Assembleia Geral Extraordinária

Agencia Vista • 28 de janeiro de 2022

Saiba como foi a votação da proposta da PLR 2019

Mais uma vez os trabalhadores da Vale prestigiaram a assembleia promovida pelo Sindicato Metabase Itabira. Desta vez, a pauta foi o novo cálculo apresentado pela empresa em reunião com a direção do Metabase Itabira na terça-feira passada (15). André Viana, presidente do Metabase Itabira iniciou a reunião com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a oração do Pai Nosso, uma novidade realizada na primeira assembleia dirigida por ele em novembro (ACT 18/19), já que não era praxe na gestão anterior essa ação. De acordo com André, “é uma maneira de trazer civilidade, despertar o prazer no trabalhador de participar de um evento tão democrático, onde ele decide pelo voto, secreto, ações que irão interferir no seu futuro.” A proposta da mineradora em trocar o Fluxo de Caixa Operacional pelo Ebitda, lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização no cálculo a ser distribuído no programa, foi um dos temas que dominaram a reunião. De acordo com André, “a proposta da Vale substitui indicadores para proteger a PLR futura quanto a variações proporcionadas pelo aumento de impostos e tributos e também anula o efeito de aumento nos volumes de estoques de minério nos pátios. Mas há algo de estranho no ar pois a empresa afirma que o empregado “não tem nada a ganhar ou perder” que é “trocar seis por meia dúzia, oras, então, pra que mudar??? Mas tudo isso cabe ao trabalhador ter seu entendimento e votar”. A proposta da empresa em não pagar PLR ao empregado que estiver sob licença médica, excluindo as licenças maternidade e as acidentárias, também foi motivo de debates. André repetiu suas palavras em entrevistas anteriores: “... ninguém quer adoecer e nunca sabe quando acontecerá, não pagar a PLR compromete sua renda familiar. É injusto, mais injusto ainda é um trabalhador da Vale, do alto escalão, ganhar R$200 mil sem nunca ter dirigido um caminhão, ou ter o minério queimando em seus braços debaixo do sol durante horas. É injusto, é triste, é vergonhoso. No momento em que o trabalhador mais precisa de dinheiro para suprir as despesas por causa de sua doença, acamado, a empresa Vale, umas das mais ricas do mundo, corta a PLR deste trabalhador responsável pela riqueza dela. Quem entende isso?”


A cobrança da empresa do empréstimo de um salário do trabalhador em 2015 (não houve PLR naquele ano) em duas parcelas também foi criticado pelo sindicalista. O telão instalado no evento mostrava a capa de um jornal da cidade que em manchete mostrava a dívida de R$151 milhões da empresa com o município. Mostrava também a dívida da empresa (R$275 milhões) com a Previdência Social. “Quem deve, pode cobrar? Com que direito? Nunca pensei que chegaríamos ao cúmulo de pegar dinheiro com a empresa e ter que pagar arbitrariamente, de forma tão estúpida. Somos redescobridores sim Vale, estamos realmente vendo quem você é” bradou André Viana.


O teto máximo da PLR (sete salários) foi outro ponto de discórdia: “Porque a Vale limita literalmente nosso ganho por produtividade, mas não impõe um ganho mínimo?? Estaremos encaminhando um ofício à empresa solicitando agenda para discutirmos essa situação, queremos diálogo sim, queremos entendimento, queremos que nos convença da sua política em defesa do trabalhador. Essa atitude (teto mínimo da PLR) em conceder tal benefício irá demonstrar que ela está interessada em discutir verdadeiros benefícios aos trabalhadores” A palavra final coube a Carlos Estevam “Cacá”, vice-presidente da instituição, que em um discurso inflamado e emocionado lembrou dos seus 33 anos de Vale. Disse que a empresa tem tratado os trabalhadores de forma diferenciada e foi aplaudido quando citou Charles Chaplin, em sua atuação no filme “O Grande Ditador”: “Nãos sois máquinas, homens que sois”.


A assembleia, dividida em duas partes (manhã e tarde) teve como resultado final:


Votantes: 542


Sim: 322


Não: 185


Brancos: 4


Com este resultado os trabalhadores aprovaram a proposta de novo cálculo da PLR apresentada para empresa para este ano e que será paga em 2020.

