LUIZ MARINHO: PROPOSTA DE REFORMA TRABALHISTA TRARÁ NOVA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Tonny Morais • 2 de agosto de 2023

Em entrevista, o Ministro do Trabalho falou sobre sua volta à pasta, reforma trabalhista, folha de pagamento e do Conselho do FGTS. Fonte: Jota

Luiz Marinho voltou ao comando do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em janeiro, 18 anos depois da primeira passagem pela chefia da pasta (meados de 2005 a 2007). Em entrevista ao JOTA, ele afirmou que, desde então, dedica-se a “reconstruir” o ministério e, agora, prepara um projeto de lei a ser enviado ao Congresso revisando pontos da reforma trabalhista aprovada no governo Michel Temer (2017). “A reforma que o Temer fez é devastadora do ponto de vista dos direitos”, considera.

As sugestões de mudança estão sendo. O ministro assegura que não haverá revogação unilateral da reforma. “Não vai ter revogaço. Temos um governo democrático, de composição com uma base ampla e sabemos as contradições da sociedade no mercado de trabalho e no Congresso”, afirma.

Entre os pontos em discussão, estão mudanças na terceirização, que, segundo Marinho, contribuem para o aumento de casos de trabalho análogo à escravidão. Outro será a criação de uma contribuição sindical sobre serviços prestados pelos sindicatos com impacto em toda a categoria representada, como as negociações coletivas.

“A reforma que Temer fez é devastadora do ponto de vista dos direitos. Traz a perversidade de levar uma insegurança jurídica nas relações, criando o negociado sobre o legislado, inclusive na negociação individual. Isso não existe em lugar nenhum do mundo em país democrático. Os governos Temer e Bolsonaro quase destruíram as organizações sindicais, enfraqueceram as negociações coletivas, retomaram a fome e a miséria, destruíram tudo que os governos Lula e Dilma tinham construído nessa área, fecharam os ministérios do Trabalho e da Previdência. Do ponto do Trabalho, é devastador o que esses dois governos representam” Perguntado se o governo vai sugerir mudanças na reforma trabalhista aprovada na gestão Temer ele respondeu que poderiam  fazer um projeto de lei e mandar para o Congresso: “Mas é preciso saber exatamente as dificuldades que temos para fazer alguns [ajustes] andarem lá”.

Ele também disse sobre a possibilidade de revogar a reforma: A opção foi sair da história que muitos desejavam, de fazer um revogaço puro e simples, por canetaço. Não vai ter revogaço. Temos um governo democrático, de composição com uma base ampla e sabemos as contradições no mercado de trabalho e no Congresso. Portanto, teremos mais chances se a gente conseguir [debater as mudanças] nos fóruns tripartites, o que já fazíamos nos governos Lula 1 e 2, e Dilma, com as plenárias, as conferências, os conselhos. Há um conjunto de ações, como as comissões tripartites permanentes para pensar novas normas regulamentadoras, infralegais e conjuntos de legislações. A gente dialoga bastante para as coisas fluírem de maneira tranquila.


Contribuição sindical


- Pode haver uma nova fonte de renda para a estrutura sindical? 

É preciso reconstruir as finanças dos sindicatos, criar esse conceito, mas com razoabilidade. Enxergamos que, além da mensalidade que está no estatuto do sindicato para os associados, é preciso criar uma contribuição compulsória quando das negociações coletivas para o conjunto da categoria.


- Todos pagariam essa contribuição, mesmo que não seja sindicalizado?

Se o sindicato presta um serviço e você se beneficia, é justo que contribua com essa prestação de serviço, como, por exemplo, as negociações coletivas. O sindicato faz o investimento quando sua direção vai ao Congresso conversar com deputados e senadores para pensar a legislação trabalhista de interesse dos trabalhadores. Então, é justo que o conjunto da categoria contribua para a manutenção desse sistema. Pode fazer oposição? Sim. Se alguém discorda, tem que ir na assembleia buscar convencer [do contrário] para não ter aberrações e abusos. É um pouco a lógica do que se está pensando [no ministério] e vale para trabalhadores e empregadores. É uma contribuição negocial e, portanto, é preciso ter uma contrapartida de serviço. Ou seja, tem que ter uma convenção coletiva, cláusula econômica e um benefício conjunto da categoria para justificar uma contribuição.


-Seria similar ao extinto imposto sindical?

É diferente da contribuição sindical, que era definida e todo ano tinha aquele valor e ponto. Não tinha nem o direito de falar quero ou não quero nem individual nem coletivo. Hoje, os sindicatos estão com baixíssima representatividade e uma das razões é o pouco poder econômico que passaram a ter. É preciso que o sindicato tenha condições. Evidente que tem que ser respeitada a democracia, transparência, tem que ter eleição, renovação e acordo. Não pode cobrar uma contribuição de todos os trabalhadores, independente se é sócio ou não, se não prestou um serviço para o conjunto da categoria.


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TREM DE FÉRIAS VOLTA A CIRCULAR EM JULHO COM VIAGENS NOTURNAS; VENDAS COMEÇAM NESTE DOMINGO Os trabalhadores e suas famílias já podem começar a planejar as férias de julho. A Vale inicia, no próximo domingo (17), a venda de passagens do Trem de Férias, serviço especial da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) com viagens noturnas entre os dias 1º e 31 de julho. A operação mantém os mesmos pontos de parada adotados no início do serviço, incluindo a conexão entre Itabira e Nova Era, por meio da estação de Desembargador Drumond. As saídas acontecerão diariamente às 18h da Estação Pedro Nolasco, em Cariacica (ES), e às 19h da Estação Belo Horizonte (MG). Durante o trajeto, alguns horários poderão sofrer pequenos ajustes em função da operação ferroviária. Segundo a Vale, o serviço vem passando por melhorias operacionais desde sua implantação, com foco em segurança, conforto e atendimento aos passageiros. O Trem de Férias faz parte dos compromissos assumidos pela empresa na renovação da concessão ferroviária, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ampliando as opções de transporte em períodos de maior movimento, como janeiro, julho e dezembro. Compra de passagens As passagens poderão ser adquiridas: Nas bilheterias das estações, dentro do horário de funcionamento; Pela internet, com atendimento 24 horas, no site da Vale. Não haverá venda de passagens nas estações durante o período noturno. Estrutura e conforto As composições contam com: Classes econômica e executiva; Elevador para cadeirantes; Espaço reservado para pessoas com mobilidade reduzida; Serviço de lanchonete e refeições durante a viagem. As estações que recebem a operação noturna também terão reforço na iluminação e estrutura para garantir mais conforto e segurança aos passageiros. Valores das passagens Os preços permanecem os mesmos das viagens diurnas: Classe econômica: R$ 87 Classe executiva: R$ 125 Os valores são referentes ao trajeto completo entre Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES). Ligação entre Itabira e Nova Era Para os passageiros de Itabira, a conexão será realizada pela estação de Desembargador Drumond: Saída de Itabira para Desembargador Drumond: 21h Saída de Desembargador Drumond para Itabira: 3h35 Atendimento ao passageiro Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 0800 285 7000 Principais horários Sentido MG → ES Belo Horizonte – 19h Ipatinga – 23h55 Governador Valadares – 1h53 Colatina – 5h29 Pedro Nolasco – 8h15 Sentido ES → MG Pedro Nolasco – 18h Governador Valadares – 23h58 Ipatinga – 1h53 Belo Horizonte – 7h50