Expectativa é que PLR da Vale ultrapasse 6,5 salários em Itabira

Agencia Vista • 28 de janeiro de 2022

Pode alcançar o teto máximo de 7 salários em algumas áreas, afirma André Viana.

Expectativa é que PLR da Vale ultrapasse 6,5 salários em Itabira podendo inclusive alcançar o teto máximo de 7 salários em algumas áreas, afirma André Viana. 


Em reunião realizada na manhã de terça-feira (15), o presidente André Viana e diretores se reuniram com representantes da empresa Vale para discutirem a proposta para o Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do exercício 2019, que será paga em março de 2020. 


De acordo com André Viana, a proposta apresentada não muda a essência do cálculo do programa atual, pois mantém o teto de 7 salários. “Este é um dos compromissos assumidos pela nossa diretoria durante a campanha, ou seja, sempre cobrarmos ações concretas da Vale com relação aos valores da PLR”. 


Na reunião, chegou-se à conclusão que o resultado da PLR de 2018, (será paga em 1º de março), se manterá nos patamares do que foi pago em 2017 e deverá ser a melhor PLR paga no Brasil, acima dos 6,5 salários “graças aos esforços em quebrar recordes de produção dos trabalhadores daquela empresa”, salientou André Viana. 


Ainda segundo o presidente do Metabase, o sindicato já sinalizava desde o início de sua gestão que a manutenção da “saúde” do programa de PLR é uma de suas principais bandeiras, inclusive já vinha alertando: “Temos de ficar atentos com as Reformas, muitas pessoas estão preocupadas com (Reforma) da Previdência e possivelmente uma nova Reforma Trabalhista, e estão se esquecendo da Tributária. A questão tributária tem de ser protagonista nesta discussão, a Vale está construindo pátios de estocagem de minério, pra quê? Porquê? Minério estocado não gera dinheiro”. Apesar de causar estranheza o assunto, André Viana afirmou que após dois meses de reuniões, estudos e conversas com sua equipe, ele e sua diretoria chegaram a uma conclusão do futuro do mercado: “Risco de fim de subsídios de impostos, claramente afirmado pela nova equipe econômica do governo e uma mudança disfarçada na política do estoque de minérios da empresa” confirmou. De acordo com a análise do Metabase, estes dois itens poderão impactar a PLR no futuro. A partir disto, o sindicato entrou em contato com a direção da empresa e questionou quanto ao futuro da PLR. Além de manter o modelo de cálculo atual, a proposta substitui indicadores para proteger a PLR futura quanto a variações proporcionadas pelo aumento de impostos/tributos e também anula o efeito de aumento nos volumes de estoques de minério nos pátios da empresa. 


Ainda de acordo com André Viana, “o cálculo do resultado anual da Vale para efeito de PLR deixa de ser medido pelo fluxo de caixa operacional (FCO) e passa a ser medido pelo indicador conhecido pela quase totalidade das empresas de capital aberto (S.A.), o EBITDA (sigla em inglês para Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization. Em português, lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização” com ações negociadas em bolsa de valores”, como é o caso da Vale. “Claro que temos de ser vigilantes e não contar com a sorte, pois o mercado muda. Uma crise na China afeta todos atualmente” comentou Carlos Estevam "Cacá". 


Após longas discussões técnicas e embates, “a empresa apresentou uma proposta abaixo da expectativa do sindicato”, afirmou Bruno Gomes, Diretor de Imprensa e Comunicação, “uma vez que a Vale vem apresentando cada vez mais ao Mercado, robustos resultados operacionais e financeiros”. 


Outro ponto apresentado pela empresa na sua proposta foi de empregados que ficarem o ano todo em afastamento médico (excluindo as licenças maternidade e as acidentárias), deixarão de receber a PLR. “Cacá” disse que “isso é uma covardia com o trabalhador, já que ninguém quer adoecer e nunca sabe quando acontecerá, comprometendo sua renda familiar. Mas iremos discutir muito isso”. Finalizou. 


“O pensamento da direção do sindicato é que o fato do trabalhador estar doente no período produtivo ele merece receber uma parcela mínima a título de PLR, até mesmo para amenizar os gastos com medicamentos” resume André Viana. "Outro ponto negativo foi a decisão da empresa em descontar meio salário na PLR dos trabalhadores devido o “empréstimo” que a Vale fez em 2015 e acordado pela Gestão Sindical passada. Esse acordo absurdo será aplicado e não é culpa nossa, já que a gestão anterior acordou com a empresa o desconto neste ano, que inclusive garantiu que não haveria esse desconto e não podemos fazer absolutamente nada” disse o presidente.


Uma assembleia com os trabalhadores da Vale será brevemente anunciada para discussão e apreciação da proposta apresentada pela empresa.

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