Terceira rodada de negociação com a Vale

Agencia Vista • 28 de janeiro de 2022

Acordo Coletivo 2018/2019

A terceira rodada de negociações entre o Metabase Itabira e a Vale sobre o Acordo Coletivo dos trabalhadores terminou no final da tarde desta quarta-feira (21). A diretoria do Sindicato foi convidada para uma nova reunião depois que os diretores fizeram um movimento de repudio, paralisando por uma hora a entrada de 2000 trabalhadores, devido a falta de dialogo da empresa em querer discutir os “pontos conflitantes” da pauta. “Esse acordo vem se arrastando desde 25 de outubro quando ouvimos a proposta, que apresentou um reajuste de míseros 4,2%, o que resultaria em um ganho abaixo de 1%, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, beira os 4%” disse André Viana ao sair da reunião após 6 horas de discussão com representantes da Vale. O presidente do Metabase Itabira repetiu sua fala da primeira reunião: ”Como disse antes, eu sabia que não seria fácil, mas tinha esperança que a Vale fosse ao menos mais respeitosa, já que os trabalhadores estavam batendo recordes de produção e consequentemente, recordes nos lucros, mas infelizmente a empresa realmente demonstra que não está nem aí... pra ninguém”.


O vice-presidente Carlos Estevam “Cacá” disse que “... a Vale prega que o objetivo dela é um Acordo Coletivo que remunere e beneficie de forma justa os empregados, alinhado ao cenário do mercado, oras, o mercado pra Vale nunca esteve tão promissor, esta aí pra todo mundo ver, recordes de produção, recordes nos lucros. Se fosse realmente alinhado ao mercado, além do reajuste, teríamos um ganho real que atendesse as expectativas da categoria, responsáveis por todos os recordes e lucros dela”.


Na segunda rodada de negociações (6/11) a empresa subiu para 5% e causou indignação ainda maior entre os diretores. André Viana aumentou o tom do discurso e foi enfático ao dizer “vamos mostrar para que viemos”, o que resultou na paralisação dos trabalhadores. “Se não houver mais discussão apresentaremos em assembleia a proposta oferecida pela empresa ao pessoal (funcionários da empresa). A palavra deles é soberana e eles decidirão se aceitam ou não. Se não aceitarem e esperamos isso, vamos para o dissídio coletivo, ou seja, levamos para o judiciário e lá decidimos”.


André Viana vê com expectativa a assembleia que terá data definida. Espera-se um bom número de trabalhadores já que “esse ACT atrasou muito e os trabalhadores precisam de uma definição. É o primeiro Acordo depois da aplicação da Reforma Trabalhista e isso implica em redobrar nossa atenção nas “entrelinhas” do que está sendo proposto. Há muita que se explicar para o trabalhador, evitando que ele não caia nas armadilhas preparadas pela Vale e na assembleia vamos pontuar uma a uma” Finalizou.


A proposta apresentada é a seguinte:


Reajuste Salarial: 6%

Cartão Alimentação: R$745,00 + 13º

Adicional noturno (6 hs): 3,5%

Horas in itinere: Substituído pelo “prémio assiduidade)

Simplificação de resolução de “conflitos trabalhistas”

Alteração banco de horas negativo e positivo

Adicional de periculosidade para exposição acima de 20 minutos

Reposicionamento dos empregados no mínimo da faixa salarial.

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Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026