SINDICATO METABASE DE ITABIRA CONQUISTA MAIOR PLR DA HISTÓRIA DA ANGLO AMERICAN

Comunicação Metabase • 24 de fevereiro de 2025

SINDICATO METABASE DE ITABIRA CONQUISTA MAIOR PLR DA HISTÓRIA DA ANGLO AMERICAN

A Anglo American, em Conceição do Mato Dentro, e o Sindicato Metabase anunciaram com orgulho a conquista de uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) histórica para os trabalhadores da Anglo American, empresa de mineração presente na região de Conceição do Mato Dentro. O pagamento, que será realizado no próximo dia 27 de março, corresponderá a 4,14 salários, o maior valor já pago na história da empresa.


Esta vitória é fruto da primeira negociação direta entre o Sindicato Metabase e a Anglo American para definição da PLR, uma importante conquista que retorna ao sindicato após anos em que uma comissão paritária entre a empresa e os trabalhadores discutia as condições de pagamento. "Resgatamos a negociação da PLR com a empresa, e o resultado é um pagamento recorde para os nossos trabalhadores, que será um grande benefício para suas famílias e comunidades", destacou André Viana Pato Roco, presidente do Sindicato Metabase de Itabira.


A negociação coletiva liderada pelo sindicato não só trouxe uma evolução no valor da PLR, mas também refletiu o compromisso do Metabase em assegurar condições justas para os trabalhadores da região. A última PLR negociada por uma comissão paritária foi de 3,06 salários, e agora, com o retorno das negociações coletivas com o sindicato, a empresa pagará 4,14 salários, mostrando um avanço significativo nas conquistas dos trabalhadores.


Além da PLR, a Anglo American também já havia realizado aportes em janeiro, como o prêmio de segurança, e anunciou o pagamento de 0,15 salários nesta folha de pagamento, reforçando os benefícios aos empregados.

"Este é um momento importante para todos nós, trabalhadores e trabalhadoras da região. A PLR de 4,14 salários é uma grande conquista, resultado da luta constante e das negociações coletivas que o Metabase tem conduzido com excelência. E, claro, não vamos parar por aqui: nossa luta continua para garantir ainda mais benefícios no próximo ciclo", afirmou André Viana.



Sobre o Sindicato Metabase de Itabira


O Sindicato Metabase de Itabira representa mais de 20 mil trabalhadores e aposentados da mineração, incluindo cidades como Itabira, Conceição do Mato Dentro, Antônio Dias, Guanhães, Sabinópolis e várias outras da região. O sindicato tem sido um pilar na defesa dos direitos dos trabalhadores, conquistando benefícios importantes e oferecendo apoio constante nas lutas por melhores condições de trabalho.


O Metabase de Itabira tem se destacado como um dos principais sindicatos de Minas Gerais, representando milhares de trabalhadores no estado, com uma trajetória de sucesso nas negociações que garantem melhores condições de trabalho e benefícios para a classe trabalhadora. O sindicato continua comprometido em defender os direitos dos trabalhadores e avançar nas conquistas conquistadas com muita luta e união.



