Metabase Acordo Coletivo Vale:

10 de fevereiro de 2022

Trabalhadores aprovam proposta

O Metabase Itabira realizou, nos dias 18 e 19, nas dependências da empresa Vale S/A, a assembleia geral ordinária deliberativa do Acordo Coletivo do Trabalho com vistas aos anos de 2020 e 2021. Devido a pandemia causada pelo Covid-19, a empresa solicitou que fosse prorrogada a data-base para o dia 25 (venceu em 1º de novembro). “Data-base é destinada a correção salarial e de análise das condições de trabalho. É o momento em que os trabalhadores, por meio do Metabase Itabira, buscam o reajuste salarial anual, reajuste do cartão alimentação, revisão do plano de saúde etc.” disse André Viana, presidente do sindicato. O sindicalista e vereador fala do cumprimento de uma promessa: “...durante nossa campanha em 2018, ressaltei a importância de não perder nenhum benefício, nenhum direito conquistado poderia sair das cláusulas do acordo coletivo e isto está sendo mantido. Em nossos encontros com os representantes da empresa, o primeiro tema discutido é sempre a manutenção destes benefícios. Acreditamos que os direitos conquistados contribuem não apenas para o trabalhador, mas de toda a sua família. Direitos garantidos, sempre”, salientou. A última perda de benefícios foi em 2017. Na época a empresa cortou os procedimentos de ortodontia e implantodontia da Assistência Médica Supletiva (AMS) e ofereceu um abono de R$1.200,00 aos trabalhadores. Apesar das críticas da gestão passada, a empresa manteve o corte.


Drive in


O Metabase Itabira tem implantado um modelo para realização de assembleias que tem agradado aos trabalhadores e as empresas, pois evita-se o movimento e/ou aglomeração dos trabalhadores: “Os trabalhadores ficaram dentro dos ônibus, enquanto ouviam as explicações da proposta pelos diretores e funcionários por meio de sistema de som, da mesma forma que realizamos em Conceição do Mato Dentro, na empresa Anglo American. A votação também obedeceu aos critérios de distanciamento entre as pessoas, uso de máscara e álcool em gel. André ressaltou que “a organização da assembleia contou com o apoio da empresa e o planejamento acatou todos os protocolos dos principais órgãos de saúde, inclusive da Organização Mundial de Saúde – OMS, seguindo as normas de saúde e segurança, tendo em vista o momento pandêmico”.


A proposta teve como resultado a aprovação dos trabalhadores:


Sim: 2002 – 95,4%

Não: 92 – 4,38%

Brancos/Nulos: 4 – 0,2%

Votantes: 2098


André Viana comentou o resultado: “Em dois anos de adversidades (barragens e pandemia) vamos para o terceiro ACT consecutivo. Conseguimos avançar em reajustes nos salários, com reflexo imediato em férias, 13º salário, FGTS, PLR e outras cláusulas financeiras. Em 2018 conseguimos reajustes salariais de 6% para o pessoal do administrativo e 9,5% para o pessoal do turno. Em 2019 foram 3,5% e agora em 2020, 4,5%. Resumindo: 14,0% para pessoal do administrativo e 17,5% para pessoal do turno. Se somarmos a inflação de 2018 (3,75%) e 2019 (4,31%) mais o acumulado deste ano (3,92%) chegaremos a 11,98%, bem abaixo dos valores de reajustes conseguidos pelo Metabase. Prova do trabalho sério, focado, direcionado no bem estar do trabalhador e por consequência de sua família” finalizou André Viana.


PROPOSTA APROVADA


Reajuste salarial de 4,5% inclusive nas cláusulas econômicas (despesas com tratamento de saúde, auxílio funeral, armação de óculos etc.); reajuste no cartão alimentação, de R$760 para R$790 (média em 4%); 13° crédito extra integral, já reajustado no cartão alimentação e manutenção de todas as cláusulas já existentes.

