Metabase recebe sugestões de trabalhadores.

10 de fevereiro de 2022

Discussões com Anglo American já acontecem

Metabase recebe sugestões de trabalhadores. Discussões com Anglo American já acontecem.


Seguindo a agenda de acordos coletivos, o Metabase Itabira participou de mais uma rodada de negociações com representantes da empresa Anglo American, com sede na cidade de Conceição do Mato Dentro empregando mais de 800 funcionários itabiranos, incluído as empresas contratadas (terceirizadas). Considerado como “o momento mais importante do ano para os trabalhadores” o presidente André Viana disse que este ano as reuniões serão mais “robustas” já que conta com o apoio dos trabalhadores nas sugestões de pauta: “Fizemos um intenso trabalho para captar opiniões dos trabalhadores da empresa. Mais de 400 participaram opinando, criticando e principalmente apontando as falhas na empresa, que geram desconforto, principalmente nas minas. Recebemos cerca de 800 sugestões para montarmos a nossa pauta, por isso digo que estamos abastecidos de informações”. O presidente afirma que o que está sendo apresentado aos representantes da empresa é a voz das minas da Anglo American: “São os anseios e desejos daquela classe trabalhadora. São pedidos que devem ser ouvidos pela empresa, já que ela diz prezar pelos seus funcionários”. Entre as sugestões, André ressalta algumas: “Apesar de não estar nas primeiras colocações em importância nas sugestões, a previdência privada terá que ser discutida. Queira ou não, é um investimento a longo prazo que trará benefícios quando o trabalhador se aposentar. A empresa sabe que pode fomentar a sua contribuição junto à instituição contratada (Fundambras) e trazer mais renda para seus funcionários na aposentadoria, isso é pensar no futuro, não apenas deles, mas de suas famílias”. O reembolso educacional também não foi um tema de muita relevância entre os trabalhadores, mas André justifica: “Acredito que por ser pouco eficiente, o trabalhador não o considera tanto, o que é uma pena. Se a empresa fornecesse um trabalho mais eficaz, não pensando apenas no financeiro, iria atrair o interesse dos funcionários. Por que não bolsas de estudo em faculdades de expressão? Por que não intercâmbio educacionais com outros países? A empresa tem sua sede principal na Inglaterra, país reconhecido pela excelência em educação, já pensou convênios com grandes universidades para os filhos dos trabalhadores? Universidades como Oxford, Cambridge ou Imperial College são inglesas e consideradas as melhores do mundo. Estou sonhando alto? Não sei, mas seria uma prova de que a empresa pensa em seus funcionários”. O presidente André Viana disse que o cartão alimentação e o reajuste salarial ainda são as pautas mais importantes para os trabalhadores e que está em estudo a proposta para estes temas econômicos: “A empresa na última reunião alegou dificuldades financeiras alegando que sua produção diminuiu diante dos efeitos causados pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Ela ofereceu vergonhosos 2,5%, o que obviamente recusamos durante a reunião. Esse valor chegar a ser uma afronta aos guerreiros e guerreiras que estão nas minas expostos ao vírus que ela alega ter inibido os lucros. Sabemos que todo ano há uma desculpa quando se toca no assunto aumento salarial, mas estamos atentos e as próximas reuniões vão abrir horizontes, tenho certeza”, finalizou o sindicalista.


Panfletagem


Ontem (07) e hoje, diretores estão realizando ações de conscientização da importância da participação dos funcionários no acordo coletivo. Os cerca de 1300 funcionários estão recebendo os boletins confeccionados pelo sindicato com informações sobre as atuais e futuras ações do sindicato. Flávio Carmo, um dos diretores presentes na ação em Conceição do Mato Dentro destaca: “É importante estarmos aqui. Apesar da possibilidade de enviarmos esse boletim por aplicativos em celulares ou e-mails, este contato, olho no olho, é essencial para marcarmos território e mostramos à classe que representamos que estamos aqui, ao lado deles, para o que der e vier”.