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Presidente do Metabase destaca modernidade da nova planta 100% digitalizada da Vale, mas ressalta que inovação só se consolida com investimento contínuo em capacitação e respeito ao trabalhador. Na apresentação à imprensa da Usina Modelo Conceição II, em Itabira, nesta quarta-feira (10), o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e da Região, André Viana Madeira, afirmou que a cidade que viu nascer a Vale há 84 anos agora testemunha o futuro da mineração. A nova usina modelo Conceição II é a primeira no país a operar de forma totalmente automatizada, integrando automação, inteligência artificial e análise de dados. Com capacidade de 11,2 milhões de toneladas por ano, o investimento foi de R$ 200 milhões. Para André Viana, a modernidade da nova planta é um avanço importante, mas deve acontecer acompanhada de respeito ao trabalhador e preservação dos empregos em novos postos de trabalho, como de fato está ocorrendo com diálogo e entendimento com a mineradora. “É o futuro da mineração acontecendo aqui agora, em Itabira, berço da Vale que continua apresentando inovações tecnológicas e avançando nesse novo modelo de mineração circular e sustentável”, disse. Itabira conectada às mudanças globais André Viana ressaltou ainda que a inovação não significa exclusão de trabalhadores, mas sim adaptação e qualificação.  “A empresa está inovando sem perder a essência e também preservando os postos de trabalho. A ampla maioria das pessoas que estão operando remotamente hoje são aquelas que antes trabalhavam manualmente. Foram treinadas para isso. Melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a saúde e a segurança”, disse. Ele lembrou que a tecnologia não pede licença e exige adaptação: “Ou você se adapta ou está fora. Precisamos estar preparados para os tempos que virão”, recomenda. O sindicalista também chamou atenção para o papel de Itabira no cenário internacional, lembrando que a cidade foi pioneira na concentração de itabiritos na década de 1970, com a usina Cauê, que também será modernizada, e no aproveitamento do itabirito compacto, antes considerado rejeito. Para ele, esse histórico de inovação agora se conectar às novas demandas globais. “Itabira não poderia ficar fora da roda do futuro, como sempre esteve atenta. Mas não é só a usina que tem que passar por esse processo de inovação. A ferrovia tem que passar, o porto tem que passar. Isso não é uma questão de escolha, é de sobrevivência”, afirmou. Viana citou exemplos de países que avançam em minerais críticos, investindo na produção de insumos estratégicos para baterias, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono – e que estão na linha de frente da transição energética. “O Brasil precisa também avançar nesse segmento, porque o mundo está mudando rápido e não podemos ficar para trás”, completou. Três grandes notícias para Itabira Ao falar sobre os avanços recentes, André Viana destacou três notícias que considera fundamentais para o município em 2026: a anuência para o reúso de rejeitos, o aumento da vida útil das reservas minerais da Vale em Itabira e a inauguração da Usina Modelo Conceição II. Segundo ele, são conquistas importantes, mas que dependem de investimentos contínuos e de cautela. “É um salto significativo. Essa usina veio para ajudar a beneficiar o itabirito, e agora Itabira está estartando um projeto que será disseminado para outras unidades da Vale”, disse, reforçando que o progresso corporativo precisa se transformar também em progresso social e trabalhista. Tecnologia e segurança na operação Para o diretor de Operações do Complexo de Itabira, Diogo Monteiro, os ganhos da modernização já são evidentes. “É mais segurança, eficiência, bem adaptado para todos os casos que a gente tem. Conseguimos tomar decisões em tempo real, com menor intervenção humana, deixando os dados trabalharem e corrigirem”, afirmou. Segundo ele, toda a equipe, que antes operava a produção presencialmente, foi capacitada para atuar no novo modelo. “O time que estava no dia a dia agora trabalha na sala remota, com mais segurança e conforto. A Usina Modelo é um exemplo claro de uma empresa mais segura, mais eficiente e mais sustentável.” Ele contou que em menos de dois anos de projeto piloto, a usina aumentou a produtividade em 25%, atingindo sua capacidade nominal de 11,2 milhões de toneladas. “Houve crescimento de 40% nos produtos premium, como o pellet feed de redução direta, estratégico para a descarbonização da siderurgia. A modernização reduziu em 26% o teor de ferro nos rejeitos e ampliou o reaproveitamento de recursos naturais, com 92% da água utilizada sendo recirculada”, acentuou. Formação da força de trabalho do futuro Todos os 122 operadores, instrumentistas e líderes da usina foram capacitados, somando mais de 2.800 horas de treinamento. A Vale utilizou simuladores e realidade virtual para preparar os empregados. A implantação do novo modelo digitalizado contou com a parceria da ABB, referência global em automação e eletrificação. É assim que o programa Usina Modelo posiciona a Vale na vanguarda da mineração global, incorporando tecnologias de automação, eletrificação e digitalização, integrando todo o processo por meio da sala de controle. Satisfeito por conhecer e acompanhar o novo padrão de operação industrial no Brasil, implantado pioneiramente em Itabira, André Viana disse que é hora de celebrar esse momento com humildade e cautela. “Queremos que o avanço corporativo se transforme também em progresso para aqueles que fazem esta empresa ser a gigante global que nasceu em Itabira para se tornar uma das maiores mineradoras do mundo”, é o que espera o presidente do Metabase.