Trabalhadores da Vale aprovam turno de 12 horas

10 de fevereiro de 2022

Caráter experimental de 3 meses

Trabalhadores da Vale aprovam turno de 12 horas em caráter experimental de 3 meses.



O sindicato Metabase Itabira realizou na noite desta segunda-feira (21) a apuração dos votos realizados por 898 trabalhadores, dos 1050 aptos a votarem, do turno da empresa Vale S/A. As assembleias que iniciaram ainda na madrugada do sábado passado (18) foram para apreciação e votação da proposta da empresa para o Acordo Coletivo Regional Específico do turno fixo de trabalho de 12 (onze) horas. A empresa reapresentou a proposta para mudança de turno com as mesmas condições de mudança no horário da jornada de trabalho, aumentado das atuais seis para doze horas. A diferença é que o prazo para avaliação e teste dos trabalhadores reduziu de seis para três meses e com condições de uma PLR favorável àqueles que adotarem o novo turno. Em agosto o Metabase já havia feito assembleia para discutir o mesmo tema e 901 trabalhadores à época reprovaram com 472 votos. Desta vez foi diferente com a aprovação de 745 (82,96%) trabalhadores contra 149 (16,59%) e 4 (0,45%) brancos e nulos. André Viana, presidente da entidade comentou o resultado: “Estamos com o dever cumprido realizando esta assembleia. A empresa apresentou um tema atrelado a outro e polêmico. Foi aprovado um turno em caráter experimental de três meses, pois a proposta garante que após este tempo os trabalhadores façam uma análise e se quiserem voltar ao turno de seis horas, podem optar sem prejuízo algum na PLR. Cabe ao sindicato assinar o acordo provisório, acatando a decisão do trabalhador”. André informou que a implantação não é imediata, já que cabe estudos médicos, sobre sono, cansaço etc. “Os trabalhadores daqui a três meses retornaram às urnas para decidirem se permanecem no turno ou não. Assim, eles terão experimentado o horário e com condições ainda mais embasadas em confirmar ou não suas escolhas, já que poderão avaliar o cansaço e se compensa financeiramente”.


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O Metabase Itabira implantou um modelo para realização de assembleias que tem agradado aos trabalhadores e as empresas, pois evita-se o movimento e/ou aglomeração. Os trabalhadores ficam dentro dos ônibus, enquanto ouvem as explicações da proposta pelos diretores e funcionários por meio de sistema de som. A votação também obedeceu aos critérios de distanciamento entre as pessoas, uso de máscara e álcool em gel. A organização da assembleia contou com o apoio da empresa Vale e o planejamento acatou todos os protocolos dos principais órgãos de saúde, inclusive da Organização Mundial de Saúde – OMS, seguindo as normas de saúde e segurança, tendo em vista o momento pandêmico.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
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Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026