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Por Comunicação Metabase 6 de julho de 2026
A escolha entre trabalhar com carteira assinada (CLT) ou como Pessoa Jurídica (PJ) é uma decisão que exige atenção. Cada modalidade possui características, direitos e responsabilidades diferentes, e compreender esses aspectos é fundamental para fazer uma escolha consciente. A principal diferença entre os dois modelos está na relação de trabalho. Enquanto a contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece vínculo empregatício e garante uma série de direitos previstos na legislação, a contratação como Pessoa Jurídica (PJ) configura uma relação comercial de prestação de serviços, sem os mesmos direitos trabalhistas. O que é o regime CLT? A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reúne as normas que regulam as relações entre empregadores e empregados no Brasil. Nesse modelo, o trabalhador possui carteira assinada e tem acesso a diversos direitos garantidos por lei, entre eles: 13º salário; Férias remuneradas com adicional de um terço; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Contribuição previdenciária ao INSS; Benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, licença-paternidade e pensão por morte. Além disso, a empresa é responsável pelo recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários. Como funciona a contratação PJ? No modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o profissional presta serviços por meio de uma empresa registrada em seu nome, sem vínculo empregatício com a contratante. Geralmente, a remuneração oferecida ao PJ é maior, justamente porque não há o pagamento dos direitos trabalhistas previstos na CLT. Em contrapartida, cabe ao próprio profissional administrar suas finanças e assumir despesas como: Pagamento de impostos e tributos; Contribuição ao INSS; Plano de saúde; Reserva financeira para férias; Planejamento da aposentadoria. Por isso, esse modelo exige maior organização financeira e planejamento de longo prazo. CLT ou PJ: qual vale mais a pena? Não existe uma resposta única para essa pergunta. A melhor opção depende do perfil profissional, da estabilidade desejada, da remuneração oferecida e da capacidade de administrar os próprios custos e benefícios. Quem busca maior segurança, proteção social e direitos trabalhistas costuma encontrar essas garantias no regime CLT. Já quem prioriza flexibilidade e possibilidade de uma remuneração líquida maior pode considerar a atuação como PJ, desde que esteja preparado para assumir as responsabilidades que acompanham esse modelo. Antes de aceitar uma proposta de trabalho, é importante avaliar não apenas o valor da remuneração, mas também todos os direitos, benefícios e custos envolvidos. Fazer essa comparação ajuda a evitar decisões que possam representar perdas financeiras ou de proteção social no futuro. Compare CLT com PJ na calculadora : https://www.nagringa.dev/calculadora-clt-vs-pj 
Por Comunicação Metabase 30 de junho de 2026
INSS reduz fila de benefícios pelo quarto mês consecutivo e promete mudanças permanentes no atendimento A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar queda e chegou a 1,9 milhão de requerimentos, o menor volume desde outubro de 2024. Este é o quarto mês consecutivo de redução, resultado que o governo atribui a medidas para acelerar a análise dos processos e reorganizar o funcionamento do instituto. Dos 1,9 milhão de pedidos em espera, aproximadamente 616 mil já ultrapassaram o prazo legal para análise. A meta anunciada pelo governo federal é eliminar, até o fim de setembro, todos os requerimentos que estão fora desse prazo. Em junho, o estoque de processos represados diminuiu em 267 mil pedidos. Embora o ritmo de redução tenha sido menor do que o registrado em maio, quando houve queda de 366 mil solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que a tendência é de continuidade na redução da fila. Segundo ela, os casos mais simples já foram solucionados, enquanto os processos restantes exigem análises mais detalhadas. A nova gestão do instituto afirma que o objetivo não é apenas reduzir a fila temporariamente, mas promover mudanças estruturais para garantir maior agilidade na concessão dos benefícios. Entre as ações estão a modernização dos sistemas, a reorganização dos fluxos internos de trabalho e a integração entre o INSS, o Ministério da Previdência e a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da Previdência Social. Outro foco da administração é melhorar a estabilidade dos sistemas utilizados por servidores e segurados. Nos últimos anos, falhas frequentes nas plataformas digitais prejudicaram o atendimento e atrasaram a análise de benefícios. De acordo com Ana Cristina Silveira, o acompanhamento da infraestrutura tecnológica passou a ser realizado semanalmente em conjunto com a Dataprev, buscando reduzir interrupções e realizar atualizações em horários de menor movimento. Além dos desafios tecnológicos, o INSS enfrenta uma significativa redução no número de servidores. O quadro funcional, que contava com cerca de 33,8 mil trabalhadores em 2018, caiu para aproximadamente 17,8 mil em 2026, principalmente em razão das aposentadorias ocorridas nos últimos anos. Para reforçar o atendimento, o instituto solicitou autorização para a contratação de mais 2 mil servidores por meio de concurso público em 2027, além dos 300 novos funcionários já nomeados neste ano. Caso o pedido seja aprovado, a prioridade será fortalecer o atendimento presencial nas agências, uma das principais demandas dos segurados. A presidente do INSS também rebateu críticas de que a redução da fila estaria sendo alcançada por meio do aumento no número de pedidos negados. Segundo ela, o instituto tem aumentado tanto a velocidade das análises quanto a quantidade de benefícios concedidos. Em março, foram implementados cerca de 890 mil novos benefícios, enquanto nos meses de abril e maio a média permaneceu acima de 700 mil concessões mensais.  A redução do tempo de espera para análise dos benefícios é uma reivindicação antiga de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Para o movimento sindical, além da modernização dos sistemas, a recomposição do quadro de servidores e o fortalecimento da estrutura de atendimento são fundamentais para garantir que os segurados tenham acesso aos seus direitos previdenciários dentro dos prazos estabelecidos em lei.
Por Comunicação Metabase 17 de junho de 2026
Na tarde do dia (17), o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, foi convidado a compor o Fórum Estadual de Emprego e Renda da FIEMG. Entenda a importância: O Fórum Estadual Emprego e Renda é um grupo de trabalho criado em 2022 pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Formado por entidades empresariais e centrais sindicais mineiras. O principal desafio enfrentado hoje é a dificuldade das indústrias em contratar mão de obra qualificada. O fórum busca soluções integradas entre governo, sociedade e trabalhadores. Os encontros debatem como os avanços da "nova indústria" impactam as relações trabalhistas e as novas exigências de formação profissional. O grupo atua na formulação de medidas para garantir a competitividade econômica e proteger a geração de empregos frente a desafios econômicos internacionais. Os membros do fórum realizam reuniões periódicas em polos tecnológicos e educacionais, como o CIT Senai, para alinhar demandas do setor produtivo com capacitação. Em sua fala, André Viana pontuou “Fortalecer a Indústria Mineira, valorizando de fato a mão de obra com oportunidades de qualificação é o único caminho possível para se enfrentar os enormes desafios e mudanças que o mundo está passando e passará nos próximos anos, Minas Gerais precisa de fato votar a crescer em todos os aspectos!