Discussão sobre turno de 12h na Vale esfria

10 de fevereiro de 2022

Clique aqui e saiba os detalhes

Discussão sobre turno de 12h na Vale esfria, afirma presidente do Metabase

A implantação do turno de 12h para os trabalhadores da Vale em Itabira parecia ser uma ameaça iminente, mas agora não passa de uma “discussão adormecida”.


O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, informou o que aparentemente representa um recuo da direção da empresa. De acordo com ele, não há nenhum debate com a Vale atualmente com relação ao novo regime de trabalho, mas deixou um recado claro: se a empresa “ressuscitar” o assunto “haverá embate”.


O discurso do sindicalista continua o mesmo. Segundo ele, a implantação desta nova modalidade é uma “afronta” à saúde e à segurança do trabalhador da Vale em Itabira e também às conquistas alcançadas pelo Metabase. André Viana voltou a lembrar a greve de 1989, quando os operários itabiranos reivindicaram a redução da jornada do trabalho e alcançaram o turno de 6h. O embate à época, defendeu o presidente do Metabase, “jamais deve ser esquecido”.


O presidente do Metabase também recorreu ao cálculo ao qual já havia declarado ao Diário no mês passado e disse que a implantação de longas jornadas de trabalho, como a empresa demonstrou interesse, representaria demissão em massa em “poucos meses”. Em maio, o sindicalista chegou a declarar que 500 funcionários poderiam ser mandados embora “de forma pulverizada”, após a implantação do turno de 12h, o que impactaria em outros 1 mil trabalhadores indiretos. Ou seja, o impacto seria de 1.500 desempregos.


Demissões, segundo André Viana, foram registradas nas minas de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, e de Alegria, em Mariana, locais que aderiram ao turno de 12h há aproximadamente dois meses. “Entendemos que a Vale, com este turno de 12h, quer economizar nas costas do trabalhador, para pagar a fatura criminosa do rompimento da barragem de Brumadinho. A Vale implantou este regime em Brucutu e Alegria e a gente já recebeu relatos de que houve demissões, já por causa da ociosidade, porque o turno de 12h dissolve cerca de duas letras [grupos de trabalhadores]”, informou o sindicalista.

Fonte: Diário de Itabira

Postado em 30/06/20

Adicione o seu HTML personalizado aqui
Por Comunicação Metabase • 21 de setembro de 2026
Motorista de carro-forte teve vizinhos e familiares questionados sobre sua vida pessoal; TST manteve indenização de R$ 15 mil  Uma empresa de segurança foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um motorista de carro-forte que teve sua vida pessoal investigada pela empresa onde trabalhava. Segundo o trabalhador, vizinhos e familiares eram procurados periodicamente para responder perguntas sobre seu comportamento fora do ambiente profissional. Entre os assuntos investigados estavam suposto envolvimento com jogos de azar, dívidas, agiotagem, bebidas, brigas, violência doméstica, tráfico e outras questões relacionadas à vida particular . A decisão foi mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) . INVESTIGAÇÃO ULTRAPASSAVA O AMBIENTE DE TRABALHO O motorista foi contratado em 2008 por uma empresa que posteriormente foi sucedida por outra. De acordo com o processo, uma pessoa era enviada até a residência e a vizinhança do trabalhador para buscar informações sobre sua conduta pessoal. Os moradores eram questionados, por exemplo, se o trabalhador era agressivo, se costumava beber, se participava de jogos de azar, se tinha dívidas, se pegava dinheiro emprestado com agiotas, se brigava na rua ou se praticava violência contra a esposa. O trabalhador afirmou que as abordagens provocavam constrangimento, principalmente porque familiares e vizinhos estranhavam as perguntas e ele precisava explicar o motivo de a empresa estar investigando sua vida particular. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a realização das abordagens. Uma delas relatou ainda que os funcionários recebiam um documento para assinar autorizando a investigação sobre suas vidas pessoais. JUSTIÇA RECONHECEU VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que, embora empresas de segurança possam adotar mecanismos para verificar a idoneidade de seus funcionários, essa fiscalização não pode ultrapassar os limites da vida privada do trabalhador . A investigação realizada pela antiga empresa foi considerada invasiva por atingir aspectos relacionados à intimidade, à honra e à imagem do empregado. Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 25 mil . O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, reduziu o valor para R$ 15 mil . A empresa Prosegur argumentou que as investigações haviam sido realizadas pela companhia anterior, antes da aquisição ocorrida em 2012. TST MANTEVE INDENIZAÇÃO DE R$ 15 MIL O trabalhador recorreu ao TST buscando a revisão do valor da indenização. A Oitava Turma do Tribunal , porém, decidiu manter os R$ 15 mil estabelecidos pelo TRT-5. O relator do caso, ministro Sergio Pinto Martins , destacou que a Justiça costuma alterar valores de indenização apenas quando a quantia é considerada excessivamente baixa ou alta diante das circunstâncias do caso. Por unanimidade, a Turma considerou que o valor de R$ 15 mil era proporcional à situação analisada . PRIVACIDADE TAMBÉM É DIREITO DO TRABALHADOR O caso reforça que a relação de trabalho não elimina os direitos fundamentais do empregado. A fiscalização e a preocupação das empresas com a segurança não autorizam invasões desproporcionais à vida privada dos trabalhadores. Para o Sindicato Metabase, o respeito à dignidade, à intimidade, à honra e à privacidade deve fazer parte de qualquer ambiente de trabalho, independentemente da função exercida.
Por Comunicação Metabase • 15 de setembro de 2026
Na manhã desta terça-feira (15), o Sindicato Metabase de Itabira e Região participou da Caravana do Trabalho Decente, realizada na Mina Cauê, da Vale, em Itabira. A iniciativa busca promover condições dignas de trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e a prevenção de violações aos direitos humanos. Na ocasião, o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, que também é conselheiro de Administração da Vale, defendeu a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais respeitoso, harmonioso, seguro e pautado pelo diálogo. Essa construção depende da participação de todos: trabalhadores, lideranças, empresas e sindicato. É com diálogo, respeito e união que podemos avançar. Vamos juntos construir um ambiente de trabalho mais humano, seguro, respeitoso e harmonioso para todos! 
Por Comunicação Metabase • 13 de agosto de 2026