Trabalhadores da Belmont Canaã fecham acordo

10 de fevereiro de 2022

9% reajuste salarial; 12% no cartão alimentação dentre outros

O Sindicato Metabase de Itabira e Região iniciou em setembro uma série de acordos de trabalho com as principais empresas mineradoras do Brasil com sedes em nossa região. Estes acordos envolvem cerca de 10.000 trabalhadores e afetam a economia regional, uma vez que pode aumentar em até dois milhões de reais/mês a injeção de receitas. Entre as empresas, estão Belmont e Mineração Canaã, ambas com sede no município. Em uma negociação considerada amena no ano passado devido a pandemia, o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana subiu o tom nas reuniões para discutirem a pauta de reivindicações. “Por meio de pesquisas descobrimos que o reajuste salarial era a grande vontade daqueles trabalhadores, já que a inflação está projetada em mais de 8% para 2021.A alta dos alimentos é uma preocupação dos pais de família e foi assim que focamos nossos esforços”, disse o presidente. As empresas inicialmente ofereceram um reajuste salarial de 4%, menos da metade da inflação projetada. Sequer apresentamos aos funcionários, rejeitamos de imediato. Ao final das várias rodadas de negociação, o sindicato já tinha alcançado 9%, ou seja, mais que o dobro da primeira proposta e além da inflação prevista; reajuste com ganho real: “Fruto de muito negociação, esforço e manejo”, disse o sindicalista. André afirma que não é o suficiente, já que os trabalhadores conseguiram manter a produção, mesmo com o afastamento de 50 trabalhadores no ano passado. Ele acredita que deveriam ser mais valorizados. “Mas colocamos para análise em assembleia”, disse. André Viana ressalta ainda que o reajuste no cartão alimentação em 12% (aumentou para R$210,00) e o cartão de natal (R$300,00) foram bem recebidos pelos trabalhadores: “Reajuste do cartão alimentação também acima da meta da inflação e um valor considerável para uma boa ceia de natal, já que antes era praticamente uma cesta básica, fizeram a proposta ter uma alta aprovação”. O presidente do Metabase disse que manterá as discussões do plano de valorização dos trabalhadores das empresas e retomará as discussões de participação nos lucros e resultados (PLR) para a classe: “Passamos por mais uma etapa, continuaremos a luta, sempre”.


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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026