou seja, oferecemos opções e eles depositavam em urnas suas preferências. Hoje, usamos a tecnologia em nosso favor. Os trabalhadores recebem um link em seus celulares, assim, eles podem votar nos itens mais importantes e enviem suas sugestões. Estamos recebendo de todos os trabalhadores e desta forma, apresentaremos uma pauta mais robusta, com as reivindicações vindas diretamente das minas. Essa ação gera conforto, rapidez e acima de tudo segurança, afinal, as mensagens que recebemos são impossíveis de identificar o emissor, sigilo total”. Finalizou o presidente.


Postado em 1º/10/2020

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026