Postado em 13/10/20

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Por Comunicação Metabase 23 de maio de 2026
APÓS MOBILIZAÇÃO DO SINDMON-METAL COM APOIO DO METABASE ITABIRA, ARCELOR MITTAL PEDE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TURNO! A força da união dos trabalhadores voltou a fazer história em João Monlevade. Após a grande mobilização promovida pelo movimento sindical, com participação ativa e apoio firme do Sindicato Metabase de Itabira e Região, a ArcelorMittal recuou e pediu a reabertura das negociações sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade. O movimento, marcado pela união, organização e demonstração de força da classe trabalhadora, reuniu diversas entidades sindicais da região e do estado, na manhã da última quinta-feira (21) reforçando a luta dos 684 homens e mulheres que atuam diretamente no regime de turno da empresa e reivindicam uma jornada mais humana, digna e alinhada ao modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, esteve presente ao lado da diretoria da entidade para fortalecer o ato e cobrar da empresa respeito aos trabalhadores.  “Os trabalhadores querem um turno digno. Das quatro unidades da empresa no Brasil, três já adotam o modelo quatro por quatro. Aqui em João Monlevade, a empresa insiste em impor o seis por dois sem diálogo. O trabalhador precisa de qualidade de vida, precisa descansar, estudar, conviver com a família, praticar sua fé, ter lazer. Ninguém vive para trabalhar. As pessoas trabalham para viver e querem viver com dignidade” , destacou André Viana durante a mobilização. Viana também reforçou o apoio incondicional do Metabase à luta dos metalúrgicos de João Monlevade: “O Metabase e toda a categoria dos mineradores declaram total apoio aos metalúrgicos da ArcelorMittal nessa batalha por uma jornada justa. Estamos juntos nessa caminhada por dignidade e respeito aos trabalhadores.” O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Flávio Paiva, enalteceu a presença de André Viana que é hoje uma das maiores lideranças da região, com grande capacidade de articulação. Flávio também ressaltou a dimensão da mobilização construída pelo movimento sindical: “Estamos aqui com a CUT Regional Vale do Aço, Federação Estadual dos Metalúrgicos, Metabase Itabira, companheiros de Timóteo, sindicatos dos servidores públicos e diversas entidades parceiras. Isso aqui é uma mobilização pacífica, mas extremamente forte. É a demonstração clara de que os trabalhadores estão unidos e não aceitarão retrocessos.” Após a manifestação realizada nesta quinta-feira (21/05), a ArcelorMittal recuou e pediu ao sindicato a retomada das negociações em reunião marcada para o próximo dia 26 de maio. O Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade destacou que a reabertura das negociações representa um importante avanço conquistado através da mobilização da categoria, reforçando que o diálogo sempre será o melhor caminho para a construção de soluções equilibradas e justas. Entretanto, a entidade sindical também deixou claro que a retomada das conversas não altera a convocação da assembleia que irá deliberar sobre o estado de greve e sobre o legítimo direito constitucional de mobilização dos trabalhadores. A categoria já demonstrou, de maneira democrática e massiva, sua insatisfação com a postura adotada pela empresa até aqui. Por isso, os trabalhadores seguem exigindo avanços concretos que atendam efetivamente ao pleito da categoria. O movimento sindical permanece unido, vigilante e preparado para ampliar as ações caso não haja avanços reais nas negociações, sempre dentro da legalidade, da responsabilidade e da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A luta continua. E a união da classe trabalhadora mais uma vez prova que quando os sindicatos caminham juntos, a voz do trabalhador ecoa mais forte.
Por Midia Metabase 21 de maio de 2026
METABASE ITABIRA PRESENTE APOIANDO A PARALIZAÇÃO EM PROL DOS METALÚRGICOS DA ARCELORMITTAL O Sindicato Metabase de Itabira e Região está presente, na manhã desta quinta-feira, apoiado a mobilização do Sindmon-Metal, que representa os trabalhadores da ArcelorMittal, em João Monlevade. A paralisação pacífica realizada nas portarias da empresa reforça a luta dos metalúrgicos por mais respeito, dignidade e melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações da categoria está a implantação de uma escala mais humana, modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no país, além da melhoria das condições de trabalho dentro da empresa. A empresa adota melhores escalas em outras unidades no Brasil, exceto em João Monlevade. Os trabalhadores defendem jornadas mais justas, qualidade de vida e o respeito à vontade da categoria, reafirmando a necessidade de avanços nas relações de trabalho. O movimento demonstra a união, a força e o compromisso das entidades sindicais na defesa dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos da região, com a presença de vários sindicatos da região e da CUT Vale do Aço.
Por Comunicação Metabase 15 de maio de 2026