SINDICATO METABASE SUBMETERÁ À APRECIAÇÃO CONTRA-PROPOSTA DA ANGLO AOS TRABALHADORES.

Agencia Vista • 28 de janeiro de 2022

Assembleia está marcada para 31 de outubro – trabalham na empresa cerca de 500 itabiranos.

Com a presença de toda a diretoria executiva, o Sindicato Metabase realizou mais uma rodada de negociação com a empresa Anglo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho para 2019 nesta segunda-feira (22). Há dias a diretoria do Metabase está se reunindo com a empresa em Itabira e Belo Horizonte. De acordo com o vice-presidente Carlos Estevam “Cacá”, “o fato de a empresa estar com suas atividades paralisadas dificultou as negociações, principalmente sobre a PLR” - a empresa paralisou suas atividades em 29 de março quando um segundo vazamento aconteceu na extensão do mineroduto que passa pelo município de Santo Antônio do Grama.


André Viana, presidente do sindicato disse: “conseguimos aumentar os valores de todos os benefícios apresentados na primeira proposta, como por exemplo o abono único e extraordinário que era inicialmente R$2.200,00 e elevamos para R$2.500,00.”


As propostas serão apresentadas em assembleia para a categoria em 31 de outubro em Conceição do Mato Dentro. Estima-se que cerca de 500 itabiranos trabalham na empresa. Veja como ficaram as negociações entre Metabase e Anglo:


•     Reajuste do Piso Salarial: R$1.627,89 (3,64%)


•     Reajuste do Vale Alimentação: R$600,00 (5,26%)


•     Reajuste do Vale Refeição: R$774,78 (5%)


•     Reajuste do Auxílio Creche/Babá: R$776,40 (5%)


•     Criação de horário especial: das16 hs à 1 hora.


•     Abono Único e Extraordinário: R$2.500,00 – (10 dias depois de assinar o ACT)


•     Abono Único e Especial: R$3.000,00 ou o valor de um salário base do trabalhador, pago em Janeiro/2019. (neste caso aplica-se o que for maior).


•     Férias: 3 períodos – de acordo com a legislação atual.


•     Incorporação do adicional de turno (valor de 20% ao salário)


•     Incorporação no salário dos 15 minutos atuais horas in itinere (cláusula do atual acordo)


•     Extensão da desobrigação aos cargos de nível superior e confiança em não bater ponto


André Viana disse que os trabalhadores decidirão sempre: “A palavra final e o direcionamento do Sindicato pertence aos trabalhadores, cabe a eles decidirem sempre!!” Finalizou.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026