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Por Comunicação Metabase 26 de maio de 2026
Assédio moral cresce: mais de 600 mil ações foram registradas desde 2020 na justiça do trabalho O combate ao assédio moral no ambiente de trabalho segue como um dos grandes desafios das relações trabalhistas no Brasil. Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho mostram que, entre 2020 e 2025, a Justiça do Trabalho recebeu mais de 601 mil ações envolvendo pedidos de indenização por danos morais relacionados ao assédio moral. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 30 mil novos processos foram registrados. As denúncias envolvem situações como cobranças abusivas, humilhações, ameaças, intimidações, perseguições, exclusão de trabalhadores e tratamento agressivo dentro das empresas. Para especialistas da Justiça do Trabalho, o crescimento dos casos demonstra tanto a persistência do problema quanto o aumento da conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos. Segundo o ministro Agra Belmonte, coordenador-geral do Programa Trabalho Seguro, as campanhas de conscientização e o fortalecimento dos canais de denúncia têm sido fundamentais para que mais trabalhadores reconheçam situações de violência psicológica no ambiente profissional. O magistrado destacou que a atuação da Justiça do Trabalho tem papel importante em três frentes: reconhecer a violência sofrida, reparar os danos causados às vítimas e promover um efeito pedagógico para impedir que práticas abusivas continuem acontecendo. Ambiente saudável é direito do trabalhador O assédio moral pode provocar sérios impactos na saúde física e emocional dos trabalhadores, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão, estresse e adoecimento mental. Entre os exemplos mais comuns estão: sobrecarga excessiva de tarefas; punições vexatórias; isolamento do trabalhador; desrespeito às condições de saúde; controle abusivo; cobranças humilhantes; regras diferenciadas aplicadas de forma persecutória. A Justiça do Trabalho reforça que exigir produtividade e metas não caracteriza, por si só, assédio moral. O problema ocorre quando há abuso, humilhação, constrangimento ou perseguição sistemática. Sindicato tem papel fundamental na defesa dos trabalhadores O apoio sindical é apontado como uma das ferramentas mais importantes para acolher denúncias, orientar trabalhadores e fortalecer o combate às práticas abusivas. O Sindicato Metabase de Itabira e Região reforça que nenhum trabalhador deve se calar diante de situações de humilhação, perseguição ou violência psicológica no ambiente de trabalho. Procurar orientação, registrar provas e denunciar são passos fundamentais para garantir dignidade, respeito e condições saudáveis de trabalho. Além dos canais internos das empresas, o trabalhador pode buscar apoio junto ao sindicato, ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.  Cartilhas orientam prevenção O Conselho Superior da Justiça do Trabalho e o TST lançaram materiais educativos voltados à prevenção do assédio, da discriminação e da violência no trabalho. As cartilhas orientam trabalhadores, lideranças e empresas sobre como identificar, prevenir e enfrentar situações abusivas. Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Por Comunicação Metabase 25 de maio de 2026
Sindicato e Bemisa iniciam debates sobre turno, PPR e ACT  O Sindicato Metabase de Itabira e Região e a Bemisa deram início, nesta segunda-feira, às importantes conversas envolvendo pautas fundamentais para os trabalhadores das unidades da empresa na região. Entre os temas debatidos está a validação da escala de turno 4x4, que passou por período de testes junto aos trabalhadores e agora seguirá para o processo de deliberação após a avaliação da experiência realizada nas operações. Além disso, também começaram as pré-conversas sobre o Acordo Coletivo de Participação nos Resultados (PPR) e o ACT anual da categoria, pautas de grande importância para os trabalhadores! As discussões envolvem as unidades da Bemisa em Antônio Dias (Mina Horto Baratinha) e também na mina Pedra Branca, na região de João Monlevade. Vamos juntos por mais conquistas, com responsabilidade e participação dos trabalhadores!
Por Comunicação Metabase 22 de maio de 2026
APÓS MOBILIZAÇÃO DO SINDMON-METAL COM APOIO DO METABASE ITABIRA, ARCELOR MITTAL PEDE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES SOBRE TURNO! A força da união dos trabalhadores voltou a fazer história em João Monlevade. Após a grande mobilização promovida pelo movimento sindical, com participação ativa e apoio firme do Sindicato Metabase de Itabira e Região, a ArcelorMittal recuou e pediu a reabertura das negociações sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade. O movimento, marcado pela união, organização e demonstração de força da classe trabalhadora, reuniu diversas entidades sindicais da região e do estado, na manhã da última quinta-feira (21) reforçando a luta dos 684 homens e mulheres que atuam diretamente no regime de turno da empresa e reivindicam uma jornada mais humana, digna e alinhada ao modelo já adotado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil. O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, esteve presente ao lado da diretoria da entidade para fortalecer o ato e cobrar da empresa respeito aos trabalhadores.  “Os trabalhadores querem um turno digno. Das quatro unidades da empresa no Brasil, três já adotam o modelo quatro por quatro. Aqui em João Monlevade, a empresa insiste em impor o seis por dois sem diálogo. O trabalhador precisa de qualidade de vida, precisa descansar, estudar, conviver com a família, praticar sua fé, ter lazer. Ninguém vive para trabalhar. As pessoas trabalham para viver e querem viver com dignidade” , destacou André Viana durante a mobilização. Viana também reforçou o apoio incondicional do Metabase à luta dos metalúrgicos de João Monlevade: “O Metabase e toda a categoria dos mineradores declaram total apoio aos metalúrgicos da ArcelorMittal nessa batalha por uma jornada justa. Estamos juntos nessa caminhada por dignidade e respeito aos trabalhadores.” O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Flávio Paiva, enalteceu a presença de André Viana que é hoje uma das maiores lideranças da região, com grande capacidade de articulação. Flávio também ressaltou a dimensão da mobilização construída pelo movimento sindical: “Estamos aqui com a CUT Regional Vale do Aço, Federação Estadual dos Metalúrgicos, Metabase Itabira, companheiros de Timóteo, sindicatos dos servidores públicos e diversas entidades parceiras. Isso aqui é uma mobilização pacífica, mas extremamente forte. É a demonstração clara de que os trabalhadores estão unidos e não aceitarão retrocessos.” Após a manifestação realizada nesta quinta-feira (21/05), a ArcelorMittal recuou e pediu ao sindicato a retomada das negociações em reunião marcada para o próximo dia 26 de maio. O Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade destacou que a reabertura das negociações representa um importante avanço conquistado através da mobilização da categoria, reforçando que o diálogo sempre será o melhor caminho para a construção de soluções equilibradas e justas. Entretanto, a entidade sindical também deixou claro que a retomada das conversas não altera a convocação da assembleia que irá deliberar sobre o estado de greve e sobre o legítimo direito constitucional de mobilização dos trabalhadores. A categoria já demonstrou, de maneira democrática e massiva, sua insatisfação com a postura adotada pela empresa até aqui. Por isso, os trabalhadores seguem exigindo avanços concretos que atendam efetivamente ao pleito da categoria. O movimento sindical permanece unido, vigilante e preparado para ampliar as ações caso não haja avanços reais nas negociações, sempre dentro da legalidade, da responsabilidade e da defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores. A luta continua. E a união da classe trabalhadora mais uma vez prova que quando os sindicatos caminham juntos, a voz do trabalhador ecoa mais forte.